20 de mai. de 2013

Saúde mental, como anda a sua, cara amiga?


E por falar em saúde mental, ( vide post abaixo), eu quero fazer um desabafo. Tem gente que suga as energias da gente. Eu costumo ser realista demais, ser cruel comigo, pois acredito que resultados a gente só consegue, indo a luta, mesmo quando a gente é vítima ou sofreu algum tipo de injustiça, trauma, depressão, qualquer coisa. E luta pra mim é uma palavra muito forte, é dedicação de verdade.

Sou um (a) "soldado" ( qual o feminino disso, hein?) e acabo querendo que todos sejam exigentes tb (o que é um grande defeito meu). Fico indignada com as pessoas que não olham ao seu redor e veem que o mundo precisa de mais gente lutadora.
Mas meu desabafo hj é outro. Posso dizer, que nesse meio que convivo, entre ativistas e pessoas engajadas, tem uma minoria (ainda bem que não me representa) que não faz da luta um motivo para ser feliz e promover a felicidade.

Tem gente que age e fala como se a luta fosse sempre um fardo, mais difícil ainda do que parece. Isso é irritante. Não vou dizer que minha filosofia é "usar a vida com leveza", não eu já tentei, isso não é pra mim. Eu uso a vida com minhas armas e com meus objetivos e dou vazão aos meus sentimentos. Sou muito densa, intensa. Jamais deixaria as injustiças contra as mulheres ocorrerem debaixo do meu nariz, (é meu jeito de ser minha essência e meu karma) e fingiria que isso não existe. A crítica, é claro, é importante demais. Mas não me considero uma pessoa enjoada. Que por isso, nunca sabe sorrir. Que só observa o lado ruim de tudo; paranoica, radical, como dizem por aí sobre pessoas da minha tribo. Não, eu e muitas outras não somos assim!

Há algum tempo, ando me incomodando com alguns pensamentos, neste meio, e pensei o seguinte: Vale a pena lutar se for pra estar sempre com a sensação de estar competindo, de ser dona da verdade? Há divergência dentro dos movimentos sociais. É normal, ninguém precisa ser igual. Mas impor pensamentos, tentar diminuir outros, por isso, não acho legal. Onde está a democracia tão sonhada? Acho contraditório, pois lutamos justamente contra as verdades impostas, queremos ser livres pra sermos quem queremos, sem regras, sem manual social do que é família e sobre os papeis culturais pré-estabelecidos para os gêneros ( que a pobreza intelectual do senso comum jura que é biologia e ciência).

Então, para todos que lutam por alguma causa social, eu só queria aconselhar (espero que não pareça pretensiosa por isso, mas é que acho que, nós pessoas envolvidas nessas causas, acabamos tendo mais tendência a sofrer pq nos envolvemos demais com os problemas dos outros):
Que a gente até perca tal ternura, sim ( no dia da mulher, vi Sandra Annenberg dizendo que muitas mulheres estão se inserindo no mercado de trabalho que era tipicamente masculino, mas que não podemos perder a ternura nunca, por isso... Blargh!), mas não a firmeza e nossa personalidade, em nome de um pensamento "tendencioso tribal"*. 



Que a gente perca a mania de entrar na guerra para atacar, mas tenha a mania de usar as armas certas para passar o conhecimento adquirido, informar. Que a gente perca o medo, mas não o escudo. Que a gente cuide da gente, pq acho que acabamos pensando tanto em mudar o mundo, que acabamos esquecendo de melhorar o nosso mundo. Vamos regar amor de dentro pra fora. Mas de fora pra dentro também!


Boa semana! Paz e amor! (E sororidade, claro!)

* pensamento que se difunde com facilidade e vira lugar comum dentro de algum grupo sociológico. (acabei de inventar! :P)

Será mesmo que sua tristeza é doença?



Estava lendo o texto de Eliane Brum, " Acordei doente mental hoje" e parei pra escrever um pouco sobre isso aqui.

Acho o trabalho da psicologia e psiquiatria muito importante dentro da medicina. Está provada a relação do cérebro com o bem estar, bem como da fé com a melhora de doenças. ( sou ateia, minha fé é diferente, baseia-se na filosofia budista, mas enfim, acredito no poder da mente). Todavia, pra mim, é último caso, depois de tentar auto-terapia ( ser mais auto-crítica), me policiar mais; fazer mais coisas que gosto, meditar, mudar meus hábitos negativos e coisas assim, que exigem uma força muito grande de pessoas que estão em momentos de profundo desânimo e tristeza. Como nada funcionava, as vezes, busquei ajuda e foram experiências positivas. Porém, a última vez saí do consultório de psiquiatria, saí com vários diagnósticos ( TAG, bipolaridade) gastei horrores em remédios e comecei a tomar e me sentir muito pior. Alguns remédios me davam enjoo e diarreia  era terrível. Parei tudo. 

Depois descobri que tenho hipertireodismo, então a relação do nervosismo, stress e desânimo que oscilava com euforia, com a doença, era muito forte, segundo artigos que li. Acho que os psiquiatras as vezes esquecem de passar um hemograma ou check up e ver se não há doenças que já existem nas pessoas que alterem seu humor/comportamento. No meu caso, apenas psicoterapia e uma receita médica com os remédios do endocrinologista, já era um tratamento. A psicoterapia, eu gosto, mas não faria mais do que uma vez por mês. É meu estilo. Acho que cada um tem que desenvolver suas necessidades de acordo com o que sente, mas todo vício é perigoso, inclusive esse de psicólogo. Tem gente que além das seções, liga com frequência pro piscólogo e pauta sua vida nisso. Já conheci gente viciada demais que tomava remédio demais e acaba vivendo de menos.

Hoje, como Eliane Brum, procuro não ver minha alteração frequente e humor, como uma patologia que precisa ser curada, mas como uma característica de minha personalidade. Meu pai também é assim. Não sei se é herança genética ou se há uma relação na educação que enquanto criança, absorvi e levei para vida adulta. 

Sempre digo que o planeta tudo azul da rede social, não costuma nos mostrar o lado triste das pessoas. Isso ajuda muita gente pensar que vive muito mal, pois todos os outros estão sempre felizes.

A felicidade é uma conquista e não é uma constante. 


Abraços e uma ótima semana!


16 de mai. de 2013

Mas é só uma brincadeira...

Quem nunca ouviu o clássico: "Mas é só uma piada", ou "é só uma brincadeira?" Pois é, mas por que é engraçado? Porque dá vontade de rir expor uma mulher a algum tipo de humilhação? Por que crescemos achando a misoginia natural e normal. O ódio a mulher é proporcional ao desejo de objetificá-la. Muita gente não sabe ainda, mas odeia sim, as que não têm um " comportamento adequado" ou que não seguem os padrões e regras sociais impostas a elas. As desculpas são variadas, até ciência e biologia entra no meio. A crença que mulheres nasceram para ser assim e homens assado, é tão grande que poucos percebem que é a sociedade é quem molda e não nosso DNA.

