1 de fev. de 2010

Parto natural, e, em casa? Tomara que essa moda pegue!



Uma prima minha optou pelo parto humanizado e deixou muita gente escandalizada. "Ohhh! Parto em casa? isso é coisa de doido! Em tempos de hospitais? porquê isso, pra quê isso?" Patrícia Arouca, dentista, pessoa informada e determinada, preferiu contar so depois de ter sua filha na casa do seu irmão, pois sabia que seria alvo de críticas e preconceito. Acompanhada pelo marido, cunhada e as parteiras preparadas, deu a luz à Nina. Uma linda menina que hoje tem 4 meses. O que  Patrícia e a top Gisele Bundchen tem em comum? as duas tiveram seus filhos em casa.

O parto humanizado é uma alternativa saudável quando a gravidez é assistida e tem indicação para tal, ou seja é uma gestação de baixo risco. Não é uma atitude enlouquecida e hiponga como muita gente pensa.  É um ato de amor e que tem inúmeras vantagens, dentre elas a interação mamãe e bebê imediata.

Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deveria ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso. O problema é a consciência das mulheres em relação a isso. Com medo da dor, elas optam pela cesárea.

 Eu particularmente acho que a mulher que tem tudo para ter um parto natural e faz uma cesárea tem uma atitude covarde. Sim, me desculpe se você que está lendo agora se doeu e acha que eu estou julgando. Mas não tem como não julgar. Sinto muita pena do sexo feminino interferir e enfraquecer diante de um ato que faz parte da nossa natureza. Se algumas têm medo de ter um parto normal, ressalto novamente, com tudo ok para tê-lo, imagina a capacidade dessas mulheres de enfrentar a vida.

Me surpreendi com Bundchen. Ela sempre foi simpática, mas tinha aquele jeito meio "crianção". Quando vi a chamada no Fantástico dei nota mil e vi que ela faz jus ao título "mulherão. Comemorei, deixei recado no orkut da minha prima que também comemorou. "O movimento pelo parto humanizado está em festa por causa da entrevista dela", foi a resposta que recebi  no orkut. Até me arrepiei porquê eu sou uma grande defensora do parto normal, sempre quis ter filhos assim. Me identifiquei muito quando a Gisele falou: "eu queria sentir tudo e foquei o tempo todo nele que estava saindo."

 Eu também gostaria de ter sentido e de não ter a cicatriz que tenho hoje. É pequena e discreta. Mas não gosto dela.

 Meu filho nasceu de um parto cesárea, vítima da minha ignorância há 11 anos quando a médica me informou que teria que ser cesárea por ele estar "laçado". Na hora eu fiz o que ela mandou. Depois senti muita dor, MUITA! Eu nao conseguia colocar minhas pernas sozinha na cama. Eu sentia coceira por todo corpo. Eu passei muito tempo com aquele corte formigando, meses. Senti enjoo. Tive gases em excesso que me constragiam e me faziam sentir uma sensação de inchaço como se eu fosse um balão gigante. Ui, que triste! Fazer curativo no corte para mim era momento doloroso. Tomava injeção anti-inflamatória mesmo depois de 20 dias. Sentia fisgadas dentro de mim que me deixavam louca de dor. Odiava fazer o curativo. Até hj sinto agonia pra depilar em cima do corte. Nao conseguia me abaixar e calçar meu sapato sozinha por semanas. Eu andava devagar. Bundchen estava felicissima, se abaixava normalmente e fazia panqueca um dia depois de ter seu filho.

Segundo meu tio que também é obstetra, não ter filho por ele estar laçado é uma boa desculpa para os médicos que não tem tempo para fazer um parto normal. É muito comum o bebê se laçar no cordão e isso não interfere na maioria dos casos. Pesquisei depois melhor sobre minha médica e soube que no currículo dela não constava partos normais. Ela era conhecida na cidade e tinha dia que ela fazia mais de 3 partos por dia. Era cômodo e mais lucrativo partos cesareanos.

Fica aqui o meu registro como mulher que teve um parto cesárea e que tinha tudo para ter um parto normal. Eu fui pra maternidade com 6 cm de dilatação, meu filho estava completamente encaixado e chegou a nascer com um "v" na testa da marca do encaixe.


Depois engravidei em seguida, e para mulheres com parto cesárea há pouco tempo, não há indicação para parto normal, por ser recente há risco de ruptura. Por isso, nao pude novamente. Hoje, meu filho mais novo está com 9 anos e já planejo com meu namorado um filho mais pra frente. Não tenho mais indicação para parto humanizado por já ter tido cesárea, mas a notícia boa é que se tudo correr bem agora, com esse intervalo grande, tempo suficiente para o útero estar "zero bala", posso ter um parto normal.
Então quem sabe mais pra frente, volto aqui no meu blog dirigido ao universo mulherio, para contar como foi?

Quanto à Giseli, nota mil patra ela. Tomara que pessoas famosas continuem trazendo contribuições sociais para divulgar assuntos relevantes como esse. A top mostrou que está na moda ser informada e não ter preconceito. Fora que ela ja voltou a trabalhar com o filho com 6 semanas e mostrou que quem quer mesmo e tem ajuda da família, ou assistentes, consegue ser mãe e continuar trabalhando. Esse negócio de "ah, não da para ser mãe e trabalhar" é outro papo furado.

 Agora quando alguém optar pelo parto normal e humanizado, beeem menos gente irá dizer "ohhh!, porquê???"

Bjos!!!
Liah

30 de jan. de 2010

"Podem me chamar de machista..." como assim, Bial?



Bial, querido, não achei você machista, viu? Lia, minha querida se você dança se esfregando porquê ele não pode dançar também? Direitos iguais!

você sabe quem foi Carmen da Silva?

Esses dias vi no vídeo show que o ator José Mayer tá provocando polêmica com seu personagem atual na novela "Viver a vida". Para os modernos e feministas, chega a ser até engraçado como ele é retrógrado e tem pensamento do tempo da vovó. Mas o problema é que ainda hoje tem uns "Marcos" espalhados por aí. E olha, tenho cunhado "Marcos", primos e até primas e nem tem desculpa de dizer que são mais velhos e por isso são de outra geração... são tudo abaixo dos 40. Desculpa pra bo dormir, esse negócio de outra época.   Ou seja´, só dentro da minha família já encontro vários "Marcos". Aqui no Sul não é diferente do Nordeste ou outra região. No Brasil todo tá impestado de "Marcos".

Inspirada nisso trouxe esse texto magnífico falando sobre Carmen da Silva (de outra geração e nordestina, região onde a crença popular acredita que têm o maior número de machistas). Vale a pena ler!


Carmen da Silva, em 1976: revolução na imprensa feminina com A Arte de Ser Mulher


Carmen da Silva foi uma revolucionária que sabia negociar. Recuar nunca, diz ela no livro de memórias Histórias Híbridas de uma Senhora de Respeito: quando se dirigia às leitoras da revista Claudia, "malhava em ferro quente", sem fazer concessões, mas devagar, "evitando termos que podiam chocar e criar anticorpos". Levou oito anos para escrever a palavra-bicho-papão "feminismo", o que não a impediu de ser feminista e explosiva desde sua estreia.

Ao analisar os textos da coluna A Arte de Ser Mulher, de 1963 a 1985, a jornalista cearense e doutora em História Ana Rita Fonteles Duarte, autora do livro Carmen da Silva, o feminismo na Imprensa Brasileira, fruto de sua dissertação de mestrado, observou três fases distintas: no início, a colunista parecia cautelosa, mas já contundente, convocando as mulheres a serem protagonistas de suas vidas e a buscarem a independência financeira. Depois de conquistar a confiança do público, passou a se dedicar a temas como sexo, traição e a dupla moral para homens e mulheres - defendeu o divórcio já em 1967, uma década antes da aprovação da lei no Brasil. Em um terceiro momento, a partir de meados dos 1970, quando tomava corpo o movimento de mulheres que ela apadrinhava, finalmente escreveu: "Sou feminista, sim. E daí?".

