2 de set. de 2010

Divórcio nos negócios

"Carta para minha ex sócia"

Eu tinha uma melhor amiga. Que se transformou em inimiga. Pior que isso, em indiferença. Éramos um grupo, pessoas felizes, ela fazia parte. Ela era a minha alma gêmea de amizade. Sempre disposta, sempre boazinha. Mas um belo dia acabou. O ser humano é coisa difícil de entender. Ja ouvi falar que bonzinho só se fode. Mas não concordo. Acho que bonzinhos aprendem com as dificuldades. Acredito que você partiu daquela sociedade mal sucedida para melhor.

Os vilões também sofrem, sabia? Sim, sofrem. Por isso, escrevo para você que ruiu minha vida e enfraqueceu um clã, mas que paradoxalmente estruturou  minha fortaleza. Aquela placa "fechado" na porta me fez enxergar claramente que alguns tipos de vilões nem sempre são maus. São seres dotados de um aglomerado de experiências negativas que tentam quase que involuntariamente não trazê-las à tona novamente, na melhor das intenções. Além de possuírem um forte espírito vencedor.

Me desculpe por falar demais, por ideias insanas, por ser dona de uma ansiedade insaciável. Perdoe-me por não ter a visão de priorizar uma risada boba de uma visita inesperada e inapropriada. Por exigir mais do que devia. Assim que terminamos,  tive dúvidas quanto ao meu poder de conquistar pessoas. As diferenças nos maltratou. Fomos inocentes e abusamos dos nossos limites.

Mesmo assim, você foi importante na minha vida. Parece clichê, dizer que aprendi com o sofrer. Mas foi isso que aconteceu, com o tempo, finquei minha personalidade. Sou assim e goste quem quiser! Mas prometo, ex amiga, que serei mais tolerante com as pessoas e tentarei enxergar menos defeitos nelas.

Minha mãe sempre foi muito severa em relação à minha criação. Vixe, mentirinha e falhas de caráter nunca fizeram parte da minha educação. Mas é exagerado, afinal quem é dono da verdade? Eu acabei absorvendo isso. Formei meu caráter bruto, igualzinho a minha vó, que imagino comandando os peões em cima de um cavalo, la na fazenda no interior de Pernambuco, Exu. Ela era ainda menos lapidada que minha mãe. Palavras de carinho não eram escassas, eram nulas.  Psicologia? Tá brincando, né? Eu queria mais era arregaçar as mangas e ver o castelo se erguer. Só isso me importava. As vezes tenho dúvidas se fui mesmo má ou se levantei um escudo com medo de acreditar em pessoas que não tinham como prioridade a vontade de ser pedreira. Dessas que colocam tijolo por tijolo, tal qual minha mãe e minha vó. Elas tão pouco se lixando se  lhes fazem acreditar que caviar é mais saboroso do que ovo frito. A personalidade é mais forte do que qualquer tipo de influência. Vai ver faltou delicadeza de minha parte.

 Já pensei em escrever um e-mail ou uma cartinha a punho como antigamente. Tentar me explicar e dizer que não fiz por mal. Mas desisti. Porquê tenho amor próprio. Cornos não costumam pedir perdão. Mesmo assim, estou aqui na esperança de você ler. Nosso casamento empresarial foi um fracasso. Mas porquê cargas d'agua eu não ficava a par do que acontecia claramente na sua cabeça? É isso que me traz a sensação de traição, sabe. Algumas pessoas têm facilidade de se expressar. Você não faz parte desse grupo. Então, pensando bem, Desculpa insistir por um motivo.

Fui má. Fui ambiciosa. Faria tudo outra vez? Jamais. Aprendi a força. Obrigada por me mostrar que posso ser melhor. Não devo nunca mais casar assim tão rápido. O que parecia eterno, cheio de sonhos, glamour e planos de capa da PEGN - Pequenas Empresas Grandes Negócios, se desmoronou. Somos manchete da vida real nas páginas da "PEGD"- Pequenas encrencas, grandes divórcios.

Mas  como ver o lado ruim? Insisto em agradecer. Hoje sei o quanto tenho força pra superar e o quanto deu certo pra minha vida. Paguei caro para testar minha capacidade, isso é verdade. Mas valeu a pena cada centavo e cada lembrança.

Lembra do dia que abrimos aquela cerveja, suadas, cansadas, de madrugada, depois de nossa primeira grande conquista? Ou simplesmente quando eu tentava pregar o feminismo na varanda de sua casa, tomando vinho barato. Que diga-se de passagem, você parecia compreender, enquanto outros acreditam piamente que caviar é mais saboroso que ovo frito, como se existisse regra para todos os paladares. Tenho vivo na minha mente você dizendo "nunca pensei por esse lado". Foi  tudo inesquecível. Tu até pode ser uma admiradora de Freud e seguir convenções culturais, mas hoje sei que deve ter me admirado quando falei que ia escrever um livro na contramão do que a sociedade dita sobre as mulheres. Isso me envaidece mesmo eu tendo a consciência que hoje tu me admirar ou não sequer faz diferença.

 Como diz o ditado, depois da tempestade vem a bonança. Ou será que eu fico tentando me consolar pensando: poxa, algo positivo eu fiz por ela! Porquê esse sentimento? Culpa? Não sei. Essa é minha dúvida, se sou vilã ou boazinha.

Minha incompetência maior não foi casar com você, mas não perceber que não tinhamos os mesmos objetivos. Simples assim! Talvez ninguém tenha culpa no cartório, viu?

Mesmo que você não queira saber da minha vida, que seus amigos e seus pais me odeiem, eu quero te dar notícias: estou feliz, novamente cheia de ideias absurdas. Lembra daquele rapaz que nos levou pra Floripa no último mês daquele último ano de nossa amizade? Ele virou o homem da minha vida. A diferença é que agora além do casamento, tenho uma relação amorosa. São relações bem diferentes, eu sei. Mas tu me ajudou até nisso. Sou outra mulher. Em nome do amor, eu tento suportar tudo com outro tipo de tolerância, com medo de ver tudo ruir de novo.

Pena que nossa amizade não tinha amor de verdade. Hoje eu aprendi que irmãos não se ganham assim em tão pouco tempo. Na nossa carência, nos iludimos. Eu apenas queria que você soubesse notícias minhas. Se vou saber suas, tenho quase certeza que não, porquê nunca pergunto de você pra evitar demonstrar sentimentos.

Um dia você aconselhou que eu me espiritualizasse, como se esse fosse o problema de todos os males. Virei busdista e sofro preconceito por não achar lógica em Deus. Já quis achar lógica demais em mim, no universo, nas pessoas e em você. Mas estou me acostumando a entender que não há lógica que sobreponha a paz interior e o respeito às diferenças. Um dia, você entenderá que a determinação e a fé são muito mais importantes pra transformar nossas vidas, e melhorar a dos outros, do que qualquer tipo de escolha religiosa. Fraqueza não combina com prosperidade, mas é preciso errar para se fortalecer e saber o que se quer. Essa é o segredo do sucesso que a gente não conseguiu guardar. Taí nosso erro: casar sem se conhecer bem e sem saber o que se espera. Pelo menos, a lição ficou pra sempre, concorda?

Um dia você vai entender, ou talvez já entenda, que se fiz parte de sua vida, foi pra te sacudir e fazer desabrochar seu verdadeiro motivo de viver.

Obrigada novamente por tudo.

Liana

31/08/2010

29 de ago. de 2010

Comercial Fiat Idea. Enfim, uma boa ideia!




Todos os meus amigos que viram esse comercial disseram que lembraram de mim. Porque será? kkkAdorei mesmo! Super modereno e critivo. Mas repare os comentarios no youtube, como as pessoas ainda são preconceituosas e machistas. Um cara disse que as feministas ficam "revoltadinhas" com as propagandas de cerveja. Mas a ignorância é tão grande que ele não percebe que a revolta é com o esteriótipo, com a degradação e generalização da imagem feminina. O machismo é tão grande que o cara não se conteve ao ver uma mulher no típico papel masculino e logo bombardeou as feministas. Queria dizer a ele que não temos nada contra homens serem os provedores, somos contra essa imposição social de que só eles são e mulheres são donas de casa. Queremos mais modelos de famílias, não uma regra social!

 As pessoas estranham porquê culturalmente esse papel é do homem de comprar o carro e dar de presente... acho que a propaganda foi mto feliz em dizer que o mundo mudou e existem formas diferentes de realidades. A esteriotipação nao é legal nem pro homem nem pra mulher. Eu acho que os homens deveriam concordar, pois essa carga sobre eles, pode ate causar problemas psicológicos.  Imagina se a dependência finaceira da família é toda no cara e ele perde o emprego? Ele se acha um lixo, um incompetente. Se não existisse essa pressão, ele encararia como um problema a ser resolvido.

A raiva de alguns machistas  verem mulheres independentes é tao grande que eles logo atacam e xingam.

Mas enfim, eu gostei tanto da propaganda que meu próximo carro sera um Idea! hehe

22 de ago. de 2010

Cara de palhaço, pinta de palhaço.

Proibição do humor na política.
 Será que os humoristas acham pouco as palhaçadas?


Hoje eu vi no Fantástico uma multidão nas ruas protestando contra a proibição do humor na política. Disseram que fere a dignidade do candidato. Tudo bem que no Brasil os candidatos não são la um poço de seriedade. Aliás, bem pelo contrário.

Os homoristas alegam que isso é contra a liberdade de expressão. Mas me digam uma coisa, vocês acham justo piadas racistas ou machistas? Na minha opinião achar engraçado é ser a favor. No momento que você riu porquê disseram que negro correndo é ladrão e branco correndo é rico, meu caro, você é um idiota racista. Me desculpe. É ridículo rir do que deprecia ou fere a moral de alguém.

Pensando nisso, vim aqui dizer pra aquele menino la (esqueci o sobrenome, mas é o filho de Chico Anyzio), o Bruno, que pare de querer ganhar dinheiro achando graça da cara dos nossos políticos. Ele estava la dando entrevista dizendo que era super contra a proibição. Mas ver candidatos corruptos na ativa porquê o povo não sabe distinguir Jesus de Genésio já é uma palhaçada, colega!

Se agora pode rir da cara de candidatos, podemos nos conformar com suas posturas corruptas também. Rir é banalizar é mostrar que o assunto não tem o teor que merecia ter. Na minha opinião isso é um assunto sério. Quanto mais rimos de esteriótipos, mais políticos sujos estarão lá em cima. Porquê na zona que é o Brasil,  daqui a pouco, quem é o honesto doido de se candidatar?