Há algo de errado na nossa cultura. Os homens aprendem a cultuar e desejar, mas também aprendem que a mulher que se comporta ou se veste de tal forma, de modo que na cabeça deles " facilite" a ideia de que ela quer " dar" ou gosta de sexo, como no caso de panicats que trabalham mostrando seus corpos, são vadias e todo castigo é pouco para elas. Vamos rir, vamos meter a mão na saia delas. Elas não se dão o respeito. Um dia vi um comentário em uma foto de uma dessas moças, no Facebook: "para se divertir serve, para casar não rsrs". Não, eu não me confundi, não foi direto do caderno das moças dos anos 50, foi em pleno século XXI, em plena era da internet, 2013.

 É uma ideia que tem origem nas religiões ( a mulher nasceu para procriar e ser responsável pelo lar) e que aprendemos na mídia o tempo todo. Os comerciais de produtos de limpeza, eletrodomésticos, cervejas, carros e e vários outros, reforçam onde é nosso papel na sociedade. Hoje em dia a coisa está mais "moderna", puta na cama, se for com o marido vale, afinal é uma forma de servi-los. Ah, mas tem que se guardar e esperar a hora certa de " dar", senão, minha amiga, eles " fogem". Esse seu fogo no começo, pode ser perigoso. Pode demonstrar que você não foi uma moça programada para casar.

Os humoristas como Rafinha Bastos, dizem que mulher feia tem que agradecer por ser estuprada e nós, temos que achar graça disso tudo. Se não achamos, somos chatas, mal-comidas, da patrulha insuportável do politicamente incorreto ( Jô Soares uma vez disse que é uma praga, esse tal desse politicamente correto). Vários rótulos padronizados já existem para quem não consegue rir das piadas mais quentes do mercado humorístico.

Será mesmo que as pessoas que percebem todas essas convenções são as mal-resolvidas? As " mal-comidas"? Ou será que uma mulher livre que usa a roupa que quer, que não é submissa, que não vê graça nos Rafinhas Bastos da vida, são as que mais se amam, as mais felizes, as que mais riem com bobagens e as que mais gozam? Fico com a segunda opção e recomendo, cara amiga.

Desculpa, masculinistas, se minha felicidade, minha roupa curtinha, minha vontade de dançar como eu quiser, de ter tantos parceiros quanto eu quiser e meu gozo os incomodam.

12 de mai. de 2013

Pastores x empreendedorismo



Acabei de assistir" O infiltrado na igreja evangélica" no History. Estou muito impressionada, realmente os pastores que adquiriram sucesso tratam seus negócios com um empreendedorismo que deixa até Eike Batista de queixo caído. 

O infiltrado é na vida real, um ateu, mas quer muito ser convertido para pregar a palavra de Deus tb e abrir sua própria igreja. Contratou um personal teólogo que lhe deu algumas dicas de como se vestir, como falar com autoridade. Ele perguntou ao pastor se algum cliente, ops, fiel, questionava o dízimo e a resposta foi rápida: "Não! Pq na bíblia está escrito que dependendo de sua fé, vc pode receber de volta até cem vezes mais do que doou".

O infiltrado acha que o custo benefício pode ser positivo, para quem frequenta, eu tb acho. Se a pessoa sai de lá se sentindo bem e mais leve, em nome de Jesus Cristo, quem mais pode ser contra??? Crianças já estão no caminho, como a famosa pastora Adrianinha. Uma espécie de talento raro, praticamente uma Neymar da igreja evangélica. Seu futuro está garantido. Bem como o do pastor que inventou a igreja da lipoaspiração e já tem 1500 filiais ( a pessoa sai mais magra do culto, diz os pregadores). Para ter uma franquia, basta pagar 10% do faturamento para o fundador.

Depois de ver tudo isso, eu penso que o melhor caminho para o brasileiro que quer vencer na vida, realmente é Deus. Eu estava enganada esse tempo todo. Ele é a salvação na medida que nosso espírito e nosso bolso se conforta. Não importa se nosso cérebro produz essa verdade ou se Deus existe. Isso é o de menos. Talvez eu tb contrate um personal teólogo e desenvolva meu potencial autoritário para pregar e ficar rica as custas de quem tem fé e acredita que sua vida pode mudar. O que há de ilegal em fazer pessoas felizes??? Deus é dinheiro, aceitação, sociabilização, língua da maioria, crença inabalável ( há sempre uma justificativa, seja para um acontecimento do bem ou do mal, a vontade dele é uma ordem). Quem sabe disso, é quem mais se dá bem. A indústria cristã, com seus pastores milionários, deveria gerar uma capa da PEGN. Não tenho dúvida que é o setor que mais cresce no Brasil

11 de mai. de 2013

Vão embora as crianças, surgem novos adultos

Você cria seus filhos, acha que eles são uma extensão sua. Quando são crianças manipuladas por você, uma super heroína (super herói), a coisa é diferente. O olhar da criança é puro, ingênuo. Acredita em tudo que você fala. Mesmo que você não queira impor algum pensamento seu, você acaba persuadindo sem querer. Fala o que acha sobre a vida, sobre religião. Instiga o questionamento. Ou não. Dá ordens, mas também dá amor, carinho. Ou não. Afinal qual nosso papel como pais/responsáveis ou como filhos?

A vida é dura conosco. A gente cresce e continua criança. A gente idealiza e quebra a cara. Nossos filhos crescem e tudo que ensinamos, entra por um ouvido e sai pelo outro. Ou ele escolhe o partido dele. Se esses pais se divorciaram, ou até se são casados, mas são muito diferentes, há uma grande chance desse filho ter que escolher que educação julga mais adequada. Não existe imparcialidade e a briga pelo " eu sei o que é melhor para meu filho", é uma constante, mesmo quando esses pais fingem se dar bem.

Hoje é dia das mães. Eu acho que é uma data comercial sobre todos os outros sentidos que querem dar a data. Mas acho que para a criança distinguir isso, é difícil, então desde cedo, condicionamos o simbolismo no nosso cérebro, que acaba virando uma data importante até o fim de nossas vidas. Sempre fui nas festinhas da escola. A apresentação era demorada e chata, mas quando meus filhos estavam em cena, eu chorava, me emocionava.

Dificilmente eu não ligo para minha mãe no dia das mães. E dificilmente não me sinto deprimida, depois que perdi minhas crianças. Sim, elas se foram. Hoje vejo rapazes de cabelos nas pernas, vozes grossas, gostos diferentes, menos amor por mim. Pessoas que implicam comigo. Motivo? Eu os criei sozinha a vida toda. E isso enjoa. Isso faz muitos adolescentes perderem a admiração, ficarem de saco cheio. As mães dos outros quase sempre são mais legais. Ainda mais quando a mãe dos outros, se comportam dentro do padrão: servir, priorizar os filhos e se anular. Esse não é meu conceito de amor. Mas como explicar isso aos filhos quando existe um mundo contra você?

 Especialmente hoje, me sinto ainda mais triste.