Os trechos a seguir, extraídos da coletânea A Arte de Ser Mulher, lançada em 1967, e do livro de memórias, de 1984, mostram que alguns dos questionamentos de Carmen seguem atuais. Como ela sabia, mudanças levam tempo.

AUTONOMIA
"(...) certos homens jamais aceitariam uma mulher independente. Como outros tampouco aceitam a mulher livre de compromissos (todos conhecemos algum exemplo dessa obsessão pela mulher alheia), a honesta, a inteligente, a refinada, a culta. Os seres de segunda categoria - seja moral, intelectual ou ambas - procuram a forma de seu sapato, o que é muito lógico; mas eles não constituem a norma e de nenhum modo é justo tomá-los como padrão."

SEXO E PRAZER
"A vaidade masculina inventou que mulher, quando diz não, quer dizer sim."


"Digam o que disserem os pais severos e inibidos, que costumam falar em mal necessário, em tributo à nossa natureza animal ou, criando falsas conotações religiosas, em sacramentos; digam o que disserem os mitos sociais detratores da vida normal e sadia (em realidade, resquícios de primitivos tabus) o sexo é profundamente satisfatório e é tão pecaminoso como um banho de mar num dia de quarenta graus à sombra."

ONIPOTÊNCIA FEMININA

"Tentei explicar-lhe (a um editor da revista Claudia que queria que ela escrevesse sobre o que uma mulher deveria fazer para seduzir seu marido quando ele não "a abraçava mais") o caráter machista dessa noção de onipotência feminina: "se seu marido não quer trepar mais é porque você não sabe fazê-lo querer": ser onipotente é arcar com todas as responsabilidades, todas as culpas. (...) Não é de surpreender que ele não compreendesse: muita gente até hoje não compreendeu."


DUPLA MORAL
Na maioria dos lares vigoram dois códigos: um para as meninas, outro para os rapazes. Há pais que olham com indulgentes e até cúmplices as moroteiras sexuais dos filhos homens, sendo severíssimos com as meninas. Como explicar a estas que a moral muda de um sexo para o outro?

Estão distorcendo o feminismo!


"Decotes, tomara-que-caia, minissaias cada vez mais curtas, roupas coladíssimas e até semitransparentes têm se tornado a vestimenta de mulheres e jovens na sociedade contemporânea atual. Comumente deparamos com mulheres e jovens semidespidas, sejam nos ônibus, nos centros, nas universidades, nas igrejas, nas praças e em todos o lugares.Fruto de um pensamento feminista (annn? como assim, Bial??), as mulheres encontraram nos dias atuais uma falsa liberdade sexual. Elas se julgam no direito de expor o seu corpo pela moda..."

Não identifiquei o autor desta pérola. Mas dei muita risada.

Pasmem, queridas leitoras, feministas. Fiquei boquiaberta com os comentários sobre feminismo internet afora. Esse é só mais um dos que eu acho por aí. O orkut tá cheio e comunidade contra o feminismo, pro machismo e pensamentos nada pertinentes à filosofia feminista. São a maior prova de que o feminismo na crença popular está completamente distorcido.

Gostaria de ter entre minhas leitoras adolescentes também. Porquê me preocupo com a educação das meninas que estão começando a enxergar o mundo e leem uma barbaridade dessas e logo pensam "ui ser feminista é uó".

Esclarecendo: Fruto de um pensamento feminista é querer igualdade nas questões políticas, no direito de ser solteira sem ser cobrada pela sociedade, no direito de transar sem ser taxada, mas com responsabilidade. Faz parte da nossa luta ser contra a mulher objeto que acredita que o corpo é mais importante que p cérebro. Porém faz parte de nossa ideologia não ter preconceito. Usar mini saia , roupas semi-nuas, segundo o autor ali de cima , é problema de quem quiser, mas nao tem nada a ver com feminismo!

PS: desconfio que seja o otário do colunista Maicon Tefen do RBS que escreve barbaridades sobre o feminismo e denigre nossa imagem perante a sociedade. A chamada esta la no site, mas quando a gente clica a pagina foi removida. Até fiz uma comunidade no orkut pra ele "eu odeio Maicon Tefen". (Nao por esse texto que nem sei se é dele, mas por outros, depois trago aqui pra gente analisar juntos) O leitor ignorante vai continuar sem entender nada do que prega nossa filosofia. Ai ai, paciência.

29 de jan. de 2010

As mal- humoradas que me perdoem (por Leila Ferreira)

Olá amigas leitoras. Trouxe esse texto aqui maravilhoso da jornalista Leila Ferreira. A-D-O-R-O ela!

As mal- humoradas que me perdoem...


Não adianta o corpo sarado nem o rosto sem rugas. Também não fazem efeito as roupas de grife. Em mulher mal-humorada, nada funciona: a única coisa que aparece é o mau humor. Mulheres de bico, de cara amarrada, ríspidas, amargas, azedas... alguém merece?!

Elas reclamam o tempo todo: adoram fazer papel de vítima, repetem 18 vezes por dia que estão exaustas (inclusive nas férias), põem defeito em tudo e em todos e amam fazer profecias negativas. Exemplo? Você chega ao escritório e conta, feliz da vida, que conheceu um cara interessantíssimo na noite anterior. A mal-humorada levanta as sobrancelhas, tomba o pescoço e diz: 'É, se eu fosse você não me animaria muito. Esses caras bebem, se entusiasmam, dizem que vão ligar, mas depois nem se lembram'. Pronto. Você, que já não é das mais seguras, sente seu castelo balançar. Não satisfeita, a colega vidente pergunta alguns dias depois se 'aquele cara' ligou. Quando você confessa que não, ela dá o único sorriso do dia e diz apenas: 'Não te falei...?'.
Além de conjugar o futuro sempre no imperfeito, as mal-humoradas adoram orações adversativas: 'O prato está bom, mas...', 'Fui promovida, mas...'. Há sempre um 'porém', um 'contudo' ou um 'todavia' no caminho dessas almas emburradas. Às vezes, expressos em silêncio. É aquela colega que chega, não dá 'bom dia', não abre a boca -e nem precisa: o rosto dela diz tudo. Se você perguntar se ela está com algum problema, a mal-humorada só responde: 'Nada, não...'. E aí a presença dela vai crescendo, porque não há nada tão contagiante, ou contagioso, quanto o mau humor. Ele intoxica quem está perto, contamina o ambiente.


Momentos de mau humor? Todas nós temos. Nada mais humano e mais digno de perdão. Mas há uma diferença enorme entre estar e ser mal-humorada. E não vale dizer que a vida anda difícil. A vida está difícil, sim, e não faltam razões para sentirmos tristeza, angústia, ansiedade. Mau humor, não: é um outro departamento. Tristeza e angústia, a gente processa internamente. Mau humor é quando você apresenta para o outro a fatura da sua infelicidade. Ele é obrigado a pagar a conta do que você consumiu (ou deixou de consumir) sozinha. Quem é que quer conviver com alguém assim?
Vi um outdoor em Tóquio que dizia: 'O sorriso é a melhor maquiagem'. Qualquer mulher fica mais bonita quando sorri. Não é preciso mostrar os dentes o tempo todo, dar uma de Poliana, como se a vida fosse pink -mesmo porque ela está mais para punk. Mas é por isso mesmo que a gente tem que ter senso de humor, sempre, em qualquer situação. Sem ele, fica impossível.