 Se generalizamos e colocamos a Marina Silva (que na minha opinião é uma pessoa super séria e eu não escondo meu voto que é dela) de modo caricato e com muita zoação quem a levará a sério? E a massa burra (infelizmente ela existe, não é um preconceito meu, é falta de uma política séria para o povo deixar de ser) o que vai fazer? Continuar rindo dos nossos políticos e continuar na miséria?

Meu povo, na hora de ir pra rua fazer algum manifesto, que seja contra a cara de idiotas dos corruptos que nem deveriam estar ali por causa de envolvimentos com maracutaias. Vamos protestar por algo mais valioso! Sou super a favor da liberdade de imprensa, super contra a censura. Mas respeito é outra história!

Me poupem humoristas. Parem de pensar no próprio ganha pão e pensem um pouco mais na nação.

Abaixo a corrupção, viva a proibição da conformação!

19 de ago. de 2010

Pedreiras, carpinteiras e encanadoras? Estamos chegando nos novos tempos.

Projeto mão na massa para mulheres... mas não é na massa de bolo!



Uma vez em uma discussão em um blog feminista, um machista disse: "se as feministas querem igualdade, que carreguem sacas de cimento como os pedreiros". Eu respondi que a sociedade nao estimulava esse tipo de profissão para elas, mas que seria muito bom se elas deixassem de ser burras e fossem ser pedreiras. Um pedreiro ganha muito mais que uma manicure, quase sempre. Ainda tenho fé em ver o mundo sem esteriótipos, sem preconceitos e sem bobagem de que mulher tem mais facilidade pra assim e homem pra assado. Pois bem, hoje vi uma notícia que me deixou muito feliz:

"Projeto Mão na Massa abre cem vagas para o curso gratuito que capacita mulheres para trabalhar na construção civil. As inscrições serão realizadas nos próximos dias 10 e 11, das 8h às 12h, na Rua Ana Néri, 1.422, Rocha, Rio de Janeiro. O curso é aberto para mulheres, com idade entre 18 e 45 anos, e que tenham cursado, no mínimo, a 5ª série do Ensino Fundamental. As interessadas devem levar carteira de identidade, CPF, título de eleitor e comprovante de residência (originais e cópias) para fazer a inscrição.



Essa é a quinta edição do Projeto Mão na Massa, que já forneceu profissionais para trabalhar nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois de formadas, as mulheres poderão trabalhar em canteiros de obras na função de meio-oficial, cargo acima do de servente. Antes disso, as alunas selecionadas vão cursar 460 horas de aulas, entre práticas e teóricas – ministradas na sede do projeto no Rocha e no Senai de Vicente de Carvalho. Para dar ainda mais segurança às alunas, o projeto oferece uma etapa prática – supervisionada por uma engenheira, um arquiteto e uma técnica de edificações – que será realizada em uma obra social do município.

Durante o curso, todas as participantes recebem vestuário profissional e Equipamento de Proteção Individual (EPI). No período das aulas, são oferecidos lanche e vale transporte. A etapa prática é coberta com uma bolsa-auxílio durante dois meses. E, ao final do curso, as alunas recebem um kit de ferramentas para facilitar acesso ao emprego. Informações: 3147-5100; e-mail: coordenacao@projetomaonamassa.org.br.

Projeto Mão na Massa – Desde 2008, o projeto formou 210 mulheres, sendo que 70% ingressaram no mercado formal ou prestam serviços autônomos, como encanadoras, pedreiras, pintoras e carpinteiras de formas. Outras informações em: www.projetomaonamassa.org.br.

31 de jul. de 2010

Lei que proíbe a palmada


Eu sou contra a palmada. Mas não sou radicalmente contra e não costumo julgar as pessoas que ja bateram e nem olhar para elas com cara de desprezo. Bater no filho, pelo menos para as pessoas normais ( não estou falando de espancamento), é uma coisa muito dolorosa. As poucas vezes que fiz isso sofri muito. Não sei se posso dizer que foi necessário e por isso o fiz. Mas posso dizer que não existe ser humano perfeito que mantem o controle 100% como prega o manual.

Por isso, acho que só tem o direito de dizer que nunca fez e que é uma pessoa super controlada, quem tem filhos com mais de 10 anos. Infelizmente não faço parte desse grupo. Confesso que ficou díficil pra mim não bater quando meu filho de 5 anos jogou um prato de comida no chão.

O correto é olhar fixo nos olhos dele e falar com firmeza, eu sei, eu sei. Super Nanny sempre deu boas dicas. Mas não consegui, não fui a mãe que deveria ser. E agora? A lei vai me punir?

Eu. uma mãe que sou pai e mãe porquê o pai foi morar no exterior e eu criei sozinha meus filhos devo ser punida... será que não seria melhor o governo distribuir manuais de como agir e inserir nas escolas obrigatoriamente a disciplina de educação doméstica? Eu tenho essa ideia porquê os filhos nem sempre dão valor ao que os pais falam. Eles já estão acostumados com aquelas reclamações e os pais perdem a moral.

Na minha infância apanhei muito, mas coitada da minha mãe, achava que o correto era largar a palmada por qualquer motivo fútil. Hoje eu tenho esse discernimento, não defendo que devemos dar palmadas, mas não apedrejo quem porventura e com coração muito dolorido utiliza esse artifício.

Por favor, não leia esse texo e acredite que eu sou a favor da palmada como método corretivo na educação. Jamais defenderia pais que utilizam covardia. Apenas acredito que mais importante que educar os nossos filhos da maneira correta, é educar primeiro os pais. Para isso, precisamos de uma nova cultura: menos preconceito, menos corrupção, menos trabalho infantil, menos crianças nas ruas, e, claro, menos machismo.

Antes da lei que proíbe a palmada, na minha humilde opinião, precisaríamos priorizar a cura (ou pelo menos uma amenização) das mazelas da sociedade. Não se deve pular etapas. Depois de formar novas cabeças, novos modelos de famílias e pessoas verdadeiramente civilizadas, quem sabe um dia a lei da palmada funcione?

21 de jul. de 2010

Há regras e regras...



Faça o que tu queres pois é tudo da lei. Já dizia Raul Seixas. Sabe que pintou uma dúvida quanto a minha concordância com essa frase? Se for no sentido de tu fazer o que tu queres com teu corpo, com tua vida, eu concordo 100%. Mas se for para sair prejudicando os outros ou o meio ambiente eu discordo.

Acabei de pensar que regra tem que existir para o bem de todos. Imagina o que seria de uma rua movimentada sem um semáforo? Sabe o que me fez filosofar sobre isso? Me chamaram de "ecochata". É engraçado esse negócio de faça o que tu queres e tu prejudicar os outros por isso. Se você nao separa lixo e não contribui com a natureza, você ta pouco se importando com o planeta, certo? Mas já virou moda chamar os outros de chatos e dizer que é careta ser politicamente correto. Eu penso que ser uma pessoa ecológica não custa nada. Já estou tão condicionada a separar lixo orgânico e seco, que faço em um piscar de olhos. Pra mim, chamar os outros de ecochatos ou o caramba a 4 é muito cômodo. Teu cérebro não se importa com o mundo e tu quer que os outros também não se importem? Se você não colabora, fazer o quê? Mas deixem em paz quem se sente feliz colaborando, oras.

Olha, ainda bem que existe regras. Acho uma bobagem certas regras de etiquetas, isso é verdade. Mas outras acho super necessário. Comer alface fazendo trouxinha pra mim é ridículo. Não estou interferindo no prato de ninguém, não faz mal para ninguém. Porém, se eu der um arroto bem alto, incomodarei os ouvidos alheios. Provoco mal estar.Tenho horror a quem joga lixo no chão. Também acho um nojo quem cospe no chão. Mas tudo isso interfere no meu bem star. Por isso, tenho direito de pedir educação! Porém, não fazer trouxa na hora de comer meu alface não prejudica mal estar em ninguém!

Um dia fui em uma loja que costumo ir e a vendedora que ja me conhece veio me cumprimentar. Perguntei quais as novas. Ela me disse que o pai iria embora trabalhar em Angola. Eu perguntei se ela também não tinha vontade de trabalhar la. Sabe o que ela me respondeu? "uii, Deus, me livre, aquele povo...", e apontou pra cor da pele. Eu me senti muito constrangida naquela situação. Primeiro porquê amo Lázaro Ramos e Thaís Araújo. Segundo porquê admiro a beleza negra e terceiro porquê pensei que poderia ser uma filha de negros e ela não saber. Me incomodou aquilo. Eu pergunto: é educado ofender os outros sem sequer um motivo? Nessa hora eu acho necessário regra de etiqueta. A moça foi extremamente deselegante.

Por isso resolvi escrever esse texto. Existem regras e regras, mas será que as pessoas são tão ignorantes que não percebem isso? Mas o que me deixa chateada é saber que o ser humano as vezes repara se eu faço trouxinha ou não no meu alface, se eu como peixe com talher certo, se eu entendo de vinho ou não,  mas não se preocupa com o mundo ou com o bem estar dos outros.

Me deixa triste uma pessoa capaz  de me dizer tanta coisa inútil e querer me humilhar por eu não ser uma conhecedora de pratos sofisticados, ou vinhos importados. Já vi muita gente arrogante por aí.Pobre ou rico, arrogância é um mal que acomete a todos.

Eu abraço a bandeira da utilidade. É por isso que eu sempre digo: todo ser humano deveria ter aulas anti-preconceito na escola. Só a educação salva. Mas infelizmente educar é papel dos pais, que quase sempre são os que estragam os filhos.Humildade é o valor menos preervado em muitas famílias. Ganância é idolatrada.

Mas voltando ao assunto, desculpe se você é aquela pessoa que come alface cuidadosamente mas arrota alto ou esquece de parar de ofender e falar mal dos outros. Outro dia, em uma conversa dessas entre mulheres, uma dondoca falava mal de uma outra conhecida. Sendo que eu conheço a outra moça e sei que ela pode ter seus defeitos, mas é uma pessoa útil na vida. Já ela, é uma inútil. Cheguei em casa pensando como as pessoas são engraçadas. Como dizia a finada Eliza no seu msn: " fácil é julgar."

Quer saber? Não sei exatamente se quero usar todas as regras e se todas são úteis. Mas acho que o bom senso na hora de seguí-las é o que mais importa. Portanto, se você também fica na dúvida quando escuta a famosa canção de Raulzito, minha dica é: na hora de saber se você deve usar uma regra, seja de etiqueta, ou social, pondere. Livre-se de todos os seus preconceitos, seja leve, não tente descontar nos outros suas frustrações. Seja compreensivo e se importe menos com o alface.

Quanto ao nosso artista baiano, tem uma frase dele que eu admiro muito e não fico nem um pouco na dúvida se concordo ou não: "Viva a sociedade alternativa!"