Um de meus filhos admira o pai e não a mim. Meu filho seguiu a religião do pai e não as minhas ideias de estado laico, liberdade religiosa e a não obrigatoriedade de crenças para ser feliz. Falo pouco com ele, ele mora longe. Falamos por mensagens e raras vezes por telefone. A última vez, soube de algumas coisas. Meu filho reza e se sente bem com isso. Eu falei para ele que todo fanático religioso um dia começou com uma simples reza e por isso sou contra os professores que entram na sala e iniciam a aula com uma reza. Mas meu filho não vê nada demais em uma reza. " Mal não faz", diz ele, minha mãe, minha irmã e a torcida toda do Flamengo. As pessoas nunca vão entender. Não queria zombar de suas crenças, mas sempre fazê-lo questionar. Não adiantou. Ele diz gostar da bíblia. Eu tenho pavor a bíblia. Pavor a compartilhamentos machistas. Ele compartilha. Não para me afrontar, mas porque se identifica. E agora, eu que também me sinto criança, assim como ele, perdi um pouco da admiração por ele. Ele é mais um. Só mais um do senso comum. Saiu do meu ventre, foi criado 12 anos, para ser diferente. Mas o tsunami chamado cultura, foi mais forte, venceu. Foi morar com o pai no ano passado apenas, a vida toda a criação foi minha. Hoje está com 13 anos, mas com muito mais afinidade com o pai. Ele é bonito de chamar atenção. Já namora. Provavelmente deve falar coisas machistas para a namorada. Ele me considera "paranoica" com esses assuntos, então não conversamos sobre isso.

Meu outro filho tem mistérios. Não sei bem quem ele é. Até onde sei, um rapaz que eu amo, inteligente, mas que as vezes me dá medo. Tem facilidade para mentir. Não se abre, é reservado, não demonstra me amar. Demonstra que me respeita. Mas não me ama como eu pensei que um filho me amaria. Está fazendo terapia, precisa resolver questões internas. Me decepcionou com algumas coisas que eu me envergonho muito. Entendo que ele tem 14 anos e é uma criança, mas me decepcionei. As vezes vejo- o como um criminoso, as vezes como meu bebê lindo que sempre foi. Espero poder ajudá-lo.

Nenhum dos meus dois filhos me amam incondicionalmente. Agora entendo quando minha mãe dizia que o amor " de cima para baixo" é muito maior. E entendo que é uma decepção perceber que filhos não são nossa continuação. Me identifico mais com meu pai. Mas isso está longe de ser suficiente para ele ver em mim alguém que eu gostaria que ele me visse. Ele me vê como uma pessoa difícil, chata e dá a entender com seu machismo subliminar, entre palavras educadas, que eu devo agradecer por ter um homem que me quer. Meu namorado é legal, mas não é o centro de minha vida. Eu não vivo feliz por ter um macho. Eu não quero ser dona de ninguém e gosto de ser livre também. As vezes tenho dificuldade de estar em um relacionamento. Meu pai não entenderia jamais. Ele diz que eu não ouço ninguém, que eu não deixo ele falar. Mas eu só escuto a voz dele quando ele fala comigo. Se eu falo é ultrapassando sua voz, é pedindo passagem. Mesmo assim, sinto que ele me corta, ou mal me ouve. Ele quer que meu estigma continue. Ele já tem formatado em seu cérebro, meu estereótipo.

Nós, como pais, as vezes, queremos impor nossas impressões sobre a vida. Nem sempre fazemos isso por maldade.

A impressão que tive essa noite, quando deitei, foi que caí do 15º andar e continuo viva. Lembranças do passado se mesclaram com o presente e a ideia dos novos filhos que surgiram no lugar das crianças, me deixaram inconsolável. Chorar virou rotina em minhas noites frias. Me afogar e não encontrar ar, também. É madrugada. Preferi levantar e escrever o que sinto do que me afogar ainda mais em minhas lágrimas.

Não quero morrer, a vida ainda é linda. Tento ver as vantagens: agora não preciso mais de babá pra deixá-los quando quero sair para beber, ou uma simples tarefa que era quase impossível, como sair com eles para comprar roupas. Antes eles corriam pelas cabines e eu desistia de levá-los comigo para as lojas. Fazer feira no supermercado era uma função. Dormir nos fins de semana, impossível. Crianças correndo para todo lado. Duas se transformavam em 10 rapidinho.

Que mãe sou eu? O que será que acontece que só estou vendo as desvantagens? Fiquei amarga, antissocial e não aceito o mundo. As risadas vazias, as pessoas idiotas padronizadas, presas em conceitos pré-fabricados, não me atraem. Meus filhos têm razão, se era isso que queriam, estou longe de ser aquela mãe sorridente, que nasceu para servir, do comercial.

Sinto falta do olhar de admiração, de amor. Das cartinhas apaixonadas. O que entrou no lugar foi frieza. Ingratidão. Eles têm vida própria. Mãe é só um detalhe. Como é difícil lidar com isso! Até para mim, que nunca me culpei por ter ido a balada, por sair para trabalhar normalmente, é difícil. Até para mim, que sou feminista.

Crise existencial. Depressão pós parto que nada, depressão pós infância dos filhos. Meus filhos cresceram, não precisam mais de mim. O que eu falo é inútil. O que eu sou, não importa para eles. Colocando limites, mandando fazer a tarefa, já está bom. Não preciso ser diferente. As crianças vão ser o que quiserem quando crescerem, independente do que preguei a vida inteira. As crianças estão crescendo e nada demais está acontecendo. Estão se agregando a multidão.

Esse dia das mães, prometo um presente especial: vou cuidar de mim, da minha depressão. Quero ser feliz de novo.


10 de mai. de 2013

Gordofobia no programa Pé na Cova




Esqueci de mudar de canal depois de "A grande Família" ( esse eu consigo rir de vez em quando, por isso vejo!) para minha infelicidade e escutei mais uma vez os preconceitos explícitos, disfarçados de humor no programa Pé na cova. É, aquilo que o povo chama de humor, que só tem graça se for politicamente incorreto.

Duas cenas deprimentes de Miguel Falabella dizendo: " Sua gorda, safada!!" Motivo? A mulher era gorda. A piada era essa, esculhambar a mulher por ela ser gorda.Fora a marcação com travestis. De outras vezes, já vi o programa Pé na Cova fazendo humor só pq a pessoa é travesti. Não, nem era a gordinha estereotipada "engraçada". Nem um travesti engraçado. Era pq era uma gorda e uma travesti. E não é só isso, preconceitos contra nordestinos, nunca saem de moda, se depender de Miguel Falabella. Os personagens cômicos dele sempre são nordestinos.

Fico chocada com esse tal humor e essa moda do "só é legal quem não é da patrulha do politicamente correto". Na boa, nem sou politicamente correta (já pensei ser um dia, mas com o tempo descobri q não sou!) é mais feliz pq vê esse tipo de coisa? Quem acha que a vida fica mais leve por causa desse tipo de humor?

Olha que eu curto um besteirol, mas certas mensagens/piadas são totalmente desnecessárias. Por isso que fico com os meus preferidos de terça feira, adoro Louco por elas e Tapas e Beijos. (Detalhe apenas para esclarecimento: Nem sou dessas que odeia a Globo e o BBB). 
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Oi, kirido, quando vc vai escrever coisas engraçadas? 

Menos amor por favor?