Ainda dá tempo: pegue de volta aquela sua lista de resoluções para o Ano Novo e inclua: 'Vou adotar uma postura bem-humorada diante da vida'. Ou então, melhor ainda: resolva já o que está causando seu mau humor. É o casamento, ou o namoro, que está respirando por aparelhos? Talvez seja hora de desligar todos os tubos. É a dieta, que está te deixando com fome? Melhor ganhar três quilos do que perder o humor. Se for o emprego, tente mudar. Se for a cidade, também. O que não dá é para puxar o freio de mão na infelicidade e depois apresentar a conta para os outros. Ah, e antes que você me pergunte, as sugestões também valem para os homens. Homem mal-humorado é castigo que nenhuma mulher merece. A não ser que ela também seja. Aí, é chumbo trocado. E os dois que se (des)entendam.




Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro 'Mulheres - Por que Será que Elas...', da Editora Globo

26 de jan. de 2010

"As predadoras".



Depois de dar uma escapadinha no tema feminismo nos últimos dois posts, trouxe uma bomba polêmica! Achei esse vídeo de uma campanha publicitária da companhia aérea Air New Zealand, dirigida a mulheres maiores de 35 anos. Vejam la e depois leiam o que andaram dizendo e minha opinião.

A jornalista catarinense Trissia Sartore disse: "Está provocando a maior polêmica junto a grupos feministas da Nova Zelândia. Nela, uma mulher (bem caricata) ataca um jovem, que tenta se defender, mas é arrastado para um apartamento.



Em parte da narração, aparece a seguinte frase : morre de fome por falta de vegetação durante o dia (em alusão à dieta) e logo sai a caçar grandes pedaços de carne durante a noite.

Achei brega, mas não depreciativo. A publicidade retrata um tipo, estereotipado, que podia ser de qualquer sexo."

Trouxe do blog "Donna" da RBS. Concordo 100% com a opinião da jornalista. E olha que geralmente ver esse tipo de assunto por aí é sempre tratado de maneira machista ate por mulheres. Foi muito bacana o que a Trissia falou e eu ate deixei comentario la no blog dela. Também achei super brega, mas realmente é fato que tem gente que avança em cima (óbvio que no video é uma maneira caricata para ficar super característico. Mas quem nao se lembrou de alguma amiga assim? ou amigo? Sabe aquelas pessoas sem noção? Nossa, eu ja passei por isso.

 Uma vez o irmão da minha amiga (tinha uns 47) me viu no orkut e ela queria que eu o conhecesse de todo jeito, porque ele pediu. Detalhe: o cara tinha namorada. Ela ainda insistiu e é claro que arrumei uma desculpa. Não pelo fato dele ser mais velho, mas detesto homem atirado, galinha. De cara já não faz meu tipo. Nisso sou igual aquele carinha desse BBB 10 que dispensou a Anamara dizendo que ela era "atirada". sei que tem muita gente comentando por aí: "ai, o cara é gay". Ainda garanto que boa parcela que diz isso seja mulher. Elas são as mais machistas. Sinceramente,  acho que ambos os sexos têm que saber se valorizar. (Ter atitude é uma coisa, mas saber tecer o jogo da conquista e saber distinguir qdo ele ou ela está afim, mesmo que seja para ficar só por uma noite, é outra!)

Copiei 3 comentarios para discutir o assunto, os textos vermelhos são os que falaram os pretos, da blogueira que vos fala.


1 "Aqui no Brasil não é diferente. Vejam só as velharias como: Monique,Vera, Ana Maria, Suzana Vieira, Marília gabriela. Quando saem com seus garotões, parece que estão levando os netos à passear.
Beto de Novo hamburgo RS

Que absurdo, hein! Gente, a Helena da novela faz o papel de esposa sendo mais de 30 anos mais nova que o Meyer. Será que esse Beto falaria a mesma coisa? Ou será que o preconceito existe só com as mulheres?
Aqui fica meu recadinho pra Susana, Marilia e Monique: minha tia sempre disse que faz mais sentido o cara ser mais novo, pois depois dos 60 ela so precisa abrir as pernas e ele tem que fazer mais esforço. kkk brincadeiras a parte, sejam felizes e se estão com homens mais novos é porquê tão podendo!
Para Beto eu só desejo que ele se apaixone por uma mulher mais velha um dia. A vida dá muitas voltas...


2 "Na boa, hipocrisia demais destas feministas, se tu fores em festas do Brasil e do mundo inteiro, tu verás mulheres de 30 ou mais se envolvendo com caras mais novos. Os homens velhos elas querem pela "$egurança", os mais jovens pela "disposição". Lucas POA

Generalizando? sei, entendo que muita mulher acaba com nossa raça, queima toda a luta das feministas e realmente é uma verdade que muitas querem a $egurança e a disposição. Mas nem todas são assim, ta, Lucas? Eu namoro um cara 13 anos mais novo e ele tem bem mais disposição que $$$. kkk No entanto para mim basta! Ate pq com disposição em todos os sentidos, dá para lutar pelos seus objetivos, né? Tb quero deixar claro que disposição independe da idade muitas vezes.


3 "Bom, não me parece que elas tenham 30 ou 35, e sim parecem 45 no minimo. As pessoas que eu conheço na faixa dos 30 principalmente mulheres passariam por 20 e poucos fácil..Preconceito com idade nada ver, as pessoas são mais do que números. R. POA


BRAVOO!!! No coments!

E vocês? o que acham?

Pais ecológicos


Todo mundo sabe que sou feminista "doente". hehe Mas peço licença para vir falar de outra bandeira que levanto: a bandeira verde. Venho aqui trazer reflexões para quem vai ter um filho.  São dicas de sustentabilidade que podem durar desde os primeiros meses de vida até a vida toda. Acho que tem muitos pais por aí que ainda não acordaram pra realidade. O texto é da revista Vida Simples, que eu amo.

Texto Mariana Lacerda.

Berço verde

 
Em 1995 um dos maiores historiadores da atualidade publicou um tratado assustador sobre o século 20. Em seu livro Era dos Extremos, o britânico Eric Hobsbawm analisa toda a história dos últimos 100 anos. As guerras, os entraves raciais e religiosos, o crescimento das metrópoles e da economia mundial, tudo isso em detrimento da vida humana. “O velho século não acabou bem”, escreve. Pois logo no início do século seguinte o mundo passou a assistir a uma de suas maiores crises econômicas. O modelo capitalista, que em resumo diz que, quanto mais se acumular dinheiro, melhor, não funciona mais. A menina Isadora nasceu no dia 11 de fevereiro de 2009 no meio dessa confusão. E o que ela tem a ver com isso?
Tudo. Ela é a herdeirazinha deste mundo que construímos. E, apesar da pouca idade, é Isadora quem definitivamente abriu os olhos da mãe, que assina este texto, para desejar cuidar do que constitui o mundo dela: seu pai, suas bisavós e avós, primos, a sua casa, o seu bairro, a cidade em que vive. Foi assustada pela leitura de Hobsbawm e observando o mundo de Isadora que comecei a elaborar a pauta que deu origem a esta matéria. A troca de fraldas, apesar de ser um ato mais do que trivial na vida de uma mãe, também foi um fator imprescindível para pensar no assunto que vem a seguir.