16 de jul. de 2010

Pensão pra ex mulher sem filhos, você é a favor?

http://http//entretenimento.br.msn.com/famosos/noticias-artigo.aspx?cp-documentid=24893929




Tenho preconceito com mulher dependente de marido, não vou negar. Porquê acho que tem tanta coisa pra fazer por aí, nem que seja um trabalho voluntário, sei lá, contribuir com alguma coisa. Mas não, tem mulheres de homens ricos que são um zero à esquerda e ainda têm empregadas, diferente das donas de casas que trabalham em casa. Mas tem as dondocas não fazem porcaria nenhuma e mostram que os homens ainda são os provedores.

Bom, SE FOR VERDADE (estou falando hipoteticamente), por favor, né? Porquê mulher nova, bem sucedida e que saiu de um casamento de menos de dois anos precisa de pensão ainda mais nesse valor se nem tem filhos?

Não estou aqui somente pra defender mulheres, sei que tem umas que faz de casamento e separação negócio, o que me envergonha muito. Essa tal indenização aconteceu com conhecido mto perto meu... a mulher de 22 anos recem formada, trabalhava la, se separaram e ela pediu pensão porquê tava morando fora do país. Alegou que abandonou a vida que podia ser boa aqui pra morar lá. Ela morava em condominio de luxo. Quer saber se ela ganhou? ganhou um ap e um carro importado e mais uma pensao p pagar a faculdade dela ate cabar. Antes era o pai que pagava, depois que casou o pai virou o marido...

Nao acho justo pensão sem filho (depois de um ano de casada) coisa nenhuma. Acho que a lei beneficia algumas mulheres que não precisam e outras que precisam são injustiçadas. Desse jeito é bom negocio casar com cara rico... fazer filho de homem rico ( mas que fique claro: ele foi lá e fez tanto quanto ela!) todo mundo sabe que é excelente profissão, mas sem filho, nao acho justo.

A Estephanie nao foi obrigada a casar com ele, ele nao segurou os braços e as pernas dela, ngm obriga ngm a ficar sem trabalhar. Ela foi de livre e espontânea vontade. Sinceramente sou super contra isso... mas, claro que é completamente diferente de um casamento de 30 anos atras onde a realidade era outra... acho que cada caso deveria ser analisado diferente, claro.

Ouvi gente comentar nos grupos feministas por aí: "A guria ficou 9 meses sem trabalhar, se separou agora, vai viver de que até arrumar um outro trabalho, de ar?"

Pra quem pensa assim, minha resposta: nao seja ingênua... vc acha q uma mulher como ela nao tem conta bancaria? vc acha mesmo q ela saiu sem nada??? vc acha q ela nao tem um carrao importado no nome dela e vai passar fome?

O q vc acharia se fosse ao contrario? Ela atleta q ganha rios de dinheiro e ele era um ator de sucesso... vc acha q seria justo uma pensao provisória? Ela casou com separação de bens, ok. Ah sinceramente, casar em separaçao de bens é basico neh! A pessoa que nao quer casar com esse sistema daria na cara que casou por dinheiro.

Uma mulher como ela abriria ate uma grife com o nome dela e se daria bem. Abriria quqlquer outro negocio e se daria bem. Com uma rede social que ela tem ainda por ser famosa? Nossa! Se ela pensasse mesmo no futuro dela sem se escorar no cara, ela teria pensado em outra profissão legal na Italia.

Por isso que eu acho que jamais uma mulher tem que largar tudo por um homem! se largar, que seja provisório até encontrar algo para retomar sua vida profissional. Achar que casamentos são pra sempre e fazer disso sua fonte de renda, não é legal!

As ricas agora vao começar a pagar pensao pros machos também? Alias porquê sera que é bem menos comum mulher rica casar com cara pobre???

Já pensou uma mulher que ganha um apartamento de herança, é casada mas não tem filhos,  não tem mais nada na vida, se separa do cara e o cara põe na justiça e ele ganha a metade do valor? É tem muito homem que tem que dar a metade... isso é justo? Sou uma feminista a favor dos direitos iguais.

Sobre mulher largar tudo em busca de "seus sonhos", uma mulher bem informada e moderna sabe q isso é arriscado e machista pois pode causar dependencia do marido.

A minha opinião é que: enquanto as mulheres se aproveitarem de seus maridos para tirar a grana deles haverá machismo. A lei é assim justamente porque julga as mulheres como inferiores e as mulheres agem assim porquê sabem q depois de uma separação metem o cara na justiça e ganham. Enqto a lei beneficiar as mulheres que "largam tudo" em nome de seus sonhos" e casam com milionários, haverá coitadinhas. Qto mais coitadinhas menos esforço por parte delas p mudarem essa cultura. Muitas se acomodam e fazem dos caras fonte de renda, SIM, não ignoro isso . Pra mim acreditar q uma menina como Stephanie é coitada é achar q mulher tem q ser superior. Eu voto na IGUALDADE DE DIREITOS ( que ainda não temos, mas que não é dessa forma que conseguiremos!)

 Adoro mulheres que exercem profissões tipicamente masculinas e nem digo as de classe alta, hoje vi no Globo Reporter "motoboy" mulher, no caso, então: motogirl e achei o máximo! Porquê esse emprego? a repórter perguntou. Ela respondeu: "porquê empregos de homens se ganha mais, então é pra la que eu vou!" Completou dizendo que já instalou antena e fez outras coisas dessas " de homens".

Minha raiva é de dondoca mesmo, aquelas que têm empregados ao seu dispor, segunda passa o dia vendo Caras, terça no salão, quarta no shopping, quinta conversando bobagem com as amigas e sexta na clínica de estética.... uiii, tenho horror, acho que é um atraso na luta feminista. Acho que sempre tem alguma coisa pra se fazer, se engajar numa luta, trabalhar em casa, ajudar o marido a ganhar mais... sei lá, qualquer coisa, menos ser mais um número de mulher inútil pra sociedade.

Argentina é primeiro país a autorizar casamento gay

Sessão histórica: senadores discutiram o casamento entre pessoas do mesmo sexo durante 14 horas; projeto foi aprovado com 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções


Senado argentino aprova projeto que garante a homossexuais mesmos direitos de casais heteros. Demorou, hein? Primeiro país da America Latina a aprovar o casamento gay. Pela mãe do guarda, que mundo é esse que vivemos?

Eu sou uma pessoa que deveria ter nascido uns cem anos à frente, pois tudo pra mim é tão natural... homossexualismo pra mim nunca foi uma "anormalidade" mesmo quando eu era adolescente. E olha que venho de uma família hiper conservadora, onde o patriacardo reina. Não, eu não sou filha de filósofos e hippies e por isso penso assim. Não, não. Aos 20 anos ouvi meu pai dar chilique porquê achava errado um bando de mulher chegar de carro em um bar sozinha e tomarem chopp. Ele disse que as pessoas poderiam entender "errado". Eu amo meu pai, mas na hora (isso foi há 15 anos, hein?) achei isso o cúmulo do machismo e me deu vontade de rir (pra não chorar). Minha mãe apoiava.

Também já ouvi dele dizer que preferia um filho drogado do que gay. Meu pai é ótima pessoa. Mas não aprendeu na escola e nem dos pais que ser homossexual é normal. Esse é o problema que nós grupos a favor da paz do amor e anti-preconceito ainda enfrenteamos nos dias atuais. Os velhos problemas persistem. A tecnologia anda a passos da velocidade da luz, mas o cérebro humano e as velhas e absurdas convenções sociais ainda andam a passos de formiga.

Sabe o que eu acho disso? Uma coisa tão atrasada! Ser motivo de sair no jornal... eu não sou dessa época, eu acho que casamento gay é um direito humano. Como pode existir pessoas contra??? genteeeee isso é o cúmulo da quadradice, da breguice. Me digam, o que nós temos a ver com a vida sexual dos outros casais? Nada, né? Pois então, porquê temos que ser contra a decisão da vida dos outros? O que eu tenho a ver se fulano (a) quer casar com mulher ou homem?

Sabe, eu me sinto um ET no planeta terra.  Apesar de ter ficado muito feliz com a decisão da Argentina em mostrar que todos são IGUAIS, ainda acho tudo muito lento. Eu não só apoio o casamento gay como a adoção gay. O que eu não apoio é o preconceito e a falta de uma educação direcionada nas escolas.

Eu sonho com o dia que terá educação sexual e comportamental nas escolas... sonho com o dia que as crianças terão esse tipo de disciplina e aprenderão que ser NORMAL é ser feliz, é escolher a sexualidade que mais te feliz, o emprego que mais te satisfaz, as roupas que mais você gosta...

Escutei da minha sobrinha de 15 anos (super inteligente, só tira nota A e mora nos EUA) que ela é contra o casamento gay pq "fere" a moral e porquê desfaz o modelo de família... nao entendo como as pessoas podem ser contra a decisão da vida dos outros... será que essas pessoas acham que ser gay é bom demais e por isso todo mundo vai querer ser gay se o casamento gay for aprovado? Quéqué isso, cada um escolhe seu modelo de família! Vai exisstir de tudo sempre, homossexualismo não é uma coisa inventada pelo mundo contemporâneo, já existe desde muitos séculos.

A desculpa que mais odeio é quando dizem que a criança filha de homossexual vai sofrer na escola... a criança só sofre preconceito se os pais e a instituição ensinam o preconceito.

No dia que todas as crianças serão obrigadas a aprender a respeitarem as pessoas e suas escolhas independente de sua cor, religião, opção sexual as coisas mudarão. Pra mim a única salvação pra gente não ver mais cientistas ditando essa falsa ciência e esses grupos idiotas que pregam a "moralidade" é a educação!
Pais que foram educados a achar normal homossexualidade e a achar terrível o racismo e o machismo serão futuros pais a ensinarem seus filhos os verdadeiros valores de ser feliz.

Como dizia meu poeta preferido: e vai gritando teu grito... quem sabe um dia, novos tempos hão de vir.

8 de jul. de 2010

Lei da paternidade redesenha masculinidade na Suécia

Segue matéria  publicada nom dia 16 de junho de 2010:




Em quatro décadas, governantes suecos garantiram às mulheres direitos iguais no trabalho - e aos homens, direitos iguais no lar

Mikael Karlsson possui um snowmobile, dois cães de caça e cinco armas. No seu tempo livre, ele gosta de caçar alces e trocar dicas com outros pais sobre como treinar crianças pequenas a usar o banheiro sozinhas. Embalando Siri de dois meses nos braços, ele não consegue imaginar como seria não tirar a licença paternidade. "Todo mundo tira."