Estava no caixa do mercadinho perto de minha casa e tinha uma senhora corcunda, daquelas que adoram conversar. Sempre imagino que essas pessoas são sozinhas e carentes, por isso ficam ali puxando papo... Sei que é complicado pq as pessoas precisam trabalhar, então tem que cortar com educação. Só que depois de muito falar e o rapaz do caixa e o empacotador fazerem aquela cara de: "tá e daí?" enquanto ela falava, a senhorinha disse: não precisa me dar o troco... devia ser um real, sei lá. 

O rapaz insistiu e ela pegou. Quando ela saiu chegou minha vez e os dois ficaram rindo ironicamente da cara dela e dizendo: "a rainha do mundo, não quer troco, dinheiro pra ela, não é problema!" 


Me lembrei de quando eu fazia faculdade e, ainda na época do orkut, deixei uma postagem na comunidade do meu curso, oferecendo carona pra quem morasse pras minhas bandas. Choveu gente dizendo: " A rainha do mundo, tem carro e precisa esnobar e passar na cara de todo mundo isso" 

Me lembrei tb de outro dia, eu pedir pra minha tia abrir o jogo sobre o que meus parentes falam de mim, pois sei que sou muito comentada, por ser feminista. Sabem o que ouvi? Que muita gente acha que exagero e que sou hipócrita ( não com essas palavras, ela tomou cuidado, mas não sou burra e entendi perfeitamente). 


Moral da história: As vezes a nossa intenção é a melhor. A senhora quem sabe queria dar uma gorjeta, os rapazes se ofenderam, eu com minha postagem do orkut, queria só conhecer gente e ajudar, mas não entenderam assim. Minhas postagens Mas sempre vamos sr mal-interpretados. 

Por isso meu conselho hoje é: Seja mais fria (o), mais cruel, pense mais em vc.

4 de mai. de 2013

Dia das mães está chegando e com ele...

.. os comerciais de eletrodomésticos que induzem ao pensamento: Mãe feliz e realizada é mãe que cuida da casa e do lar!!!

Conselhos da tia Li, a titia "chata" ( mal amada também, né? :P) feminista: 
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- Recuse compartilhar imagens que naturalizam a nossa escravidão ( por exemplo, onde vc tem tentáculos e não mãos, e dá conta de tudo: criança, comida, casa, trabalho e etc.)... Não, isso não é felicidade, isso é exploração feminina.

- Recuse imagens que dizem que a felicidade e realização de uma mulher é ser mãe. (essa questão é pessoal, não podemos generalizar e nem contribuir com esse pensamento machista que diz que TODA mulher precisa querer ser mãe pra poder se sentir mais mulher, realizada, sensível e blá blá blá).

- Recuse comerciais de eletrodomésticos que acham que a realização da mulher é ganhar um jogo de panelas, fogão, ferro de passar, liquidificador, geladeira e tudo mais relacionado a casa... muita gente gosta de casa renovada e equipada ( não só as mães, esse tipo de presente é para usufruto e felicidade de todos da casa, o mundo moderno pede donos de casas tb). 

- Caso seu marido seja folgado, recuse ganhar medalha dele, que passa o ano inteiro fazendo menos da metade do que vc faz (em casa e com os filhos), mas no dia das mães e datas especiais ele chega com um buquê de flores ou um belo presente. Não aceite gratidão como "presente", mas colaboração e igualdade de direitos. ( se ele fizer biquinho, cara feia e afins, ignore, uma hora ele vai ver como está sendo antiquado).

- Se puder arrume um emprego e recuse ser sustentada. Faz bem pra sua saúde mental e independência emocional.


Não, não sou radical, juro que estou pensando no seu bem, no nosso bem. 

Abraços!

EPR - Estatuto dos Pais e Responsáveis




Bater não pode, dialogar não funciona, punir, muito menos... Nós mães de adolescentes rebeldes, estamos tão cansadas de filhos mimados, que se acham vítimas do mundo... Estão sempre culpando as mães ( principalmente, afinal são as que mais criam os filhos) por tudo e por todos os seus erros... olha, padecer no paraíso é ir para as piscinas naturais de Maragogi, não é ser mãe, viu.

Acho muito válido o Estatuto da Criança e do Adolescente, afinal eles têm direitos. Tem responsáveis que não respeitam seus filhos, os obrigam a trabalhar e os exploram. Mas na boa, pq ainda não inventaram o EPR - Estatuto dos Pais/ e Responsáveis? 

Muitos pré e adolescentes estão sempre se achando vítimas. Colaborar em casa deveria ser obrigação! Precisamos de leis para nos amparar quando adolescentes de mais de 11 anos são respondões, mimados, não organizam seu próprio quarto, acham que podem sair de casa na hora que bem entender e ainda se consideram explorados quando a gente manda ajudar a secar uma simples louça. Não podemos bater e eu acho certo não educar na base da violência. Mas nem sempre punições caseiras funcionam. 


Uma criança de 11 anos as vezes já é maior do que a mãe, já tem mais força. Deveria sim, ser obrigação participar pelo menos com o básico. Eu sugiro algumas regras para o estatuto dos pais de pré e adolescentes:

- Urinou fora do vaso, limpe
- Levou copos e pratos para o quarto, leve-os de volta
- Roupa suja deve ser colocada no cesto de roupa suja
- Roupas não devem estar no chão em nenhuma hipótese, muito menos pacotes de biscoitos e etc
- Abriu, feche
- Derrubou, apanhe
- Quer comer e não tem empegada (o)? contribua com a execução da comida
- Falta algo na geladeira? Ajude a fazer lista de supermercado, em vez de culpar sua mãe.
- Apesar dos comerciais induzirem ao pensamento que mães são empregadas domésticas, elas não são.
- Passe o próprio uniforme escolar, caso não esteja passado
- Nunca diga que não tem nada para comer, se esforce, se ofereça para ir até a padaria ou mercado próximo (se sua cidade permitir tal segurança).
- Entenda que tudo que vc quer, tem um preço. Se quer um livro novo, um jogo novo, um tênis novo, precisa pagar por isso, sendo no mínimo um bom filho, que respeita os pais e sabe o que é gratidão.
- Não confunda colaboração com exploração. Trabalho infantil é uma coisa bem distante de vc lavar o próprio prato que come e ajudar sua mãe com a louça depois do almoço.
- Tenha direito a mesada, presentes, jogos e etc, somente se cumprir as leis estabelecidas pelos responsáveis. Entenda que quem recebe também tem que dar em troca, SEMPRE.

Caso a criança ou adolescente não respeite as regras, deveríamos ter direito a visita de um assistente social que o multa com serviços comunitários obrigatórios, como por exemplo, visitar abrigo de menores para colaborar com os serviços pelo menos por umas 2 horas. Acho que o adolescente que passa por isso sairia fortalecido e muito mais maduro.

O que vcs acham???

Ajudar é suficiente?




Estava aqui pensando sobre os papeis sociais femininos e masculinos. A mulher culturalmente tende a centralizar tudo e consequentemente se sobrecarrega. Ontem mesmo no Globo Repórter uma psicóloga falou isso.