Este é o Ted, o ursinho da prima Irene, que está passando férias na casa de Isadora

Lindas estas pantufinhas, não é? Presente de Pedro, o irmãozinho paulista

A cadeirinha veio do priminho carioca Chico. Grandão, Chico usou pouco o presente que ganhou do pai, Felipe

O macacãozinho também veio do primo Chico. Depois do dia em que foi feita esta foto, já não cabia mais em Isadora. Novo dono: Vicente, que acabou de nascer no Recife

Fralda é lixo Sim, fralda descartável é uma invenção bem prática, mas um horror para o planeta. Uma criança, em seus dois primeiros anos, utiliza em média 5,5 mil fraldas descartáveis – que custam à natureza cerca de cinco árvores. Uma fralda demora 450 anos nos lixões para se decompor. Para ter uma ideia, a cidade de São Paulo recolhe cerca de 13 mil toneladas de lixo todos os dias. Cerca de 230 toneladas são constituídas de fraldas descartáveis (2% do lixo é constituído de fralda descartável). Os números foram coletados pela engenheira química Bettina Lauterbach, do Rio Grande do Sul. Mãe de duas filhas, é uma das maiores ativistas do Brasil pelo retorno das fraldas de pano.

Graças ao trabalho de gente como Bettina, as fraldas de pano evoluíram. Elas se tornaram práticas, ajustáveis ao corpo do nenê. Bettina, que pesquisa tecnologias para a fabricação das fraldinhas e também as comercializa, conta que as maiores inimigas em seu negócio são as avós, que sempre tentam convencer as mães que entram em sua loja a sair dali imediatamente. Ela explica que aquelas que criaram bebês até meados da década de 1970 ainda têm na memória a pilha acumulada de panos no fim do dia. “Mas deve-se levar em consideração que as fraldas estão diferentes e o acesso às máquinas de lavar também melhorou”, diz.

Você pode até achar que também não é lá muito econômico para a natureza gastar água com a lavagem de panos. Mas hoje o problema do lixo nas metrópoles é muito mais alarmante do que a escassez de água. Tanto que países como Bélgica e Inglaterra incentivam – inclusive com dinheiro – os pais a optar pelo uso de fraldas de pano.

Faça um teste: pergunte a sua avó ou mãe se no tempo dela as crianças deixavam a de usar fraldas mais cedo do que aquelas de hoje, o que acontece por volta dos 3 anos de idade. É provável que, puxando pela memória, ela responda que sim. É que, naquela época, os pequenos se sentiam incomodados por estarem sempre molhados, coisa que não acontece com a fralda descartável, pois a tecnologia usada para absorver o xixi o deixa longe da pele do bebê até a troca. É verdade que não é fácil para pessoas como eu, que se acostumaram a usar fralda descartável na Isadora, se adaptar à de pano. Mas vale o teste. O trabalho cresce um pouquinho, sem dúvida, mas as vantagens ambientais são recompensadoras.
Consumo no berço Em seu livro Por uma Outra Globalização, Milton Santos, um dos mais importantes sociólogos brasileiros, conta como antes a economia se baseava na geração de bens que atendiam às necessidades de consumidores. “Atualmente, as empresas produzem o consumidor antes mesmo de produzir os produtos”, escreve.
Ou seja, somos bombardeados por ofertas de coisas de que não precisamos, mas tentam nos convencer de que nossa vida será melhor com elas. O mundo da maternidade é um exemplo disso. “Porque atinge o consumidor num momento em que, fragilizado pela chegada de um filho ou neto, tudo o que ele deseja é encontrar e oferecerlhe o melhor”, diz a advogada pernambucana Rebeca Duarte, que trabalha na organização não-governamental Observatório Negro e ministra palestras com mães de baixa renda a respeito da maternidade e do consumo.

As fraldinhas de pano substituem as descartáveis. Com estampas modernas, o xixi fica retido no refil de pano lavável

Arte feita pelos primos para a chegada da mais nova integrante

A antiga cômoda da mãe foi adaptada para servir de trocador para a filha

Este é o único móvel novo no quarto de Isadora. O motivo: os os berços da família estão ocupados

Nessa fase em que pais e mães estão suscetíveis, são ofertadas coisas não raro desnecessárias para o cuidado do bebê, a exemplo de carrinhos modernos. Enquanto uma faixa de pano envolvendo mãe e bebê (conhecidos como slings), como fazem os índios brasileiros, pode ser suficiente para sustentar com segurança o filhote no colo da mãe. Esse é, inclusive, o lugar onde o bebê pode sentir o mesmo calor e bater do coração de quando ainda estava na barriga, ganhando assim segurança para conhecer a vida que lhe espera. Motivo pelo qual, vale dizer, os autores do livro O Bebê – O Primeiro Ano da Vida do Seu Filho, uma espécie de bíblia sobre o desenvolvimento infantil, sejam categóricos em afirmar que as crianças mantidas no colo se desenvolvem com mais rapidez.

Rebeca Duarte, mãe de uma filha, se lembra ainda da doutrina das roupas azuis para meninos e rosa para as meninas: uma convenção puramente comercial. “Por que existe isso?”, pergunta. A despeito do rosa e do azul, nada mais simpático do que herdar roupinhas que foram usadas por primos e primas mais velhos: os macacões de Chico, o primo carioca, hoje são usados por Isadora e logo serão enviados para Vicente, o recifense recémchegado. Ou ainda as roupinhas de Irene, que, de São Paulo, foram enviadas para Olinda para que a prima Érica pudesse usufruir delas. E que meses depois voltaram para que então Isadora fosse brincar com Irene, hoje com 4 anos. Construindo-se no ato da troca, as relações de amizade e solidariedade, de estímulo à lembrança do outro e ainda o cuidado com as coisas usadas ao máximo antes do descarte. Às vezes, até passando gerações, levando consigo tantos significados, como é o caso do vestido que um dia Isadora usará em seu batizado e que vestiu a sua avó Sônia quando ela saiu nos braços da mãe dela (a bisa Anna) da maternidade.

Estar em rede Se no meio da correria que é cuidar de um nenê está difícil pensar nos aspectos que envolvem a sustentabilidade, tudo bem, nada mais do que compreensível. Mas uma dica importante: junte-se a quem, como você, está experimentando a maternidade – o que acaba acontecendo naturalmente. Isso significa estar em rede. Pode ser uma rede de amigas mães ou mesmo aquelas mantidas por organizações não-governamentais, como o Grupo de Apoio à Maternidade Ativa, em São Paulo, ou o Grupo Boa Hora, no Recife. Em comum, esses grupos existem para a discussão das experiências de parto. Mas seus participantes terminam por trocar experiências sobre o primeiro ano do bebê. Entram no rol de discussões uso de medicamentos, aleitamento materno, alimentação orgânica e também o troca-troca de roupinhas.

O dia a dia A escolha do que vestir, alimentação, opções ecológicas na hora da compra de brinquedo ou mesmo na organização das festinhas de aniversário. Tudo isso faz parte da tentativa de criar de forma mais sustentável um bebê. “Acho importante ser seletivo e procurar ‘influenciar’ nossos filhos com esse tipo de postura porque, além de fazer bem, existe uma filosofia por trás com a qual simpatizo. Mas que seja sem radicalismo”, diz a publicitária Ilka Porto, mãe de Antônio, amigo de Isadora.

É isso mesmo. Porque criar um bebê é construir o cotidiano. Que, por sua vez, “é uma história a meio caminho de nós mesmos. É o mundo que amamos profundamente, memória olfativa, memória dos lugares da infância, memória do corpo, dos gestos da infância, dos prazeres”, escreveu o filósofo francês Michel de Certau, em seu livro A Invenção do Cotidiano. Daí a importância de ajudar nossos filhos a construírem modos de vida saudáveis desde a mais tenra idade. Para que no futuro eles possam escolher a sua postura de vida face ao mundo.