Do centro da moderna Estocolmo à vila de Spoland, no meio da floresta ao sul do Círculo Ártico, 85% dos pais suecos tiram licença paternidade. Aqueles que não o fazem são questionados pela família, amigos e colegas de trabalho. Enquanto outros países ainda têm problemas com a licença maternidade e os direitos das mulheres, a Suécia pode ser um vislumbre do futuro.

Nessa terra de sabedoria Viking, os homens estão no cerne do debate sobre a igualdade dos sexos.
O ministro das Finanças de centro-direita ostenta um rabo de cavalo e diz ser feminista, anúncios de produtos de limpeza raramente mostram mulheres como donas de casa e livros da pré-escola são vetados se usarem estereótipos de gênero em personagens animais. Durante quase quatro décadas, os governos de todos as matizes políticas legislaram para dar às mulheres direitos iguais no trabalho - e aos homens a igualdade de direitos em casa.

Mães suecas ainda têm uma licença maior com seus filhos - quase quatro vezes mais do que os pais. E aquelas que pensavam que queriam seus homens em casa para ajudar a criar o bebê se veem cobiçando mais tempo em casa para elas mesmas.

Mas as leis que reservam pelo menos dois meses generosamente pagos em uma licença paternidade de 13 meses - uma cota que pode dobrar caso os social-democratas ganhem as eleições de setembro - desencadearam uma profunda mudança social.

Empresas passaram a esperar que seus empregados usem a licença, sem distinção de sexo, e a não penalizar os pais em momento de promoção. Os salários das mulheres foram beneficiados e a mudança no papel dos pais tem sido responsabilizada pela queda nas taxas de divórcio e no aumento da guarda conjunta dos filhos.

No possivelmente mais notável exemplo de engenharia social, uma nova definição de masculinidade está surgindo. "Muitos homens já não querem ser identificados apenas por seus trabalhos", disse Bengt Westerberg, que como vice-primeiro-ministro gradualmente implementou a licença paternidade de um mês em 1995. "Muitas mulheres agora esperam que seus maridos tirem pelo menos algum tempo para os filhos."


Birgitta Ohlsson, ministra de assuntos europeus, explica assim: "Machos com valores de dinossauro já não chegam à lista dos dez homens mais atraentes nas revistas femininas."

Birgitta, que pressiona governos da União Europeia a prestar mais atenção nos pais, está grávida de oito meses e seu marido, um professor de direito, tirará a licença quando a criança nascer. "Agora o homem pode ter tudo - uma carreira de sucesso e ser um pai responsável", acrescentou. "É um novo tipo de masculinidade. É mais saudável."


Em Spoland, Sofia Karlsson, policial e mulher de Mikael Karlsson, disse que acha seu marido mais atraente "quando ele está na floresta com seu rifle no ombro e o bebê nas costas".

Nesse novo mundo dos sexos, algumas mulheres reclamam que os homens suecos são politicamente corretos demais, mesmo para paquerar em um bar. E alguns homens admitem crises de insegurança ocasionais.

"Sei que minha mulher espera que eu tire licença paternidade", disse um proeminente jornalista de rádio, que recentemente tirou seis meses para cuidar de seu terceiro filho e preferiu manter o anonimato. "Mas se estivesse em uma ilha deserta com ela e o Tarzan, espero que ela ainda me escolhesse."





Fonte: Último segundo IG

7 de jul. de 2010

Caso Eliza é só mais 1 entre as dez mortes por dia no país


Dez mulheres são mortas por dia no Brasil

Tô chocada com mais um crime contra a mulher. Mas o caso só teve notoriedade por ser um famoso que agrediu uma vítuima. E as dez mortes por dia que o país contabiliza onde os principais motivos são a possessividade do homem sobre a mulher? Ainda tem gente que vem me dizer que eu sou exagerada pois muito pior é o machismo da Índia ou do Oriente Médio e que muito pior é ter que usar burca... do que adianta usarmos decotes e explorarmos nossa sensualidade se os machinaziztas estupram e matam e ainda justificam que as mulheres provocam isso? Basta nascer mulher, querida, você já tem culpa no cartório. Exagero? Ou falta de uma análise mais profunda sua com base na ciência, antropologia e estudos sociais?

Eu sou a louca que está doente por lutar por mais justiça entre os gêneros... eu que tenho que fazer terapia (como já me foi sugerido) enquanto os homens agridem e matam mulheres por aí. Isso sem falar nas consequencias psicologicas, os que não matam, nem batem, muitas vezes são os que traem, agridem verbalmente, não contribuem meio a meio com a criação dos filhos nem com as tarefas domésticas.
E o pior é escutar de várias pessoas o comentário: " ah, quem mandou ser Maria Chuteira? Como se houvesse alguma justificativa para se matar uma pessoa. Já falei aqui de como fico impressionada com os julgamentos da sociedade APENAS com as mulheres. Ele é julgado por ser assassino e ela por ser Maria Chuteira. Ele pode ter sua vida sexual plena, mas se ela tem é porquê é safada ou golpista.

Amor e ódio era a senha da vítima pra entrar no computador. Mera coincidência? Sinto pena de mulheres que acreditam que os homens são todos iguais e se apaixonam por canalhas ao em vez de buscar homens decentes pra se relacionarem. Podem me chamar de inocente, mas acredito no amor dela pelo cafajeste. Eu já me apaixonei por um quando mais jovem. Também tentavam colocar na minha cabeça que homem era diferente de mulher e que eles não desenvolviam sentimentos como nós. Já acreditei que todo homem era assim e pronto. Já fui vítima de cafajestagem, já sofri ameaças. Já pensei em virar lésbica por acredtar que homens não prestavam e eram todos iguais. Mas foi difícil convencer meu cérebro ter atração sexual para viver com uma mulher. Minha ignorância me fazia ser conivente com o machismo. Ainda bem que mudei e hoje sou uma lutadora fervorosa contra.

A sorte é que eu sozinha procurei lógica nessas questões e procurei viver minha vida fora dos padrões, sem me preocupar com as regras sociais. Mas e as mulheres que não saem delas? Que acreditam nessa dependencia financeira  e psicológica que procuram em homens? Como agora pedir que não existam mais maria chuteiras no mundo quando a mídia e a sociedade ainda nutrem preconceito contra as mulheres na política e nas empresas? Como agora pedir para elas largarem tudo e irem trabalhar em vez de ficarem cuidando de seus filhos se dizem para elas que lugar de mulher "direita" é cuidando do marido, dos filhos e da casa? (mesmo trabalhando fora!) É como o uso da burca no Afeganistão, como proibirem depois de imputar nas cabeças das famílias (homens, mulheres, crianças) que mulheres decentes não mostram o rosto e o corpo?

Só existe demanda para marias chuteiras se existem machistas.Elas não existiriam caso os homens repugnassem golpistas. Mas é muito cômodo "comer" e depois dizer que ela quis "dar" portanto, era sadafa. Engraçado, né? A ciência vem dizer que o clitoris é ativado pelo cérebro nas mulheres e nos homens o pênis é ativado por qualquer rabo de saia. E a mulherada acredita nisso como uma regra. Daí surgem as justificativas de que se a mulher transou é porquê tem algum interesse e se o homem transou é porquê é da natureza. A sociedade sempre rotulando as mulheres e safando os homens.

Se quem gosta de pinto é veado e mulher gosta de dinheiro, me digam se nos resta alguma saída... se mulher gosta de pinto é puta, mas se gosta de dinheiro também é puta... então so as que nao gostam de pinto nem dinheiro são decentes? Já homem que não gosta de dinheiro nem de vagina é execrado na sociedade, né? Moralismos só servem para aumentar a guerra entre as pessoas.

Enquanto isso na sala de justiça, eu choro a cada notícia de morte de mulheres. Sim, eu chorei quando disseram que enforcaram Eliza Samudio, deceparam sua mão e jogaram aos rotwaillers. Não me importa o passado dessa mulher, não me importa se ela engravidou de propósito.  Me importa que ela era um ser humano, uma mulher com direito à vida. Me importa que o machismo faz vítimas. Me importa que nós mulheres continuamos agindo como se nada tivesse acontecendo.


Ainda tem gente que vem dizer que se ela "se valorizasse" isso não teria acontecido. Copiei da comunidade feminista uma declaração que achei muito justa sobre esse fato:

"Eliza, solteira que não devia satisfação a ninguém, fez filme pornô, caiu na conversa de um jogador casado, engravidou, exigiu o que era de direito do bebê.

Bruno, casado e com duas filhas, vivia fazendo suruba com outros jogadores, disse que era normal "sair no tapa com a mulher", forçou a moça a tomar remédio abortivo, e até agora é o principal suspeito de ter mandado apagá-la.
E ainda tem gente que defende que ela é a errada que deveria "se valorizar", aff... "

Extraí alguns trechos do texto do link citado abaixo que acredito ser uma frase ignorada por minhas amigas, colegas, minha família e pelo mundo:

“Quanto mais machista a cultura local, maior tende a ser a violência contra a mulher”, diz a psicóloga Paula Licursi Prates, doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, onde estuda homens autores de violência.


Para aumentar a visibilidade do problema e intimidar a ação dos agressores, a aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, foi comemorada pelas entidades feministas por incentivar as mulheres a denunciar crimes de violência doméstica, garantindo medidas de proteção para a mulher e punições mais duras e rápidas contra agressores.

Mas a nova lei não impediu o assassinato da cabeleireira Maria Islaine de Morais, morta em janeiro diante das câmeras pelo ex-marido, alvo de oito denúncias. Nem uma série de outros casos que todos os dias ganham as manchetes dos jornais.

“No caso das mulheres, os assassinos são atuais ou antigos maridos, namorados ou companheiros, inconformados em perder o domínio sobre uma relação que acreditam ter o direito de controlar”, explica Wânia Pasinato Izumino, pesquisadora do Núcleo de Estudo da Violência da USP.

 Por serem ocorrências domésticas, às vezes a prevenção a casos como esses são mais difíceis”, afirma delegada Elisabete Sato, chefe da divisão de Homicídios do DHPP.


Já no caso do ex goleiro do Flamengo Bruno, o motivo do assassinato provavelmente deve ter sido por ela ser "Maria chuteira." Ou quem sabe ele julgou que ela era vadia? É, e eu que pensava que a lei onde o marido tinha direito de bater na mulher no Brasil era coisa do passado... que inocente que sou! Também já acreditei que que mulheres só eram mortas ou apedrejadas por esse motivo em países mega machistas como a Somália, o Afeganistão... ledo engano, queridos leitores. No Brasil, o motivo é bem parecido como vocês podem comprovar com essa matéria.:

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,dez-mulheres-sao-mortas-por-dia-no-pais,575974,0.htm



Agora eu pergunto:

Diante de tais estatísticas, porquê o governo não faz campanhas conscientizando homens e mulheres de que o machismo precisa ser exterminado? Porquê os números de mortes são ignorados e não são atribuídos à uma cultura defasada machista? Porquê você continua me achando louca por defender uma causa humanitária em vez de se juntar a mim?