É comum acharem que os homens não são capazes e que a função da casa é delas. São papeis pré-estabelecidos convencionados há décadas e que ainda fazem parte de nossa cultura. Se eles fizerem algo, estão " ajudando". Me lembrei de uma tirinha de Mafalda onde um vendedor bate numa porta e pergunta: "o chefe da casa está? E ela responde: aqui so
mos uma cooperativa, não existe chefe de família"

Na verdade, acho que as duas partes precisam ceder: eles precisam reconhecer que foram criados em uma sociedade ainda machista e patriarcal ( que só vai mudar se nossos filhos/netos não forem criados assim também) e elas precisam ter paciência e ensinar. É claro que como crescemos acreditando que somos " multi-tarefas" conseguimos desenvolver nosso cérebro para executar muitas funções e mais rápido que eles. Acabamos nos satisfazendo com pouco: se somos gratificadas com o reconhecimento do resto da família ( fulana é uma ótima mãe, ótima esposa, excelente filha... pode ter certeza que essas qualidades são sempre relacionadas a maneira que elas agem perante a casa e os filhos), já é suficiente e seguimos nossas vidas, continuando atoladas em serviços, muito mais que eles.

Já no caso deles, eles acabam acreditando que "ajudá-las" é muito e que elas são umas chatas que pegam no pé deles.

O verbo " ajudar" precisa ser analisado. Pensem bem:

Eles para serem bons pais, só precisam " ajudar". Nós não, precisamos assumir uma fatia muito maior, quase nos anular em nome dos filhos.  Eles para serem bons maridos, só precisam " ajudar" em casa. Nós, não, temos que assumir a casa. ( Afinal o termo dono de casa nem é usual).

Outro dia, estava na costureira ( independente e divorciada por sinal) e ela estava assistindo um programa religioso sobre dicas no casamento. A apresentadora aconselhou que elogiássemos os maridos quando eles lavassem a louça, em vez de achar que é pouco. Na minha humilde concepção, isso deve ser feito com crianças, para incentivá-las, não com os homens da casa. Os homens precisam entrar no século XXI de uma vez e entender que essa função é de todos da casa.

Como resolver esse impasse: dizendo:

a) Ah, eles não sabem fazer mesmo, ir lá fazer e depois ficar estressada?
b) Evitando casamentos?
c) Ensinando com paciência e conscientizando sobre o sistema defasado do patriarcado que ainda é vigente na nossa sociedade?

Fico com a letra C, apesar de toda dificuldade que é conviver com pessoas que foram estimuladas a viver em planetas diferentes. Casais e famílias só podem ser felizes, quando morarem no mesmo planeta. Não, eles não são de Marte. Elas não são de Vênus. Todos são do planeta Terra, todos são capazes. Inclusive, estudos dizem que homens que partilham as tarefas domésticas, são mais felizes no casamento. Meio óbvio que dividir as tarefas faz bem, não? :)

28 de abr. de 2013

Carolina Dieckmann x corrupção, o que tem a ver o cu com as calças???


- - - - > WTF????


 Um crime não invalida o outro! Sem falar que prender todas as pessoas corruptas do Brasil é bem mais complicado do que achar 2 bandidos que invadiram a privacidade da moça, né? A corrupção no Brasil não está só na política, não está em meia dúzia de pessoas, é cultural, faz parte de muitos brasileiros. Engraçado que deve ter gente que compartilha isso, mas rouba sinal de TV a cabo, faz gato Umna luz elétrica, se vende por voto, entre outras coisas, achando tudo normal.

Invadir a vida e a privacidade dos outros É um CRIME horrível SIM e não tem nada a ver uma coisa com a outra!!! O fato de sermos contra a corrupção, de acharmos um absurdo os mensaleiros soltos, não anula o MEU e o SEU direito de não ter nossa vida íntima exposta na internet ou invadida. 
Ficar comparando como se um crime fosse menos pior do que o outro, não adianta nada, não resolve a corrupção!

Fica aqui meu agradecimento a Carolina Diekcmann por ter exposto o assunto em rede nacional e ter contribuído com uma nova lei, para nos proteger desse tipo de bandidagem.



23 de abr. de 2013

Mau tempo




"Depois de uma tempestade de lágrimas, trovoadas abafadas na garganta, raios de lembranças súbitas, culpa, terror, pânico, escuridão, vou me recompondo, limpando a terra áspera, abrasiva, que veio do furacão a sair dos olhos, para que enfim, eu possa ver a luz e depois o chão."

Li

21 de abr. de 2013

A "culpa" de trabalhar fora e deixar nossos filhos



"Toda mãe quando passa por isso, sente culpa". Grazi Massafera no programa de Fátima Bernardes dizendo sobre a volta ao trabalho, depois de ter sua filha. O discurso de Grazi é só o externo do discurso do senso comum, quando o assunto é:" Mães e conciliação de suas vidas profissionais".


Quando digo que temos direitos por lei, mas culturalmente estamos nos tempos de nossa vó, é por isso. Ainda somos pressionadas a sentir tal culpa. Na verdade, duvido que quem sinta culpa de verdade, consiga trabalhar. Quem sente culpa, não trabalha fora ( como muitas mães que optam por ficar em tempo integral com seus filhos).


Vamos a reflexão do post:


1- Será mesmo que essa culpa existe ou existe a "ditadura da culpa"? Traduzindo: aprendemos que Para ser uma boa mãe, decente, é necessário sentir culpa, mesmo que vc ache correto trabalhar, mesmo que vc tenha tido uma mãe que trabalhou fora a vida toda. Quem sente culpa de verdade, para de trabalhar, essa é a cruel realidade. Isso tudo, parece ser uma doença social, a FAMNEPS " Frescurite Aguda de Mães que Necessitam Entrar em um Padrão social."


2- As que realmente deixam de trabalhar por culpa, é uma "culpa verdadeira", ou estão satisfazendo anseios e cobranças sociais? Essa culpa é consciente até que ponto, dentro de uma sociedade patriarcal e predominantemente machista?


Acho que muitas de nós feministas, gostaríamos de entender por que essas mulheres falam tanto sobre culpa ao sair pra trabalhar e deixar o filho até com o próprio pai do bebê ( como no caso de Grazi, vide vídeo).


Será que existe pai que sente culpa por deixar o filho com a mãe? Por que associal essa função ao papel feminino? Por que amamentam, pariram? O fato é que existe outras coisas que os pais podem fazer que não seja parir e amamentar. 


Essa tal da " culpa" é ainda mais estranha quando uma mulher tão bem resolvida, que teve uma mãe que sempre trabalhou fora, como ela mesma diz. 

A naturalização dessa "culpa" que a mulher sente, tem origem no MACHISMO. E agora, sair brigando para que parem de falar esses clichês? Não é a solução. O inconsciente coletivo, leva as mulheres a dizerem isso, sem maiores questionamentos.

É moda dizer que sente culpa. Parece que faz a mulher se sentir mais valorizada. Estava observando no Facebook, a quantidade de mães que dizem sofrer 
 no primeiro dia de aula. É um comportamento meio padronizado socialmente. Hoje em dia existe até período de adaptação. Nunca vi um pai participar desse tal período. Seria mesmo necessário? Será que não estamos retrocedendo a cada cobrança materna que fazemos??





Capa super recente, de uma revista brasileira, que comprova a teoria feminista da naturalização do machismo: Por que as mulheres sempre são alvo quando o assunto é conciliar carreira e filhos e os pais não? 