19 de jan. de 2010

Um bate papo sobre Ivete, fama, mídia, cultura e afins.

Estou sem dormir. Até site da revista Quem eu já vi. E olha que acho uma perda de tempo, Caras e Quem. Foi sem querer, fui abrir meus e mails e vi uma proposta pra assinar. Parei e vi a capa. Então vim aqui falar sobre Ivete, fama e as reflexões que passam numa cabeça vitimada pela insônia. Sabe que despretensiosamente eu acho? Que eu e Ivete temos muita coisa em comum! A audácia de ter muita personalidade (sim, ser autêntica é uma faca de dois gumes. Ou da muito certo ou a sociedade te execra) . Ela fala o que pensa. A bicha é muito alto astral, esperta e marqueteira. Claro, atender o público cansada muitas vezes é mais um ato de markeing do que de amor. Tá certíssima! Se fosse eu fazia o mesmo. Primeiro porquê ela realmente ama cantar, segundo porquê é óbvio que ela é agradecida aos fãs. Só as vezes sinto pena das pessoas que não vivem a vida própria pra viver a de um artista. Fica ali chorando e perdendo um dia inteiro em uma fila pra chegar mais cedo em um show e depois outra fila depois do show pra entrar no camarim. Digo isso pq ja fiz uma vez. Valeu a pena. Senao eu nao conhecia esse universo. Todo conhecimento é válido. Quando vi aquela fila de gente pra Ivete atender, inclusive, deficientes mentais,físicos, idosos e etc, pensei: Jesus, tão confundindo a mulher com santa! Sinceramente passar uma vida fazendo isso? Quando a pessoa volta pra casa dos muitos shows, novamente a vida dela advinha o que é? A cantora. Blogs, twitter, sites, tudo na esperança de contatar a famosa e quem sabe, não seja um desejo inrustido de ser ela. Outra coisa que tenho em comum com ela é um amigo. Antes da fama dela. Hoje ex amigo, pois não tenho mais contato com ele. Agora ele é produtor dela. No dia que o reencontrei, depois de um show dela em Joinville, tomamos café juntos. Até comentei sobre essa questão prejudicial do fanatismo e que os artistas deveriam não incentivar. Ele concordou.

Afinal quem é esse fenômeno chamado Ivete? Morro de inveja dela. Mas é um sentimento estranho porquê não me depressia. Será que essa é a famosa inveja branca? Deve ser. Porque eu tenho uma admiração incrível por ela. Outra coisa que temos em comum é que ela namora um cara 14 anos mais novo. Muitas amigas apostaram que não dará certo no futuro. Eu não me preocupo com isso porquê pra mim o que importa é o presente. Assim como Ivete, eu me amo. Se o cara me deixar, problema dele, nasci com pré-disposição para ser feliz.Claro que sofreria. Mas tô pouco me lixando pra procurar uma cigana que me diga o que será do amanhã. Acho engraçado as pessoas. Um amigo meu gay também diz que não vai dar certo pelas "diferenças". Ora, quem é ele para falar de diferença? O velho preconceito, mesmo por quem não deveria ter preconceito é uó.

Ah, assim como Ivete,  eu também quero um filho do meu meninão. Só não saio em capa de revista dizendo que eu sou a mulher mais feliz do mundo porquê não sou famosa. Pena que dentre as semelhanças, há uma diferença gritante: eu não nasci para cantar. Quando eu era criança achava que não era tão dificil ser famosa. E jurava que um dia ainda seria. O encanto se desfez. Mas acho que muita gente morre esperando ficar famosa. A mídia nos ensina que ser famoso é tudo de bom, é tudo na vida. Hoje sei que isso não depende muito somente de talento mas de um fator parecido com o da loteria: sorte.

Já acreditei que ser famosa era sinônimo de realização. Mudei. Acho que a fama, além de sorte, é consequencia de suas atitudes e do que você realmente quer pra si.  Pela convivência que tenho com as pessoas, percebo que talvez seja uma busca pro ser humano. Qualquer um. É só vc olhar pro BBB e ver a quantidade de gente que quer ser famoso.

Houve também um tempo (ainda há?) que os artistas tinham raiva dos sisters. Diziam que eles não tinham feito nada para estar ali. Oras, eu me pergunto, tem muito ator bom que não cresceu na vida e não esta la, no lugar mais almejado pela humanidade: a fama. E eles, os artistas globais? Eles estão! Então pra que esse despeito? Isso é arrogante, pois não é so o ator que quer ser famoso. O advogado quer, o jornalista, a estilista, o arquiteto, o pedreiro.. e por aí vai... Não está em questão a inutilidade do BBB. Aliás, não entendo essa raiva toda do programa. Tenho raiva é quando aparece o senador com a cueca cheia de dólar. Mas de um programa que distrai e até promove uma auto- reflexão na gente quando nos identificamos com alguns comportamentos ali dentro, não me da ódio. Até creio que poderiam aproveitar para ajudar alguma entidade, tipo 1 milhão ser do ganhador e 500 mil da entidade previamente escolhida obrigatoriamente pelo participante. Assim, na minha opinião seria bem menos inútil. A "grôbo" pode. É só querer. Mais uma vez falo da tal cultura que tanto menciono nesse blog. Dessa vez abri uma exceção e não é da cultura machista que estou falando. É da cultura do mundo. Da competição, do poder.  E tem famoso que se deslumbra, viu? A propria Ivete as vezes comete umas gafes. Uma vez uma amiga disse que no camarim ela falou pra uma fã que "aparentemente" era humilde, bem assim: "vc ta linda, olha aqui gente, quem disse que pra se vestir bem precisa de grana?". Essa foi uma pra coleção de gafes. Claro, que não é dificil pensar isso em um país pobre. Mas óbvio que rolou o que? aquela velha palavrinha para definir o que meu amigo gay também teve comigo. Como ela sabia se a menina era ou não pobre? Uma hora dessas que eu não quero ser famosa, porque tem que medir tudo que se fala.

 Outra coisa que me da raiva, ta longe de ser o BBB. É o artista ir fazer campanha para as pessoa não comprarem cd's piratas. Ate q parou essa palhaçada, por causa da facilidade de baixar musica na internet. Algumas daquelas pessoas que estavam na fila para ser "abençoadas" pela santa Ivete, vive com um salário mínimo por mês. Enquanto isso, Ivete anda de jatinho pra cima e pra baixo e adora comprar roupas em NY. Aí o artista vem pedir para ninguém comprar CD pirata? Depois de cobrar carissimo no show e em royalties em produtos e o caramba a 4. Brincadeira, né! Comparo as vezes à igreja Universal de Deus. Eles tiram dinheiro da inocência do povo. Longe de eu estar aqui falando mal de Ivete, só dei um exemplo. Até porquê eu ja soube que a própria é super a favor da queda do preço do cd para acabar com a pirataria.

Óbvio qeu eu tenho noção que uma empresa como a de Ivete para sustentar seus altos custos precisa ganhar muito. Eu amo Ivete, mesmo tendo consciência que ela não é santa e nem perfeita. E mesmo sabendo que não adianta eu ir nos shows dela me descabelar para chegar ate ela da forma que eu queria. Como eu queria? Queria ser daquelas que troca babados e sai pra almoçar com ela. Mas infelizemnte, apesar das nossas semelhanças, a nossa distância é muito grande. Nem do meio artistico sou. Mas pra ficar ali pedindo esmola em forma de atenção, todo santo show, e fazer da minha vida a vida dela, não dá.