Reflitam e não me respondam. Tomem apenas atitudes!

Quem quer que o preconceito acabe vai à luta!

Turma do Casseta e Planeta é mais um dos muitos programas humorísticos a fazer humor machista. Aconteceu no último programa de 6 de jul de 2010, e você mulher como se sente com isso?
Só se fala em copa do mundo e a Globo na minha opinião está dando show de preconceito contra a Argentina, Paraguay e outros países. O Casseta e Planeta ontem deu show de humor machista. E nós aqui de braços cruzados... Já nossos vizinhos sulamericanos foram à luta...

Hoje recebi um e-mail assim:


"De vez em quando é bom se colocar no lugar do outro. Preconceito só existe para quem é vítima dele... Rede Globo e seus canais, uma vergonha nacional, como pode ser mais uma vez comprovado ao ler o link abaixo:"



(o link é de um veículo paraguayo onde um jornalista indignado fala sobre o preconceito explícito dos brasileiros com a nação paraguaya, concordo com ele, pois nossos veículos deveriam agir de forma imparcial ao falar da copa e dos nossos vizinhos sulamericanos.  Em vez disso esculhambaram e falaram um monte de merda nos programas da rede Globo).

Recebi outro também onde dizia que um argentino se sentiu ofendido com a propaganda da copa da Ambev. Simplesmente a propaganda teve que sair do ar e a causa está rolando na justiça.

Pois bem, fiz uma analogia dessa historia com o preconceito contra a mulher... então fiquei pensando o que fazermos para que as mulheres se considerem vítimas como os paraguayos e argentinos se sentiram?

Porque deixamos usarem nossos corpos nas propagandas de cerveja como objetos?Porquê continuamos valorizando a beleza acima de tudo? Porquê deixamos os homens nos fazerem de empregadas em nossas famílias como mostram as propagandas de produtos de limpeza?

O que podemos fazer para unir forças e conscientizar mais mulheres de que o machismo é um problema social e não uma cultura sem importância? Porquê piadas machistas ou racistas são vistas pela sociedade como engraçadas? O racismo acabou mas nao culturalmente... por lei nós mulheres temos direito a tudo, mas é o mesmo caso dos negors, não culturalmente...
 
Reflexão: - Machismo nos programas de humor é comum!


e o que nós mulheres fazemos?


Casseta e planeta episódio de hoje: Ótima Bernardes (personagem que imita Fátima Bernardes) entra ao vivo da Africa do Sul e Bonner acaba de receber uma pizza de tele entrega no JN, faz cara de saco cheio e diz que nao aguenta mais comer mal porque ela nao ta em casa pra organizar a janta.


Ela pergunta pq a gravata dele é tao feia e ele diz que teve que perguntar no twitter que gravata usar já que a esposa nao estava em casa. Uma crítica explícita e ridícula à jornalista por trabalhar fora e como sempre o tema machismo tratado com humor.


Eu já mandei opiniões no twitter atacando, mas acho que eles nao veem. Pena que nao achei o email do programa pra mandar minha crítica.

Ainda acho que um dos caminhos para nós feministas é colocar a "boca no trombone"(essa expressão é do tempo do rcococó, sei, mas juro que nao achei outra) pra tentar fazer alguma coisa além de discutir sobre as questoes aqui nessa comunidade.
Alguém tem alguma sugestão do que podemos fazer?

2 de jul. de 2010

Brincadeirinha para descontrair!

Eu acrescentaria: "A Ju faz tudo em casa, o marido dela não... a Ju se sente cansada quando está perto do marido folgado, mas quando está perto de outro homem disposto a ajudar não..."


Bom, eu sempre fui a favor de justiça e igualdade dos gêneros e não gosto de piada com caráter preconceituoso, isso é vero! Sou capaz de defender os homens também quando o assunto é Maria chuteira, golpistas e outras mulheres que envergonham minha raça. Ao contrário do que todos pensam, ser feminista não é querer ser superior, então o correto é procurar ser justa!

Mas vi essa foto aí de cima e achei que poderia trazer aqui para descontrair um pouco, né? Afinal ela não é preconceituosa, achei moderninha porque ainda tem aquela coisa de só a mulher precisar se cuidar e ser linda, né? O cara as vezes ta ali com quele barrigão de chopp e fica falando que a mulher dele é feia e não sei mais o quê. Lembro bem de um episódio de Chico Anizio quando eu era pequena que ele interpretava um marido que maltratava a mulher que era feia e gorda. Ele xingava, xingava e no final ele olhava pra câmera e dizia: "Ta com pena? Leva ela pra casa!" Era como se o homem pudesse ter o direito de querer ter mulher bonita mesmo ele sendo feio e descuidado. Era ridículo, mas aquilo era humor. Ainda hoje existem propagandas com esse caráter, né? Mas as mulheres não se tocam disso. Não fazem questão de protestar. Pois eu falo por elas, brigo por elas e por mim. Chega de inferiorizar nossa raça! Chega de mulher ser dependente (ate psicologicamente) de homem! Por isso eu troxe aqui essa imagem da "Ju", pra dizer que mulher maltratada bota chifre! E eu apóio! kkk Já dizia o ditado popular: "Todo castigo pra corno é pouco!"

1 de jul. de 2010

Pérola de Latino, o rei do machismo

"HOMEM PODE ESTAR FIEL MAS NAO É", DIZ LATINO

Olha aqui a última que saiu hoje no Ego:

Para Latino, fidelidade é um conceito relativo. Depois de dizer no Twitter que não existe homem fiel, ele tentou se explicar em entrevista ao jornal "O Dia".

”O homem pode estar fiel, mas não é. É predador, nasce para procriar. Sempre deixei isso claro para a Mirella”, argumentou.
Na mesma entrevista ao jornal, o cantor deu mais uma declaração machista afirmando que a mesma máxima não vale para as mulheres. "Já para elas, a situação é outra. A mulher precisa de um motivo para trair, o homem, de um canto. Quando elas traem é mais por vingança do que por prazer", disse.

Ai ai ai, ô cabecinha de véio, hein? kkk Eu tenho mais de 30, mas infelizmente ODEIO a cabeça de uma maioria acima dos 30 que ainda pensa essas coisas antigas. Ui, tenho horror! Aliás, minha cabeça é de um jovem daqui a 30 anos, então a culpa pode nem ser só dos trintões, quarentões e cinquentões, né? Acho que a culpa é de eu ser super prafrentex, com percepção avançada sobre as coisas (sem querer me gabar), dona de uma cabeça com ideias lógicas e modernas. (kkk Me achei agora!) Bom, você que lê meu blog, presumo que também seja assim, senão já teria apertado o "x" ali do canto superior direito. Fala sério, nós não aguentamos esse povo, né? Nós ficamos possessos com o machismo idiota que nossa sociedade adora alimentar como uma praga que atrapalha o desenvolvimento das mulheres.

Essa do Latino dizer que homem não consegue ser fiel, é o conceito que ainda impera.  É senso comum puro! Bem coisa de gente que não lê, não se atualiza, não percebe o mundo novo, não vê que o machismo é coisa de gente safada e inescrupulosa.

Mas o pior é que muitas pessoas reproduzem essa pérola de que a mulher trai se precisa de carinho e se o cara trai é pq é instinto... no programa Amor e Sexo com Fernanda Lima há alguns meses uma sexóloga falou isso... (eu postei aqui, lembram?) eu não acho q seja culpa dele ser burro, ele é só produto da massa...


Tenho pena dele, coitadinho, ele é o cara do QI baixo (da pesquisa do Jornal Nacional, eu postei aqui, tb, lembram?) que não pensa com a própria cabeça e sim com a cabeça dos outros, do que ouve por aí...
Quanto a Mirela, acho que ela não deve ser otária e ficar só com ele tb, neh? Só que ela não pode sair divulgando a infidelidade como ele divulga pq a mulher fica com fama de vadia, o cara não... ai ai que coisa mais ridícula ler isso em pleno século XXI.

Porque as pessoas avançam tanto na tecnologia mas não avançam em seus sentimentos, em preservar o amor, nonestidade, paz, igualdade e justiça como valores principais para uma vida mais feliz? Não entendo como em tempos modernos tem homem tão ignorante que curte ser o homem das cavernas.

Caso Eliza, ex de Bruno do Flamengo


Odeio julgamentos. Porquê chamar a vítima de Maria chuteira se não temos nenhum indício disso? Pra mim Maria chuteira é uma golpista. Mulher que vende seu corpo em troca de dinheiro. Mulher que não gosta de um homem e fica com ele porquê ele é jogador famoso.

 Tem gente por aí que chama qualquer mulher de jogador de Maria chuteira e ainda diz que ela engravidou de propósito. Do mesmo jeito que ela quis transar ele tb quis, certo? Ou seja, os dois são responsáveis. Ele deveria ter usado camisinha pois todo mundo sabe como faz um bebê. Tenho muita raiva disso... a mulher sempre leva a culpa de puta, aproveitadora... se ele fez "sem querer" um filho porque ela também nao pode ter feito "sem querer"? sempre sobra pra mulher a culpa.


O que fico mais arretada é q o cabra safado tem dinheiro, era so fazer um exame e pronto. Daria o que a criança tem direito e inclusive curtir a criança, dar um nome, ser pai. Mas muitos homens na nossa sociedade são criados por "machinaziztas", não desenvolvem suas sensibilidades, seu lado humano. É triste isso!

Tenho horror a pensão pra ex mulher jovem e de casamento de pouco tempo, sem filhos (como no caso de Alexandre Pato e Stephanie de Brito que dizem que ela queria pensão do cara porquê se separou), acho a prova da inferiorização e submissão da mulher, mas no caso de ter filho, dane-se, fez agora que arque com as consequências. Alguém concorda?

4 de jun. de 2010

"me sinto culpada por nao poder estar mais com meus filhos".


"Ja pensei em largar tudo"


http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI141171-9531,00-FATIMA+BERNARDES+JA+PENSEI+EM+LARGAR+TUDO.html

Ta na capa da Quem dessa semana, (junho /10) Fatima Bernardes e a frase destacada bem grande entre aspas "me sinto culpada por nao poder estar mais com meus filhos".


Ela vai novamente cobrir a copa do mundo e trabalha pra peste. Isso td mundo sabe. Mas o q me revolta é essa culpa que ate ela q é uma pessoa esclarecida sente. Nao vejo problema em querer estar mais perto dos filhos, cada um é de um jeito. Vejo problema em SEMPRE a mulher se sentir culpada. Nao colocariam a foto do William com essa mesma frase.