Vamos imaginar o contrário:


 "CAUÃ CONTA COMO CONCILIA TRABALHO E PATERNIDADE"

"Cauã Reymond: Nova rotina de pai de Sofia. De volta à TV, ator conta como concilia trabalho e paternidade. "

E aí, conseguem imaginar???

Que fique claro: nada contra Grazi,pelo contrário, ela é super fofa! ( O BBB dela foi o melhor de todos os tempos, sorte nossa, foi uma produção que apresentou ao Brasil gente muito humana, como ela e Jean) A questão é que muitas mulheres dizem a mesma coisa, sem perceber. O casal é muito simpático. A proposta aqui não é desmerecer uma mulher, mas analisar tudo que está por trás dessa famosa culpa.

Só assim, quem sabe no futuro, veremos uma mãe famosa ir à TV dizer que não sente culpa e se sente muito bem indo trabalhar, sem conflitos internos por isso, angústia e com a liberdade de realmente poder se sentir no mesmo patamar já conquistado pelo homem há séculos.


Lindo e paizão. Quem aqui não admira um pai que fica com os filhos pra mãe trabalhar ou coisa parecida? Super admiro, confesso. 

5 de abr. de 2013

Personal stylitst




Nada contra personal stylist, mas acabei de ver uma personal divulgando seu blog batendo na tecla o tempo todo ( pelo menos nos dois únicos textos que li) com o seguinte alerta: "quem quiser comprar em loja barata, saia fora o mais rápido possível, não presto esse tipo de serviço". ( Não com essas palavras, mas deixando bem claro que não trabalha com quem quer comprar em lojas de departamentos ou economizar).

Sou formada em comunicação, fiz pós em marketing e trabalho com moda atualmente. Hoje sei distinguir vários tipos de tecidos, malhas e me sinto no paraíso quando estou numa loja dessas ou de aviamentos. Minha cabeça logo começa a criar e viajar nas texturas e cores. De uns 3 anos para cá, ganhei muita experiência no ramo, por isso, me sinto à vontade para falar sobre esse assunto.

Associar "marcas baratas" a deselegância, falta de qualidade e mau gosto é um preconceito. Existe uma coisa chamada marketing, e as marcas caras nem sempre te beneficiam com exclusividade, e alta costura, por vc pagar um preço mais alto.

Muitas vezes o que ocorre com as grifes, é  que vc paga uma bela fatia do orçamento de marketing da empresa, embutido no produto. O valor agregado, não significa qualidade necessariamente.

As lojas de departamento, possuem critérios para não espalhar zihões de peças iguais. As peças que saem bem, não voltam para as araras. Os profissionais envolvidos na produção de moda e criação, dessas lojas, são competentes e entendem que as lojas precisam ter novidades toda semana, de acordo com as tendências, mas nunca reproduzindo uma quantidade absurda de um modelo só.

Por outro lado, existem marcas caras que têm projetos sociais muito dignos e que vale a pena comprar, como por ex., a Louis Vuitton, e outras. Se o intuito não é pagar apenas caro, mas ser beneficiada ou beneficiar alguém, vale se informar sobre essas.

Acho que personal stylist que quer o bem do cliente, de verdade, deveria ensiná-lo a compor os looks que mais caem bem em seu tipo físico, seu estilo de vida pessoal e profissional, ajudá-la a ter um olhar mais crítico na hora de comprar e até mesmo economizar com isso, em vez de  estereotipar ainda mais o que é bonito e o que não é.

4 de abr. de 2013

A cura através da consciência






Quando é que o povo vai entender que o mundo está mudando e que o padrão de família: mamãe, papai, filhinho (s) não é mais o único?

Tenho uma tese que diz que muita gente não sabe o que é machismo, homofobia e racismo.

Homofobia não é só odiar gays, é por ex., não querer que eles tenham direitos. Inclusive homofobia se apresenta em várias formas, até gays podem ser homofóbicos quando assumem sua homossexualidade, mas dizem que odeiam " bichinhas" e "travestis". É homofobia não aceitar que famílias diferentes das tradicionais se formem. É homofobia afirmar que toda criança precisa de pai e de mãe. Quando se diz isso, não se respeita as crianças criadas por 2 mães, 2 pais ou até mesmo um (a) avó/avô/tia/tio. Condena-se essa criança a infelicidade, como se o motivo principal de amparo psicológico sadio, se baseasse em crianças frutos de relações heteronormativas. É afirmar que todo filho de casais gays serão problemáticos, não pq vc é homofóbico, claro, mas pq a sociedade é. ( esse é o famoso tirar o corpo fora e jogar a culpa nos outros).

Machismo não é somente querer mandar em mulher, machismo está enraizado, é a forma diferenciada de criar meninos e meninas, é afirmar que o gênero feminino tem características "biológicas natas". É achar que toda mulher gostosa é menos inteligente, toda mulher tem parte da culpa em um crime de estupro, é julgar uma mulher pela quantidade de parceiros e o comprimento de sua roupa. É chamar uma mulher de interesseira, mas não ver que a mesma está inserida em um ambiente onde não há estímulos para que ela cresça sozinha. É achar que já chegamos a igualdade e não analisar as estatísticas: mulheres mortas por parceiros possessivos, misoginia não criminalizada ( aliás, pouca gente sabe o que é misoginia), mulheres com salários inferiores, mulheres que ocupam espaço quase insignificante nas grandes empresas e na política. Inclusive, muitas mulheres são machistas, não é exclusividade masculina.

E quem nunca ouviu: " Tenho muitos amigos negros, não sou racista?". Isso não significa que a pessoa não seja racista. Racismo também está enraizado e está nas mensagens subliminares. É promover um evento de moda, e inserir modelos negros só pq existe cota pra isso. É afirmar que gente de descendência europeia é mais bonita ( Já ouvi diversas vezes isso!) . É julgar o sistema de cotas, sem antes estudá-lo profundamente, entender os motivos e por que podem ser medidas emergenciais para equiparar pessoas em um mesmo nível. Há também a famosa desculpa que negros é que são racistas. Pera lá, negro, branco, pardo, gente de cabelo roxo, amarelo, é tudo gente, certo? Todos estão sujeitos a reproduzir preconceitos. ( Basta lembrar de um vídeo muito triste onde perguntam a um grupo de crianças negras e brancas qual a boneca mais bonita e todos apontam para a branca... alguém acredita que isso é biológico? Por favor, se sim, me exclua já!)

Falaria aqui milhões de coisas, mas não sei se funcionaria... São muitos elementos naturalizados em nossa cultura e muita gente ainda não parou pra pensar. Não sou melhor do que ninguém, mas a partir do momento que estou disposta a analisar os aspectos sócio-econômicos-culturais, já me torno uma pessoa mais sensibilizada com a causa dos outros, mais humana. Conviver em sociedade é respeitar as diferenças.

Muita gente tem medo que as coisas mudem, resistem as mudanças e não querem perder seus parâmetros de felicidade. Mas é bom a gente se lembrar que quando outros grupos que foram oprimidos socialmente por longas décadas, ganham direitos, os outros que já usufruem desses direitos, não os perdem.