 Pode ate ser que um dia eu seja famosa, vai saber? Mas sinceramente, daria minha vez para quem quer tanto isso.  Prefiro ser feliz sendo o máximo pros meus filhos, admirada pela minha família e a mulher mais incrível do mundo pro meu namorado. E uma puta profissional. A fama pode ser linda. Mas a busca dela pode ser prejudicial a saúde. Uma coisa é certa: Quando ela vai acontecer não avisa, chega. Para que o desespero então?

18 de jan. de 2010

A imprensa descobrindo o "novo" homem

Ainda na revista Claudia, achei mais uma matéria  interessante:


"Há um novo modo masculino de pensar a vida a dois que pode surpreender as mulheres. Foi o que aconteceu comigo quando comecei a fazer esta reportagem: confesso que não esperava que os homens demonstrassem tanta disposição para discutir a relação. Mas, a cada conversa com um entrevistado, os depoimentos se aprofundavam, trazendo à tona uma visão prática da arte do convívio. Meio desconfiada, fui checar com um especialista. Constatei que, silenciosamente, o sexo oposto tem passado por uma transformação social e também pessoal. E isso faz toda a diferença quando o assunto é namoro ou casamento. “O homem está buscando mais intimidade consigo mesmo.
Esse processo inclui intensificar o papel de pai e valorizar outras esferas da vida. O aspecto profissional não é mais o único foco importante”, esclarece o psicanalista Sócrates Nolasco, autor dos livros O Mito da Masculinidade e A Desconstrução do Masculino (ambos Editora Rocco). Esse contexto favorece um bom encontro com as mulheres. Mas, para viver um amor adulto, ambos enfrentam desafios. “O casamento convoca os casais a gerenciar as frustrações e expectativas – às vezes irreais – em relação à vida a dois. É um exercício para um vínculo maduro”, diz o psicanalista. Se os homens estão vibrando numa frequência nova, é hora de atualizar o arquivo feminino. "

PS: quero salientar uma coisa: eu como repórter não teria ficado tão surpresa, quanto a repórter que escreveu essa matéria. Não fico surpesa com as constatações dos novos tempos que é praticamente a descoberta de que homens são sensíveis e querem o mesmo que nós mulheres: ser felizes. O que me deixa surpresa hoje em dia é ver ainda gente (principalmente mulheres)  machista e matérias machistas.

17 de jan. de 2010

sobretudo, para estar com alguém, é preciso aprender a amar.



Primeiro vem a descoberta das afinidades e a explosão da paixão. Depois, alguns casais simplesmente não se aturam mais - enquanto outros constroem um relacionamento vivo e gratificante.
A psicoterapeuta LIDIA ARATANGY fala sobre o fator que explica percursos tão diferentes

De repente, no meio do burburinho da festa de fim de ano, Fernanda sentiu o tuiiimmm. Ela conversava fazia menos de meia hora com o novo colega, mas não podia haver dúvidas: estava diante do homem da sua vida! O entrosamento entre ambos parecia mágico, tinham os mesmos gostos e opiniões - aceitaram e rejeitaram praticamente os mesmos salgadinhos. E Pedro era capaz de se antecipar até à sua sede - pois, quando ela se virou para procurar o garçom, Pedro já lhe estendia a taça de champanhe sem que ela dissesse uma palavra! Aquele relacionamento já nascia pronto e os próximos encontros confirmaram a primeira impressão. Em poucos meses, estavam casados. E felizes. Então, houve o grande desencontro. Pedro chegou em casa depois de um dia de trabalho tenso. E na conversa que tiveram cada um falou no seu idioma:

FERNANDA ? Oi, tudo bem?
PEDRO ? Tudo bem.
FERNANDA (desconfiada) ? Tudo bem mesmo? Você não está com cara de tudo bem...
PEDRO (constrangido) ? Não há nada de errado comigo, já disse que está tudo bem!
FERNANDA (aflita) ? Alguma coisa deve ter havido para você estar assim estranho!
PEDRO (irritado) ?Não houve nada! Só estou cansado, quero ficar um pouco sossegado no quarto, não se preocupe.
FERNANDA (solícita) ? Quer que eu prepare alguma coisa pra você?
PEDRO (aos berros) ? Pára com isso! Não quero nada! Me deixa em paz!
Mas por que se cavara tamanho abismo entre eles? Por que os dois se sentiam desamados e incompreendidos, incapazes de entender a repentina quebra de comunicação entre eles? Não basta o encantamento do primeiro encontro: é preciso aprender a amar.

No início de um relacionamento amoroso, os parceiros procuram e reforçam sinais que confirmam a fantasia de que têm um encaixe perfeito. As afinidades são valorizadas e as mais estranhas alegações são feitas para reafirmar que os apaixonados são uma única alma em dois corpos: "Ele adivinha meus pensamentos, não preciso terminar a frase para que me entenda!" Ou: "Você acredita? Ele também detesta suco de caju!"

Dificilmente um casal se forma sem passar por essa etapa. Mas nenhum casal tem chance de desenvolver e aprofundar o relacionamento se não for capaz de ultrapassar essa fase e de encarar as inevitáveis diferenças. Afinal, nem todos os nossos pensamentos são óbvios e os sabores de sucos são variados demais para que os parceiros sempre concordem em suas preferências e ojerizas. Então, à medida que a intimidade aumenta, a comunicação entre os parceiros se complica - e eles acabam por descobrir que não falam a mesma língua.

A linguagem do afeto não é universal. Nosso modelo de amor deriva dos vínculos afetivos que conhecemos nos primeiros tempos de vida, na linguagem sutil, cheia de meios-tons, que impregna o relacionamento da mãe com seu bebê. A maneira como ela o pega e acaricia, o tom de voz que usa para se comunicar com ele, o olhar que lhe dirige quando o limpa, veste, desveste - tudo isso é captado pelo bebê, que aprende, por meio desses sinais, o que é amar, o que significa ser amado. A partir daí, a criança estabelece internamente um código da linguagem do afeto, montando uma espécie de glossário, no qual o amor é definido como aquilo que os pais sentem por ela - e os sinais que expressam esse sentimento são os que ela percebe no contato com os pais.

Fernanda, por exemplo, estava acostumada a encontrar a mãe à sua espera quando voltava da escola. As pessoas de sua família têm o hábito de falar abertamente sobre o que sentem e acreditam que a intimidade se tece a partir desses momentos de encontro, quando as emoções são expressas, compreendidas e partilhadas. Na casa de seus pais, o afeto se traduz por uma preocupação com os sentimentos, um cuidado em entender o que se passa com o outro e um carinho para mitigar suas aflições. Na família de Pedro, os afetos percorrem caminhos diferentes. Lá, o valor maior está em respeitar a individualidade do outro, em não invadir seus sentimentos, para que as pessoas da família se sintam independentes e livres para expressar emoções quando e como acharem melhor.

Isso não significa que Fernanda seja mais amada do que Pedro nem que a mãe de Pedro seja indiferente às emoções de seu filho. Significa apenas que as duas famílias têm diferentes códigos para a linguagem do amor. Infelizmente, o parceiro não vem com uma bula pendurada no umbigo, em que a gente possa ler o código no qual ele esteve imerso durante a infância. Tudo seria mais fácil se houvesse uma espécie de manual de instruções explicando o significado de cada gesto, as indicações e contra-indicações, os efeitos colaterais etc. Como não existe nada desse tipo, é preciso reconhecer que o vínculo não está pronto como se queria acreditar: a tarefa de decifrar o código de amor do parceiro apenas começa quando o casal se forma.