Caraca, eu sou mto diferente mesmo. Nao me sinto nem um pouco culpada por trabalhar fora, aliás minha autoestima, meu humor e minha paciencia com eles ficam bem maiores qdo eu estou realizada no trabalho.

Eu priorizo a qualidade do tempo que passo com eles e nao a quantidade. Vejo tudo por outro prisma. Nao sei porquê essa ideia cultural de que mãe só pode ser boa qdo ta full time com os filhos. Eu tenho uma opinião ate contraria disso...acho q mae 24 h com as crias, pode ate deixar os filhos mal preparados pro mundo...

Fatima, querida, explique para eles que do mesmo jeito que o papai tem que se ausentar as vezes, você também tem... explique que vocês podem ter vários outros momentos juntos felizes e que quando eles crescerem entenderão mais sobre isso. Mas não se culpe por ser mulher...

1 de jun. de 2010

Essa é boa!

"Posar nua para uma revista como a ‘Playboy’ é o sonho de toda mulher."

Como assim Bial, toda????


http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI144148-9531,00-LIA+SOBRE+ENSAIO+NA+PLAYBOY+COMO+MULHER+ME+SINTO+ETERNIZADA.html

Bom, vamos aos comentários. Primeiro, acho super machista quem diz que quem posa na Playboy nao se "valoriza". Se valorizar não tem a ver com isso, pois muitas veem a tentação na frente com aquele monte de dinheiro. deve ser difícil resistir mesmo. Ainda mais sabendo que expõem um corpo meio fake, pois photoshop rola, né??

Não acho ridículo ela posar pra Playboy. Acho ridículo ela falar isso. Como assim meu sonho? Meu sonho é ser uma empresária, fotografa e jornalista bem sucedida, investir na bolsa de valores e viver de renda (que eu construí). Ela diz isso pq acha q toda mulher acha que o que mais importa na vida é ser desejada sexualmente... senso comum puro. Machismo puro.

Angélica, Camila Pitanga, Carolina Dieckmann, Luana Piovani, Ivete Sangalo, Letícia Spiller, Sandy foram um dos nomes q achei no google que nunca posaram nua...

Dieckman recusou 1 milhão, Ivete 3 milhoes... a maioria afirma que nao pousa por dinheiro nenhum do mundo.

Eu nao vejo problema em ensaios nus. Cada pessoa faz o que quer do seu corpo. Vejo problema na generalização. Vejo problema em só nós sermos objetos. Gostaria de ver mais mulheres comprando revistas de homens nus pra muitos serem feitos de objetos também.

Já comentei por aqui, mas vale a pena comentar de novo: dia desses eu vi em Luciana Gimenez uma mulher que falou que nu masculino seria bizarro. Oxente, entao o feminino é pra ser explorado e o masculino nao? se for pra existir pessoas objetos que tenha mercado para os dois. Homem nao precisa sair excitado na foto como mostram as revistas gays. Mulher sai lubrificada e com suas vulvas inchadas na foto?? Nao neh??

Tudo isso é cultural. É injusto so mulher ser objeto. Ja tentaram lançar revista de nu masculino pra mulher na década de 90 e eu lembro que na loja que eu trabalhava as meninas tavam loucas p comprar, todas assanhadas comentando, mas sentiam vergonha.

Tirararam na sorte quem ia la comprar e a sorteada melou, nao teve coragem. Acho q mulher nao compra pq acha "putal" comprar. Tudo cultural mesmo. Eu nao compraria acho babaquice pagar por isso, mas gostaria de ver mais exploração dos homens. Gostaria que ambos os sexos tivessem direito.

Bom, galera, acho que deve existir pessoas de todos os tipos, românticas, que pagam por sexo ou revistas de corpos nus, que não pagam, que em um determinado momento de suas vidas pagam, em outros não pagam, mas o que acho injusto mesmo é só o homem poder tudo. Os namorados e maridos se divertem adoidado com a fartura de fotos e cenas onde tem mulheres nuas. Mas as esposas "honestas" e decentes jamais se esbaldariam em ver nus masculinos, né?

O que acho injusto mesmo são os maridos assinarem Playboys e elas nao poderem ter um saradão sequer em uma "Vip" feminina em casa. O que acho injusto é ser natural pra eles irem ali no banheiro ficar se masturbando pra foto de outras mulheres e as esposas acharem natural e justificar dizendo que é "instinto" deles e por não "sentirem vontade" de fazer isso.

A revista Nova é a mais moderninha nesse aspecto, mas ainda não é descarada como as masculinas. Esses dias recebi por e-mail proposta pra assinar e achei  slogan dela bem bem legal: "Estimula coragem para enfrentar os desafios, a busca pelo prazer sem culpa e a construção da autoestima."Mas eu acho que deveria ter homens sensuais nas capas e nao mulher. E ainda fala daqueles velhos clichês no sexo.

Sabe, o que acho injusto psicologicamente e sexualmente falando é o sonho de todo homem levar duas mulheres pra cama e mulheres não poderem ousar em achar natural levar dois homens. Será que tem mulher que realmente não sente vontade de nada disso, e acha tudo natural, ou será que elas são criadas para serem condicionadas a acreditarem nisso? E homens, será que até os casados precisam assinar Playboy, ou são condicionados a acharem natural? Quero deixar bem claro que não estou aqui expressando nenhum tipo de vontade minha, apenas defendendo que ambos os sexos deveriam ter os mesmos direitos sexuais.

E tem aqueles senhores mais velhos que vivem sozinhos e compram Playboys na hora daquela carência sexual, né? Coitadas das senhoras, que ainda sonham com sexo, que vivem sozinhas...nem um afotinha pra distrair e lembrar dos velhos tempos... kkkk

31 de mai. de 2010

Obaa, a mídia ta abrindo espaço para a reflexão do sexismo!!!!

Meninos de rosa e meninas de azul... algum problema?


Trouxe um link aqui, que vale a pena ler, fico muito feliz em ver que tem editora interessada em quebrar preconceitos!


http://diario.iol.pt/internacional/livros-infantis-suecia-vilda--olika/985157-4073.html


Em princípio, para as pessoas conservadoras, assusta essa ideia, mas acho que as pessoas ainda não entendem bem a complexidade do assunto e os prejuízos psicológicos que o machismo traz às mulheres. Eu sou uma feminista que nao sou contra o uso de maquiagem nem de rosa em meninas. Creio que toda feminista seja assim também.


Nao vejo problemas na cultura de mulher se vestir de mulher e homem de homem. (Opa, mas nem sempre, por isso, não sou contra o contrario também hehe). Devemos nos vestir como nos faz feliz. Eu sou jornalista de moda, Amo. Minha luta é contra o machismo, acho que roupa é outro assunto bem independente da ideologia feminista.

Porém, particularmente, nao gosto da regra: rosa pra MENINA e azul pra MENINO, isso acho tolice pra ser sincera... como gosto de coisas diferentes, vivo dizendo q se um dia eu engravidar de uma menina nao vou comprar nada rosa pra ela. Ate uso, caso ela ganhe. Seria grosseiro e radical de minha parte nao usar, nao vou fazer disso um stress. Imagina agora eu lá na maternidade com meu pequeno ou minha pequena, discutindo sexismo, feminismo, antropologia, sociologia, genes ancestrais e se alguém questiona as convenções impostas pelas regras sociais? kkkk Nao dá, né?  Ja sou mal vista por ser feminista (sim, as mulheres nao entendem que é uma ideologia para o bem delas e se revoltam com minhas ideias "loucas" muitas vezes). Mas caso ela queira usar rosa, eu também deixo, porém vou falar pra ela (em uma linguagem que ela entenda) sobre convenções e padrões e estimular nela sua propria opinião

A luta contra o sexismo é apenas uma luta contra preconceitos, nao há problemas em comprar vestidinhos e lacinhos pra sua filha, pra mim o problema está em estimulá-la a so brincar de coisas de menina e já pre estabelecer o que é o dever de cada um na sociedade. O mesmo digo pros os meninos, pra mim nao há problemas em meninos usarem bonezinhos e cabelos curtos, há problema no preconceito dele brincar de casinha. Ela pode ser mãe um dia e ele pai um dia, entao porquê os dois não podem compartilhar as mesmas brincadeiras? Óbvio q um pai vai ser sempre pai, e uma mãe sempre mãe. Mas porquê os dois nao podem partilhar as mesmas funções nos papeis sociais?

Nao acredito mesmo que um menino vire gay por brincar de "brincadeiras de menina" e vice verso. Caso na adolescência meu filho ou filha queira ser gay, terei certeza que não foi a diversidade de brinquedos e a criação sem preconceitos que dei que mudou isso nele, mas uma visão particular sobre o mundo que ele construiu. Como se explica dois irmãos serem criados em uma mesma casa, pelo mesmo pai e mãe e um ser gay e outro hetero? Cada pessoa escolhe ser como quiser!!! Eu particularmente estou preparada pra ver meu filho ser gay, hetero o que for... eu amo todos, ate os que ainda terei. kkk

Sabe, já vi muita gente dizer que um menino ja mostra que vai ser gay quando criança porquê ja gosta de brincadeira de menina. Será que esse menino gosta dessas brincadeiras porque esse universo apetece mais ou será que ele gosta porquê é gay e gays gostam de "coisas tipicamente de meninas"?


Na minha opinião, nao existe universo feminino no mundo gay e sim universo gay no mundo gay.( uii confuso, não?? kk trocando em miúdos, acho que ele gostar de outro homem não é ele querer ser mulher, mas sim gostar de outro homem! Os transsexuais querem ser mulher, e pra isso já existe cirurgia de troca de sexo.)

Sabe, eu costumo ser realista e ouço muito "ahhh as coisas não são simples assim!" Mas pra mim seria simples assim se o mundo fosse menos preconceituoso. Por exemplo: se uma mãe ou pai tem um filho (a) gay, eles têm dois caminhos:

1- Sofrer, chorar, nao aceitar, brigar com o mundo, acender velas todos os dias pra pedir a Deus pra ele (a) ser "normal", esconder de todo mundo e deixar sua vida virar um problema por causa do tipo de gênero que seu filho leva pra cama.

2- Aceitar, ser feliz com o filho que tem, amá-lo independente de saber que gênero vai ou não pra cama com ele (a) e entender que é menos comum mas pode acontecer, que isso é ser normal e falar com naturalidade pra todo mundo.

Que opção você ficaria? Queridos, pais, escolher a opção 1 ou 2, se seu filho é gay, nada mudará esse fato! Então faça uma escolha mais assertiva para a felicidade de vocês... pois é, simples assim!!!