Os preconceitos não combinam com o novo século, são sequelas culturais que ainda pairam no ar e contaminam gente limitada como Felicianos e afins. São pessoas que acreditam ser de bem, pois querem perpetuar o modelo de família aprendido com seus bisavôs e bisavós, ótimas pessoas, mas que reproduziam com veemência todos os conceitos que hoje estão totalmente defasados.

As raízes de tudo isso é muito forte, mas é claro que é possível arrancar, (que o diga as feministas que conquistaram nossos direitos no passado, ou os negros libertos).

Antes de dizer que tem muitos amigos gays, negros e que acha que mulher já tem igualdade, pense bem!

Mas se você sofre desse mal, tome um remédio chamado CONSCIÊNCIA, pelo menos 3 x por dia.



3 de abr. de 2013

Carta para meus filhos




Até que ponto podemos culpar os pais pela agressividade ou comportamento dos nossos filhos? Será que podemos mesmo atribuir a  falta de um pai ou de uma mãe? Se eles são agressivos mesmo tendo amor, carinho, compreensão, educação, comida na mesa e muita dedicação de quem os cria ( não importa se é criado por uma mãe, uma vó, um avô, um pai, dois pais, duas mães e sei lá mais quantos tipos diversos de famílias existem hoje) é pq algo está errado. Ou não.

Pode ser que seja apenas uma fase difícil, simplesmente. Viver é bom, mas nem sempre é fácil entender a vida; as pessoas e o turbilhão de sentimentos que se passa em todas as fases de nossas vidas. Na adolescência (dependendo, as vezes até na "adultescência" também) todos os sentimentos são mais difíceis. E nessas fases que estamos mais suscetíveis à fragilidade, são tantos convites... Convite à frustração, à decepção, à ilusão, amores não correspondidos, fantasias, drogas...

Convite a nos acharmos ridículos, a não conseguirmos entrar em um padrão imposto culturalmente e sofrer amargamente por isso. Ou convite a ser diferente, querer gritar pro mundo nossa revolta por não sermos iguais.

Nós responsáveis, não devemos menosprezar achando que é apenas uma fase, devemos estar sempre atentos, mas não podemos esquecer que já fomos adolescentes um dia. Também não devemos nos desesperar agir por impulso como se fossemos tão infantis quanto nossos filhos. Achar o equilíbrio é um exercício de paciência. Eu sei que não é fácil. Mas devemos tentar.

Diálogo, muito diálogo... Filho: quem te ama, ama você com todos os seus defeitos. Pode contar com quem te cria, mesmo que você não ache necessário contar todos os seus segredos. Não sei se somos os melhores amigos que você pode ter, mas somos os mais confiáveis, apesar de você só descobrir isso um pouco mais tarde.

De nossa parte, o principal que não podemos esquecer de dizer a vocês, filhos, é: Não somos perfeitos. Não nos idealize. Não nos culpe. Não nos responsabilize pelos seus " fracassos". Na verdade, sua vida ainda está começando e isso ainda nem é fracasso, perto do que está por vir. Muitas coisas não darão certo em sua vida, outras darão. Mesmo assim, acredite: dá pra ser feliz e fazer a vida valer a pena.

Não crie um modelo perfeito de maternidade ou paternidade. Você não é perfeito. Aliás, ninguém é perfeito e as vezes, são essas imperfeições que faz a gente conhecer melhor a personalidade e o limite de cada um. Que possamos transformar estas limitações em algo positivo: ninguém te conhece melhor que eu, meu filho.

Se gritar te alivia, grite. Deixe que um momento de raiva tome conta de você, mas não deixe que ele domine sua vida, pois todo esse mal, só afeta a você mesmo.

Sei que o texto foi comprido e que tudo que eu disser, não vai se encaixar no que vocês sentem. "Ela/ele não sabe de nada!" Não é assim que vocês pensam? Pois bem, podemos não entender nada mesmo. Mas entendemos de amor. E só com amor, o mundo interior e exterior se transforma. Acredita?

Você é livre para acreditar no que quiser.


Ass: uma mãe que erra, mas que ama. 

1 de abr. de 2013

Dia de comemorar...



Escrevi há exato um ano, mas vale a pena publicar de novo:

Chegamos a igualdade de direitos!!! 49% dos pilotos de avião são mulheres, 51% das empresas têm mulheres no comando, 55% das mulheres são cientistas e 54% ganham o mesmo salário que os homens no mundo todo. 

A violência contra a mulher, oriunda do machismo, caiu 90% na última década. A maioria dos brasileiros acha que Eliza Samúdio foi vítima do goleiro Bruno e de uma sociedade patriarcal. Não há mais notícias de mulheres assassinadas nos últimos tempos. As mulheres não são mais estereotipadas em comerciais de produtos de limpeza. As pesquisas dizem que 90% das pessoas não acham mais que homens e mulheres têm habilidades diferentes, mas que isso varia de pessoa para pessoa.

80% das pessoas acham que o desejo sexual pode ser o mesmo para ambos os gêneros e que é ultrapassado atribuir o valor de uma mulher a quantidade de parceiros que ela teve ou ao comprimento de sua roupa.

Agora elas não são mais as rainhas do lar, dividem tarefas domésticas com os maridos, dividem a responsabilidade da criação dos filhos, e a noite não estão mais cansadas, estão dispostas para noites ardentes com seus parceiros!

100% das mulheres sentem orgasmos com a mesma frequência deles, sem se preocupar com mais nada, pois acabou a era da repressão e da opressão. Enfim, elas sentem-se livres para relaxar e gozar a vida!

A manchete de jornal hoje é: famílias criam seus filhos de maneira igualitária, meninos e meninas têm os mesmos brinquedos na infância e os mesmos estímulos. Meninos brincam de bonecas, meninas de carrinho, e, vice versa, e todos acham natural! Meninos e meninas recebem a mesma educação sexual.

O machismo foi criminalizado, as piadas machistas são consideradas de mau gosto por todos. As mulheres são respeitadas em todo mundo! A religião aceita a diversidade sexual e a mulher do novo século. Papa diz que as mudanças e adaptações são necessárias para que prevaleçam os direitos humanos.

Homens fazem tarefas domésticas tanto quando elas, 99% dizem que não acreditam que a mulher deve ter mais zelo pela casa.

Transfobia, homofobia, racismo e misoginia fazem parte apenas da história e todos repudiam qualquer forma de desigualdade e violência.

Pessoas casam-se com quem querem e todo mundo acha justo! Religiões não são mais ditaduras, cristianismo não é mais visto como o único caminho, mas um dos caminhos para quem quer ter uma crença. Ateus são respeitados e convivem com religiosos em paz.

Felicianices não existem mais!!! Vamos comemorar um novo tempo!
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Não pera... Seria lindo se não fosse PRIMEIRO DE ABRIL! (Tudo mentira, voltemos a nossa realidade para tentar mudá-la!)

30 de mar. de 2013

Ativistas de sofá



Não é de hoje que vejo gente criticando os ativistas de sofá, na rede, então resolvi falar sobre isso novamente.



Não sinto culpa de ter sido bem nascida e ter estudado em bons colégios, ter tido uma infância boa e não ter passado dificuldade, enquanto era dependente de meus pais. 