O cinema nos ensina que é possível aprender a amar. No primeiro filme sobre o conto A BELA E A FERA, de 1946, Jean Cocteau nos faz amar Jean Marais no papel da Fera sem ao menos transformá-lo em príncipe. Como a Bela, ficamos apavorados quando surge aquele animal grotesco, de pêlo longo e áspero e garras pontiagudas. Mas nos comovemos, como a Bela, quando a Fera passa a visitá- la em seus aposentos, todas as noites, para falar de sua solidão, sem jamais fazer um gesto mais brusco ou uma entonação de voz agressiva: apenas, antes de se retirar, pedia a moça em casamento. Bela, delicadamente, declinava do pedido, mas este a cada vez parecia menos absurdo - tanto para Bela quanto para a platéia, cujas emoções vão se modificando de tal forma que, ao final do filme, estamos todos totalmente entregues ao olhar apaixonado e aos desajeitados gestos de ternura da Fera.

Outro mago do cinema, nos submete ao mesmo processo. A primeira impressão provocada pela imagem do E.T. é de susto diante de sua figura grotesca, de repugnância por sua pele de réptil. Com o correr do filme, tudo muda de significado: ficamos inundados de ternura por aquele serzinho desamparado, cada espectador quer segurá-lo no colo, aquecê-lo, protegê-lo. E isso Spielberg consegue sem mudar absolutamente nada na figura do E.T., nem sequer a iluminação que incide sobre ele. Toda a mágica se faz na nossa maneira de enxergar e entender a personagem.

Pois muitas vezes, no meu trabalho de terapeuta de casais, tenho a impressão de assistir a filmes como E.T. e A BELA E A FERA passados de trás para a frente: me vejo diante de histórias que começam no encantamento para, não raro, desembocar na repugnância e no horror. Na maioria dessas histórias, encontro nos parceiros a mesma perplexidade diante da deterioração de um vínculo que ambos prezavam - mas do qual ambos descuidaram, por desencanto ou distração.

Remonta aos gregos o mito do ser hermafrodita, que, cortado ao meio, viu-se condenado a passar a vida em busca da metade que lhe devolveria a completude. Viria daí a imensa necessidade do ser humano de procurar pelo parceiro certo para sentir-se enfim inteiro.

A idéia sobrevive até nossos dias praticamente sem transformações: continuamos a acreditar que existe um outro que nos completa, sem o qual permanecemos como inválidos, incapazes de dar conta de nossa fragilidade. Ao encontrá- lo, já não precisaríamos fazer mais nada, a não ser descansar à espera da conseqüência natural: "felizes para sempre". Expressões como "a metade da minha laranja", "minha cara-metade", "feitos um para o outro" confirmam o mito e reforçam a idéia de que, uma vez formado o casal, a relação amorosa estaria pronta e acabada. Ledo e perigoso engano.

As pessoas que se prendem a essa fantasia tendem a desistir do relacionamento diante da primeira dificuldade, guiadas pela crença de que, se o encaixe não é perfeito, houve engano na escolha do parceiro. Algumas passam a vida nessa busca, outras optam por relações episódicas, sem intenção de continuidade ou aprofundamento. Os casais que têm mais chance de permanência são os que se dão conta de que a perfeição não faz parte do universo dos humanos - e se dispõem a batalhar para tornar o relacionamento vivo e gratificante, abertos à descoberta de si mesmos e do parceiro.

Difícil é a tarefa de revolver e adubar esse chão, tantas vezes calcinado por mágoas e ressentimentos. É preciso mantê- lo poroso e fértil, livre das ervas daninhas, que aí medram com facilidade. Lavrar o território afetivo é cotidiano trabalho para toda a vida. Mas o aprendizado do amor não é mesmo tarefa para preguiçosos nem distraídos.

25 de nov. de 2009

ser dondoca ou não ser?

           (Abaixo foto meramente ilustrativa, amiga. Não sou contra você repaginar seu layout.)

Faz tempo que tô com a ideia de escrever um texto com esse título. Mas eu andei sem tempo. Trabalhando muito como sempre. Adoro! Bom, sei que não tenho muitos seguidores, mas escrevo porquê adoro minhas convicções. Convencida? Não, eu apenas me valorizo e tenho certeza que meu senso de justiça é especial. Ainda bem que a internet existe. Assim posso ter meu diário aberto à todos e quem sabe, um dia, mais gente refletindo sobre a importância do feminismo na sociedade. Sou muito feliz por ser eu. E por tentar de alguma forma estimular o pensamento fora do quadrado nas pessoas.

Hoje a causa desse post é que andei fazendo enquete com algumas conhecidas e amigas. Assim: impercptivelmente, sutilmente, delicadamente. Não era um enquete propriamente dita, mas conversei com algumas mulheres e incitei o tema: "dondoca". Mas claro, sem dar minha opinião. O resultado da minha pesquisa foi surpreendente. A maioria das mulheres, pelo menos 95% das 15 que conversei, sonham em ser dondocas. Dessas que não fazem nada da vida, sabe? Dessas que adorariam ter um marido provedor dos seus devaneios consumistas e não fazer mais nada além de gastar, fazer plásticas e ir ao salão.
Fiquei bege! Gente, enquanto isso o mundo gira e as pessoas morrem de fome. Enquanto uma menina passeia no shopping diariamente e toma café com as amigas em confeitarias chiques, as coisas estão acontecendo!

Eu, neurótica? nãoo! Um amigo meu disse que sou! Só porque nao aguentei um e-mail que recebi e uma amiga que dizia tinha uma poesia com teor machista e mostrando a mulher como objeto. Não lembro bem mas era algo como um cara fazendo uma poesia para a mulher meio que estimulando ela a ser dona de casa e a mulher respondia dizendo que queria mesmo era ser dondoca e gastar o cartao de credito dele. Respondi o e-mail em tom de brincadeira e tal pois eu sou feimnista, mas estava do lado do marido, porque se é ele quem rala e põe o dinheiro em casa ela teria mais era que fazer os serviços de casa no capricho. Se não quer essa vida, va à luta querida! Ah tem cuidar das crianças? o pai nãooo? ahh, me poupe! Pense que esse meu amigo respondeu com grosseria e ainda me disse que toda mulher deveria querer isso mesmo! Nossa, fiquei chocada! São os velhos conceitos e essas piadinhas que não extinguem o machismo.

Sou feliz, faço compras no shopping, vou ao salão, mas não faço da minha existência o meu próprio umbigo. Só isso!  Sou feliz sendo uma mulher que não norteia seus valores só nisso. Sou muitíssimo feliz em lutar contra o machismo, em fazer trabalhos voluntários quando dá e em colaborar todo mês com a Pastoral da criança em um débito automático na minha conta todo mês há mais de 3 anos. Sou mais feliz ainda em não ficar em casa só coçando, em ter objetivos e saber que no dia que eu me realizar profissionalmente vou me dedicar ao mundo. (Ta demorando, sofri algumas desilusões profissionais, mas sei que todo sucesso passa por fracassos). Como assim, me dedicar ao mundo? ah, mulheres me desculpem as que escolhem ser dondocas, mas acho isso um atraso de vida. Quando eu parar de trabalhar, vou fundar uma ONG, promover chás beneficentes, fazer campanhas de preservação do mundo e coisas do gênero. Já faço tudo isso hoje, mas em pequenas porções. Digo: vou intensificar e me dedicar mais.

É claro que eu não tenho culpa dos miseráveis em Angola e Moçambique. Mas dormir cheia de rugas com botox e jóias não e meu objetivo mesmo! Quero dormir mesmo é com a consciência tranquila, mesmo que tenha um botoxizinho ali e outro aqui. (coisa pouca, pq exagerado é uó.. conheço uma mulher da minha idade que meteu botox p ficar com labios mais grossos, e coitada nao sabe como ficou horrorosa. Conheço outra que era linda! meu Deus, duas bruxas!)