Quanto ao sexismo, o problema pra mim está bem longe de ser nas roupas que as crianças vestem. O problema está na criação delas, na distinção injusta na hora de criar dando mais poder ao que usa boné e menos a que usa vestido.

Os problemas estão, como sempre, nos preconceitos!!!

19 de mai. de 2010

Pérolas de Luciana Gimenez


Tô aqui assistindo Luciana Gimenez e vendo uma pérola atrás da outra quando o assunto é homem e mulher. O quadro é "Minha patrôa é um avião" e até que acho a ideia super bacana de renovar a autoestima da mulherada.

Mas o que me incomoda são os veeeelhos e péssimos clichês de sempre. A mulher diz que perdeu a autoestima porque so quer saber dos filhos. A apresentadora diz que entende porquê é muito dificil se dedicar ao marido quando a gente ama tanto os filhos. Mas segundo ela temos que lembrar que o marido existe. O marido diz que chega em casa e ela ta pregada na cama de tao cansada. Sinceramente que diabos de vida é essa? Ser mãe desse jeito é péssimo! O cara trabalha fora, mas nao tem nem metade do trabalho que uma mulher dessa tem. Ninguém questiona isso, em nenhum momento, afinal os papeis sociais foram pré- determinados antes de a gente nascer. Ninguém percebe que é um crime a exploração da mulher na sociedade, ainda mais as donas de casa.

Olha as baboseiras ditas por Gimenez: "Os homens gostam mais de um chamego na cama do que as mulheres, elas tem que se lembrar disso". Ou seja, traduzindo: lembrem-se de servir seus machos, mesmo com seu dia a dia de gata borralheira. Como uma mulher pode ter uma libido 100% quando ela é castrada socialmente? Como a mulher pode ter tesão quando o peso da responsabilidade de ser uma mãe perfeita é supervalorizado? Só somos perfeitas quando somos escravas do lar, dos filhos sem quase nada de ajuda dos homens, afinal eles não nasceram pra isso, né? Enquanto acreditamos que homens que lavam pratos e dão banho nos filhos são afeminados, eles se aproveitam da nossa idiotice e não fazem nada.  Não, você não acha que isso é ser afeminado? Então porque diabo nao cobra do seu marido em casa? Porquê simplesmente eles não são assim? Ai ai ai.

Olha a outra pérola da Gimenez: "Os homens são mais visuais que as mulheres" (Essa é um dos clichês que mais me irritam). Traduzindo: homens podem até trair e isso não é falta de amor, viu querida? É que as vezes eles precisam dar uma variadazinha, a gente já não tem essa necessidade, afinal somos mais coração do que  razão... Caraca, quando essa ideia vai acabar? Nunca? A mulherada não se dá conta que essa palhaçada desse machismo só vai acabar quando a gente criar nossos filhos diferente e domar esse lado neles para nao serem futuros "pega todas", os filhos que nos orgulham porque o telefone de casa não para de tanta mocinha ligando. Nada contra os que fazem sucesso, mas será necessário mesmo a gente estimular isso só no homem? Que tal estimular que os adolescentes se curtam sem esse sexismo que diz que homem é mais visual e mulher é puta se for mais visual? Meninos e meninas precisam urgente descobrir suas sexualidades sem sexismos!

Mas as mamães de meninos se orgulham cada vez mais de serem mães de "consumidores" e não de "fornecedores". Sim, essa piadinha não sai de moda, continua em alta mesmo nas gerações com idades abaixo dos 30. Se digo que isso não é uma piada, é uma realidade que faz parte da nossa cultura, me chamam de louca e dizem que tenho que aceitar as diferenças "biológicas" entre os gêneros.

  Vi um dia desses um textinho de uma mãe sobre o que é ser mãe de menino. Eram varias frasesinhas e uma delas era: " mãe de menino é posuda, te pega e cai fora". Claro, com um estímulo desse, o negócio é pegar e cair fora mesmo. Quisera eu ter estímulo para ter vivido minha sexualidade plena na adolescência, sem me darem rótulos por isso.

Tem como pensar de outro jeito? Está na novela, no programa de TV, em todo canto. E nós feministas, representamos pouquíssimas mulheres. Aliás, ainda pensam que feminismo é contrário de machismo e que feministas odeiam ser femininas. Alem de nao se depilarem! Eu hein, quem quer ser feminista desse jeito?

Agora a pouco, enquanto escrevo, a alienada da Gimenez entrevistou a modelo que desfilava de lingerie  e fez a pergunta idiota: vc gosta de ser bem tratada pelo seu marido? Se fosse eu dizia bem tolerância zero: não, gosto de ser mal tratada! A modelo respondeu: "sim, eles são mais razão, nós somos mais coação, eles tem que se controlar pois, mulheres gostam de ser bem tratadas". Traduzindo: Se eles são grosseiros, isso é coisa de homem, nem sempre se estresse, viu, querida?

aaaaaaaaaaaaaa para tudo. Esse assunto já lotou as paginas desse blog e poucas mulheres vem aqui ler e dizer que ta tudo errado e que ta afim de ajudar a mudar essa situação injusta!!! Pouquissimas! Amigas minhas que vem aqui? Tenho 3. Minha irmã e 2 primas. O resto tudo me acha doida.

Um dia., quando eu tiver velhinha e os novos cientistas bombarem com pesquisas que confirmam tudo que eu digo, muita gente vai me valorizar. Abaixo a ciência defasada e subjetiva!
Não importa quanto tempo dure, mas um dia a justiça irá chegar. Por enquanto, minha proposta é: que tal parar de generalizar? Juro que vou ter um ataque quando mais uma pessoa me disser, "meninos são assim, meninas são assado..." kkkk

10 de mai. de 2010

Dona de casa, ser ou não ser


Trouxe aqui esse tema para debate. "Dona de casa, ser ou não ser". Saiu uma matéria com esse título, em um caderno feminino, em um jornal estadual de domingo do mês de abril, um dos mais lidos aqui em SC. A foto da capa do caderno é uma família sorridente e aparentemente feliz. Induz ao pensamento que mulher feliz é a que é dona de casa e curte o filho sem trabalhar. A matéria fala de varias opiniões de psicólogos (aqueles clichês pra variar) e de feministas. Quer dizer... mulheres que se dizem feministas mas nao sabem o que é o feminismo... vejam isso:


"Camile Paglia, filósofa pós-feminista norte-americana, engrossa esse coro em suas afirmações de que o feminismo excluiu, denegriu e marginalizou a classe das donas de casa, e invoca que já é hora de o mundo aceitar a importância da maternidade."

Que feministas são essas que ela se refere? Denegrir e marginalizar a classe dona de casa não é verdade. Sou jornalista pós graduada, não sou filósofa, mas se tem uma coisa que eu sei demais é o que significa o feminismo. Queremos apenas justiça social, incluindo respeito as donas de casa.  Pra mim ja é hora do mundo aceitar a paternidade, porquê a maternidade ja é amplamente aceita, é quase sempre delas o dever de criar. Cada barbaridade que a gente vê! Sei não, mas acho que essa matéria foi manipulada pelo jornalista, pois acho impossível uma filósofa dar uma declaração dessa. Mas...


Pra mim parece que a imprensa ainda prepara materias baseadas no pressuposto que todo homem sustenta a casa. Esqueceram de citar que ser dona de casa pode nao ser opção para muitas mulheres que precisam trabalhar fora e colaborar com o dinheiro dentro de casa. Acho engraçado como a mídia trata o assunto de forma retrógrada.

Outra coisa que achei SUPER engraçado na matéria, foi que disseram que existe um preconceito com quem opta ser dona de casa. Que eu saiba, na nossa sociedade acontece exato o contrario: se vc vira mãe existe um preconceito com quem deixa seu bebê com 6 meses na escolinha- berçário p trabalhar. O que mais essas mães ouvem é: "que coragem", com tom e entonação de crítica. Escutei muito isso quando deixei meu filho com dois anos passar férias na casa da avó paterna. Escutei tb qdo ia à faculdade e deixava ele com um mês de vida com minha mãe. Não acho nada demais, mesmo! Sinto saudade, mas não sou essa mãe perfeita que a mídia prega, sou ser humano e confesso que vida própria e umas feriazinhas, apesar de todo meu amor, é muito bom!


A matéria traz outras opiniões tb, mas de uma maneira geral, ela não consegue ser imparcial, insinua que quem trabalha fora nao curte o filho tanto qto deveria curtir. Como se "acompanhar de perto" fosse so para as maes que abrem mao do trabalho. Eu sempre trabalhei fora e deixei com babá ou escola no período integral, porém  acho que agora que estou mais em casa é quando curto menos, porque o fato de estar junto o tempo todo e a obrigação de fazer almoço, para mim, gera stress. Como toda convivência. Mas essa é uma opinião particular minha. Eu acredito que a qualidade do tempo vale mais do que esse período aí full time que a matéria diz que é a melhor forma de "curtir" um filho. As revistas estão sempre com  essa onda de dizer :" Pintou uma gravidez, e agora? Abandono tudo e passo a minha vida agora a cuidar de filho, ou trabalho?" Mas a dúvida nunca é deles... como sempre eles nunca abrem mão e a cultura nos joga essa culpa, caso não queiramos ser apenas "do lar". Como diz uma colega, é a cultura do poder "machinizista" (machista + nazista) e as mulheres alienadas que ainda caem nessa.

Um dia desses Juliana Paes estampava o site da Marie Claire com a frase: "Estou louca para abrir mão de mim mesma para cuidar de um filho". Vocês já ouviram a recomendação de uma aeromoça na hora que ela diz: "caso precise usar máscaras de oxigênio, coloque-a primeiro em você, depois na criança?" Então, acredito que na vida seja assim. Só uma mulher que se cuida e tem boa autoestima, é capaz de cuidar de um filho. Essa declaração da atriz me parece aquela coisa de mãe super protetora que a sociedade acha lindo. Pois eu acho super-proteção tão prejudicial no desenvolvimento quanto ausência.

Vcs podem ate achar besteira o q eu vou falar, mas a escolha de ser dona de casa deveria ser reconhecida pelo marido e pela sociedade como um trabalho, inclusive com remuneração. Pq canso de ver mulheres que cuidam da casa e dos filhos dizerem que pra TUDO tem que pedir grana ao marido. Eles ficam ali fazendo aquelas piadinhas de que eles ganham e elas gastam mas não veem que o trabalho dentro de casa é um dos mais cansativos. E se tem um filho pequeno em casa eles ainda se dão o direito de dizer que estão cansados, nem ajudam na hora de dar um banho sequer e elas tb respeitam isso, afinal eles que colocam a grana em casa.