Não sinto culpa em querer ter dinheiro, ou em concordar com o capitalismo ( sim, trabalho feito louca e meu sonho é ter uma banheira de hidromassagem e viajar o mundo, e daí? Parem de querer que feministas sejam perfeitas, que carregam o mundo nas costas.). Mas sentiria culpa se eu fingisse que não existe injustiça social e que nem todas as pessoas tem oportunidades. 

Sou privilegiada, mas não é por isso que quero que os outros se danem. Alguns chamam isso de hipocrisia, que chamem. Gostaria que todos pudessem ter um mínimo de dignidade e é por isso que sempre que posso, demonstro minha empatia em manifestações ( sejam elas do jeito que forem, até mesmo as virtuais) contra gente corrupta, anti-democracia, machista, racista, que só pensa nos privilégios de sua classe.

Aí vem gente e diz que "ativismo de sofá" não adianta nada. E o que adianta, ir pra rua com cartazes? (será mesmo? acho que quem gosta de criticar ativistas sempre vai arrumar motivo). Adianta ficar calada? Não usar as redes pra espalhar informação, pra promover reflexão, quebrar estereótipos tão prejudiciais, pra convocar as pessoas por um mundo mais justo?



Entendo perfeitamente quem não queira ser assim. Eu tb já tentei me isolar desse mundo de maldade, buscar mais paz interior, sem me incomodar tanto com as injustiças. Mas não deu certo, descobri que não adianta, que não sou essa pessoa, que me incomodo profundamente, que sofro quando vejo uma pessoa humilhada na rua ou em qq lugar. Ontem passei em frente ao Bradesco aqui de BC e tinha um mendigo com as pernas totalmente inchadas, feridas, deformadas. O que eu posso fazer por tantos como ele, eu não sei, eu só sei que sozinha eu não faço e só sei que me acomodar, não é a melhor ideia. 


Entendo quem não curte o ativismo de sofá, mas não entendo quem critica. Cada um tem seu jeito de buscar sua paz, eu me sinto melhor sendo eu, sendo livre pra falar o que quero, para alertar, cumprir minha missão nessa vida, pra tentar da minha maneira contribuir por um mundo mais justo. Faz parte de minha essência.  


Dizem que classe média sofre. Dependendo do ângulo pode ser verdadeiro: Eu sofro em ver as pessoas de braços cruzados, os jovens retrógrados, as pessoas  compartilhando mil idiotices preconceituosas, alienadas a uma cultura desigual. Para mudar isso, ativismo de sofá ajuda e muito. Cada vez mais estou convencida disso. Textos que fazem as mulheres refletirem sobre os padrões, seu papel na sociedade. Há alguns anos, eu não sabia nem o que era feminismo. Obrigada internet, obrigada ativistas! Sem vocês eu não seria feliz, consciente e livre como sou hoje. Sempre digo que se eu fizer uma pessoa refletir e se libertar também, já valeu a pena a luta.




Não se enganem: O planeta azul virtual tem poder. É inteligente usar as estradas virtuais. Não somos tão inexpressivos assim. Alguns ditados populares são clichês, mas tem lógica, aqui vai um que concordo:" De grão em grão, a galinha enche o papo".

Agora se você é um dos que criticam, vamos lá, me apresente soluções, me diga qual a sua forma de contribuir com um mundo melhor...

22 de mar. de 2013

Criança chorando te incomoda? Problema seu!




Eu estava em um debate no Facebook com uma pessoa que compartilhou um texto de um blogueiro, que diz que os pais de hoje em dia são bananas... Não vou nem trazer o link para não fazer propaganda do cara.

Ai, gente, na boa, parem de culpar os pais quando crianças choram, pfv! Criança pode ter amor, carinho, peito, chupeta, mamadeira, qq coisa que seja, mas ela vai continuar tendo suas crises de choro e de birra, pq faz parte do processo, até aprenderem os limites.

O choro tb é um modo da criança se comunicar com o mundo. É claro que precisa ser investigado se for em excesso, mas sabe uma coisa que me irrita? É gente que não pode ver uma criança fazendo birra na rua e já sai chamando esse pai/mãe de banana e ainda solta aquelas velhas frases, clássicas e desatualizadas: "se fosse comigo, seria diferente!" ou: " no meu tempo, criança era educada na marra, no chinelo". 


Culpar a mãe = machismo, acreditar que toda criança tem uma fórmula = imbecilidade ao extremo, achar que criança fazer birra é anormal = idiotice aguda.

Adultos, sejam adultos de verdade e entendam: A criança absorver a educação, exige tempo e paciência. "Domar" na base da porrada e praticar terrorismo, não é educar. Não, antigamente não era melhor, a psicologia era defasada ( ainda é, avaliem antes) e os diagnósticos eram cruéis, só existiam duas alternativas: criança era chata ou burra. 

Por isso hoje, eu faço um apelo: parem de se irritar com as crianças. Parem. Se não quer criança por perto, se isole, se mate ou não frequente lugares públicos. Mas parem de achar que os outros pais são idiotas, que vc é o melhor educador do mundo. Pq não é, tá? Cada um sabe o que é melhor para seus filhos e para sua vida.


Que fique claro: 



Mesmo um pai feminista que participa da educação, não está imune a passar por uma situação dessa no supermercado. Culpar os pais é muita falta de conhecimento. Eu vejo isso e parece que estou vendo a patrulha da vanguarda, dizendo: " na minha época, criança era assim e assado...". Crianças choram, em qq época, a diferença é a ameaça dos pais, como os pais lidam. Eu particularmente, prefiro ver uma criança chorando aos berros, do que um pai ou mãe gritando com uma criança que ainda está em fase de aprendizado, de absorção da educação. Prefiro me solidarizar, do que presenciar pais grosseiros, lidando com crianças. Educar dá trabalho, é um processo. Não existe criança de 2 anos totalmente educada. Cada criança é de um jeito. Umas são mais choronas, outras são mais calmas. Atribuir a falha dos pais é um erro comum respaldado até por psiquiatras famosos, como Içami Tiba. Uma vez vi esse cara falando em uma palestra, senti muita vergonha. O discurso dele era parecido com o desse Ronaldo, culpava os pais por tudo. Respeitar esse pai e essa mãe, conhecer a criança, de verdade, ngm quer, né? Só querem julgar e ter paz no supermercado, sem criança chorona. Esse Içami Tiba foi tão fora da real, que chegou a "culpar" os pais pela homossexualidade dos filhos. Segundo ele, alguns nascem assim, outros são assim, por safadeza e relapso dos pais. Gente, parem de culpar os pais, por tudo, aliás, parem de ver problema em tudo. Criança de 2 anos fazer birra, é natural, faz parte, totalmente.

E tem mais: As mães são ainda mais demonizadas! Pq, né, mãe é mãe. Pai é coadjuvante... Que saco!!! Se você é dessas que se culpabiliza por tudo, aceita a culpa, eu te dou uma dica: seu manual de "boa mãe" está vencido, jogue fora e recicle suas ideias! 


 Dizer que criança incomoda, vai ajudar em quê, mesmo? 


Pessoas, amem mais, sejam mais tolerantes, se solidarizem mais e critiquem menos!