Mas a comida ta pronta, o banheiro tem cheiro de Pinho Sol, as roupas tao passadas e lavadas, os armarios arrumados, a louça um brinco. Acho humilhante a mulher ter que pedir dinheiro para comprar um alfinete que seja como se tivesse feito simplesmente a obrigação dela em casa e não um trabalho. Ok, um salário seria humilhante tb, mas pensei em tudo: por lei a mulher que é dona de casa (por opção dos dois) deveria receber uma porcentagem do contracheque do marido, se ele ganha um salário mínimo, que ela tenha direito a uns 30% do valor. Poderia ser proporcional tb de acordo com o salário do cara. óbvio que elas teriam q contribuir em casa com alimentação e etc, mas a sensação de ter um dinheiro fruto do trabalho delas e de contribuir em casa seria muito mais justa. Sem falar que se sobrar um troquinho ela nao tem que pedir ou dar satisfação do que vai fazer com aquele dinheiro. Nesse caso os caras iriam estimular que as mulheres trabalhassem fora. As mulheres tb se sentiriam mais inseridas na participação financeira da casa e mais valorizadas... bom é uma ideia que se lapidada pode ser boa...

Eu particularmente sou dona de casa e odeiooo!!! Sou uma profissional que vive de bicos, por isso não tenho empregada fixa. Diariamente faço serviços de casa e até almoço. Me viro nos 30 pra fazer tudo. Tem dia que estou com váaarias coisas para fazer, sou fotografa, jornalista, e me viro entre uma coisa e outra. Se fosse só eu, mas dois filhos dão um trabalhoooo... mesmo meninos que estao sendo treinados para ajudarem em casa... minha vida é bem complicada, sou pai e mãe e moro sozinha com eles ha mais de 8 anos. Você ser dona de casa, passar pelos problemas e ver uma matéria como essa, é deprimente... mas enfim, sou feliz apesar do perrengue. Sei que muitas mulheres estão em condições beeem pior que eu. Muitas moram com os maridos, trabalham fora e quando chegam em casa ela segue para a tripla jornada: a cozinha, a louça, a arrumação da casa... e eles seguem para a TV. Isso para mim é exploração! O povo da risada de mim. Mas um dia a mulherada vai se dar conta que não sou tão louca assim e que o machismo nos faz burro de carga. Minha luta é por todas as mulheres. Muito mais que por mim. Viva o feminismo!

5 de mai. de 2010

O imperador Adriano adquire documento de propriedade de uma mulher.



Copiei aqui um trecho sobre o namoro do jogador Adriano e Joana Machado, para vocês sentirem a "naturalidade" do machismo na mídia:

"O namoro dos dois pega fogo. A última do casal é que a modelo anda se queixando para amigos que Adriano quase não a deixa sair de casa, que está há três meses sem ir à academia, que sente falta de malhar e até mesmo ir a praia. O motivo de tanto cuidado do Imperador seria, é claro, o ciúme. Por causa de tanto esmero, até rolam umas briguinhas, mas nada abale o casamento dos dois".

Cuidado, esmero??? Annn??? O jornalista que escreveu isso, acredita mesmo que isso é apenas um cuidado? E pior, tem mulher que acha o máximo esse "ciúme". Ai ai ai ai ai...

Quando eu digo que a mídia naturaliza o machismo, poucos botam fé. Esses dias meu pai disse que as mulheres são as que menos se importam com o machismo e que o feminismo é utopia. Eu pretendo morrer lutando. Porquê achar natural que o repórter escreva praticamente que o imperador "só teve cuidados em excesso" com a amada é fingir que não vê que o mundo trata a mulher como objeto. Se machismo fosse crime, ele não teria direito a interferir no direito de ir e vir da moça. Que qué isso, meu povo!

Homem lá tem que "deixar" uma mulher frequentar academia, praia ou sei lá o quê? O contrário também é absurdo. Mulher também não pode controlar a vida de um homem a ponto de mandar nele e dizer que tipos de lugares ele pode ir ou não. Mas se fosse ela mandando, seria muito mais fácil de todo mundo achar absurdo... aliás já ouvi muitos comentariozinhos recriminando homens do tipo "fulana manda no marido, ele é dominado". Claro, o "normal" é a mulher ser dominada e o "normal" é o cara ter praticamente um atestado de propriedade de uma mulher, não?

 Há uns dias eu ouvi em rodinhas de amigos críticas a um homem que cria mais o bebê do que a mãe. Alegam que é muito errado, pois ele faz muito mais coisa que ela, é ele quem tá sempre fazendo mamadeira, atrás do bebê, cuidando. Sou a favor da divisão de tarefas, mas tenho certeza que o que causa estranheza para essas pessoas é o fato de não ser ao contrário. Se fosse ela que fizesse tudo, chamaria atenção? Não!!! Seria "normal!" Claro que seria normal, não vê aquele comercial ali debaixo? E assim vamos vivendo na "normalidade..."

29 de abr. de 2010

Dia das mães chegando... começa o festival de machismo na publicidade



Dia das mães chegando... e com ele, o festival de machismo na publicidade!

Essa "joinha" de comercial está sendo veiculado atualmente como campanha nova de dia das mães di shopping Itaguaçu de Floripa.

Pra mim esse comercial reforça o nosso papel mais importante que sociedade prega:  as rainhas do lar! Parabéns aos criadores! Palmas para eles e para as mulheres alienadas que acharam "uma gracinha".


O anúncio mostra que é estranho o cara cozinhar e que a cozinha é nossa praia, não deles... não somos melhores em outros campos, porquê há uma cobrança da sociedade que sejamos antes de qualquer coisa as melhores donas de casa, melhores mães... e sermos mães inclui sermos boas esposas, boas cozinheiras... esse é nosso verdadeiro papel! Tá ali a garotinha, filha da sociedade patriarcal no comercial para confirmar quando faz cara de alívio quando a mãe rainha do lar chega. (A mulher, inclusive, que opta por não ter filho, é vista como uma pessoa fria, quase uma criminosa. Eu amo ser mãe, mas não é por isso que condeno homens e mulheres que priorizam não ter filhos).

Infelizmente o festival de publicidade está só começando... dia das mães é prato cheio para as agências conservadoras, tradicionais, pouquíssimo criativas e inovadoras. A mídia é muito machista e insiste em nos dizer que como mulheres, de fato nosso papel crucial deve ser esse. Ai ai, como falta tempo para a gente avançar pelo menos umas 4 décadas. Morro de curiosidade de saber se daqui há mais uns 40 anos, a luta feminista ganha mais espaço no mundo.

Abaixo o sexismo!!!

"Uma verdade existe sem depender de opiniões"

Em uma rodinha de festa conversando com outras mulheres, me perguntaram se eu falava sobre sexo com meus filhos pré adolescentes. Eu respondi que sim, pois sou uma mãe amiga e procuro informá-los com naturalidade sobre o assunto. Uma das mães soltou a pérola: "facilita por seus filhos serem homens, se fosse menininhas teria que falar de forma diferente." Logo para quem ela falou isso? kkk Bom, essa jovem mãe representa boa fatia sexista da sociedade, infelizmente. Isso me fez pesquisar na net para trazer um texto bacana aqui sobre o assunto meninos e meninas. Eu odeio a literatura e mídia sexista que contribui com esse pensamento social. Tem até livros específicos: "criando meninos" e "criando meninas", para comprovar o quanto essa crença está incorporada no cérebro humano. Vamos fazer o que eu mais gosto de propor aqui neste blog? Então, vamos la: que tal questionar? Vamos à leitura anti-sexismo:

"Até os três anos de idade, as crianças não sabem o que diferencia um menino de uma menina. Na verdade, para elas, menino é aquele que tem cabelo curto, e menina quem tem cabelo grande, o que na verdade já é um estereótipo social, só que ainda não sabem disso.

Logo que nossos filhos nascem, cuidamos de nutrir em seus inconscientes o que primeiramente são, mulher ou homem. Como também já temos um padrão de tratamento para cada gênero, isso complementa a primeira parte do condicionamento que irá transformar menina e menino em seres completamente antagônicos, predestinados a viverem eternamente em conflito, diferentes até como seres humanos. O culto às diferenças passa a ser largamente empregado a partir de então, qualquer que sejam nossas ações.

Observando com mais atenção, podemos perceber que, a partir do momento que as crianças são segmentadas por gênero, toda uma imensa máquina indutora de hábitos, está por trás a apoiar e alimentar tal iniciativa; iniciativa que foi idealizada por eles, mas que delegarão para nós como um processo natural no desenvolvimento de cada indivíduo. Sem perceber, a partir de então, seremos seus agentes multiplicadores. Estamos de um modo tal envolvidos com a questão, que até nossas emoções foram cuidadosamente programadas, de maneira a tratar cada sexo como antagônicos, tornando-nos multiplicadores dessa idéia na mente coletiva.

Existem mesmo reações específicas, por parte de mãe e pai, na forma de falar, nos grupos de palavras que empregam, nos gestos usados quando conversam com os filhos ou filhas. Mudam os conteúdos de cada diálogo, criando um verdadeiro modo operacional de como tratar meninas e meninos. É o poder das tradições que insistimos em perpetuar, ou porque nos falta interesse para questioná-las, ou porque é para nós mais conveniente simplesmente copiar aquilo que já existe pronto, o que decerto dará menos trabalho.

Ao conviverem de forma natural, sem a imposição dos nossos vícios e preconceitos, aprenderão espontaneamente a se respeitarem de acordo com suas limitações e disposições; estarão vivendo num mundo novo, já que cada dia será de descobertas. Não aprenderão que meninos se vestem de azul e brincam com carrinhos, nem que meninas preferem rosa e brincam necessariamente com bonecas, nem que meninos são agressivos e as meninas meigas; descobrirão tudo isso naturalmente, se for uma coisa verdadeira.

Convívio sem a instituição do gênero, faculta-os a compreenderem naturalmente o papel de cada um. Não tentarão se impor uns aos outros; nem haverá a necessidade do gênero dominante, pois isso apenas existe a partir do momento que instituímos o fraco e o forte, o inferior e o superior.

Compreender isso é aprender a respeitar o espaço e limites de cada um, entender que os gêneros não existem para competir entre si, mas antes disso, para se completarem. Não existe inferior ou superior, e sim, diferentes predisposições e capacidades, naturezas psicológicas não antagônicas como queremos supor, mas peculiares a cada ser. "

Texto: John Talber
(Pedagogo e escritor de temas de auto-ajuda. É pesquisador, e estudou por muito tempo filosofia oriental, antropologia, os costumes antigos e a importância das tradições sobre nossas personalidades).

Para ler o texto na íntegra clique aqui.