Mulheres dondocas, queridas... me desculpem se as magoei. Mas é que minha missão no mundo é tentar alertá-las de que da para ser feliz não olhando apenas para si. Quero ter dinheiro para viajar, comprar roupas e etc... mas não quero nunca que o dinheiro compre meu cérebro.

Masturbação feminina, uma reflexão social sobre o tema.



Achei esse vídeo em um tópico da comunidade feminista do orkut. Achei bem interessante. Não existe nada mais machista do que a lenda de Eva e Adão. Minha opção religiosa não interessa a ninguém, respeito todas as religiões, mas sinceramente, não existe nada mais ridículo do que a historinha que um dia inventaram sobre como começou a mulher no mundo. E ainda tem gente que acredita. Seja católico, evangélico, sei la o que, mas por favor, não concorde com tudo que a bíblia prega.

Não entendo como alguns seres humanos têm tanta inteligência e ao mesmo tempo não questionam velhos contos como esse da bíblia. As vezes fico pensando quando conheço alguém machista e até entendo quando é uma pessoa que teve o cérebro pouco estimulado, não tem estudo e tal. Assim é bem mais fácil absorver conceitos enlatados que os povos antigos cravaram culturalmente e que como uma praga, se alastrou sobre os séculos.
O menino bicho, que vive no mato nos "cafundó de juda", tudo bem. Ele não foi à escola. Ele não leu. Ele não difere muito de um ser irracional. Mas foge o meu entendimento um advogado, analista de sistemas, engenheiro, médico e por aí vai, sendo machista.
A palestra é sobre masturbação feminina e consciência de que a mulher tem o mesmo desejo biológico que os homens. Pena que o vídeo não está na íntegra.
Sabe, essa palestrante deveria dar palestras aos homens explicando como funciona o corpo feminino. Muitos ainda não tem a ciência de que biologicamente as sensações de prazer são parecidas e muito menos entendem sobre orgasmo clitoriano, que é o que acontece em pelo menos 90% das mulheres. Sei disso porque quando o assunto é sexo com minhas amigas o comentário é sempre parecido. O problema é que as mulheres muitas vezes são machistas e têm vergonha de falar o que sentem ou não fazem certas coisas porquê não querem ser tachadas disso ou daquilo.
Vejam o vídeo. Vale a pena!

5 de nov. de 2009

Eu, você, TODOS pela educação. Não só as mães.


"Eu,você, todos pela educação." A nova campanha do governo. Então pq falar só da responsabilidade de mãe?

OK, lindo texto, Claudia Abreu. Só acho que sua campanha falando como mãe sendo a única responsável pela educação do filho reforça o patriarcado eminente ainda na nossa sociedade. Concordo com tudo, menos com a frase "mãe presente que confia no filho, faz com que ele confie na sua capacidade e aprenda muito mais na escola".
A frase seria perfeita se fosse assim: "pai, mãe ou responsável presente, que confia no filho, faz com que ele confie na sua capacidade e aprenda muito mais na escola".
Essa coisa cultural de a mãe ficar em casa cuidando dos filhos está mudando, então porque não fazer uma campanha mais adequada aos novos tempos?

Meu filho tem um colega que é criado pelo pai desde que nasceu. A mãe ele nem conhece direito. O que uma criança como ele vai pensar dessa campanha? que o pai não serve?

Linda campanha. Maravilhosa, afinal a educação é o segredo contra à marginalidade. Mas se eu fosse a pessoa da agência de publicidade, eu colocaria vários artistas falando, homens, mulheres... pessoas e não só mães.

Aliás, se eu for começar a falar de campanhas publicitárias aqui, também diria para pararem de fazer propaganda de eletrodomésticos e panelas se referindo só às mulheres. Hoje em dia cena comum é homem sozinho fazendo compras nos supermercados e passeando com seus filhos nos calçadões da vida. Diria também para parar de fazer comercial de cerveja com mulher objeto ilustrando. Parece que essas pessoas não frequentam as baladas para perceber que boa parte das mulheres estão com uma long neck ou algum drink na mão.

Mulheres, vamos mudar os conceitos!

Link da campanha:

http://www.youtube.com/watch?v=Lw7SAkOXrFw

3 de nov. de 2009

O que é ser bonito para você?



Essa coisa de generalizar é muito engraçado. Esses dias um amigo meu disse que voltou dos EUA com ódio aos negros. Diz ele que porque foi maltratado por ser branco. Certo, e o que a cor negra tem a ver com esse ódio? acho que essa raiva tem mais a ver com um grupo de negros, uma comunidade negra uma questão cultural que ainda existe no EUA, do que com a raça negra. Mas enfim, o blog aqui é sobre mulheres, foi só uma introdução para entrar no assunto generalizações. Outro dia fui à um evento com um amigo. Não é que em rodinha com uma outra mulher na qual fui apresentada na hora (muito simpática por sinal) do nada ele saiu com um: "nossa como vc é linda e fina!" se virou pra mim e disse: nao fique com raiva, se virou novamente para a outra e disse"mulher é invejosa, não assume que outra é bonita". O mais engraçado é que em nenhum momento eu abri minha boca, então como pude ser julgada como invejosa?. Ele disse que a moça era a cara de uma atriz famosa. Ela era bonita realmente, tinha 37 anos e aparentava menos. Mas na minha opinião da tal atriz, ela só tinha a cor dos olhos e zero traços. O que me indigna são certas generalizações. Primeiro, não acredito que todas as mulheres são invejosas, ate pq eu estou muito feliz com minha imagem e minha autoestima vai muito bem obrigada. Segundo, porque acredito que beleza é um conjunto de fatores, nessa minha crença eu seria hipócrita se dissesse que aparência não conta, mas não é o fator primordial. Seria uma soma na pessoa: dentes limpos com um mínimo de alinhamento, um cabelo arrumadinho, cheirosa, uma roupa que combine com o biotipo (para se vestir bem não é necessário ter tanta grana mas bom gosto, ja dizia a estilista Erika Palomino) uma conversa legal, uma boa energia, e simpatia. Acho que qualquer pessoa pode ser bonita e sou completamente a favor de plásticas, dietas, aparelho e clareamento nos dentes... hoje em dia qualquer balconista ou diarista pode fazer um esforcinho e pagar um tratamento de dente, comer mais equilibradamente e comprar uma roupa legal. Tem muita gente rica que é brega, hein? E tem muita gente que nem é rica e se veste massa. Então muitos podem ser bonitos. Exeto quem vive (infelizmente em estado de extrema miséria) .

Acredito que boa parte da beleza da pessoa está no jeito de ser. De tabela esse meu amigo  me chamou de feia, né? Sim pq se eu sinto inveja da tal moça é pq ele insinuou isso! kkk Eu poderia dizer que esse comentário só podia ter vindo de um "veado", mas prefiro não generalizar pq conheço muitos homossexuais inteligentíssimos que sabem ser super engraçados sem ser inconvenientes.

Ser educado é bonito e a beleza é sempre muito relativa. Garanto que o marido da Preta Gil adora o corpo dela, eu particularmente acho ela linda,  pois ela é uma gordinha bem distribuída, tem uma pele linda, um rosto lindo, um cabelo, uma simpatia e uma energia que nem se fala. Super sexy!Também aposto que o marido da tal loira também  a acha maravilhosa. E afirmo que o meu namorado está muito feliz com meus olhos "abuticados" (traduzindo: meio grandes que eu preferia que fossem menores, mas diz ele que adora), meus beiços a la botox natural (que eu gosto), meus seios sem silicone (até ter o terceiro filho) e minha magrelice (preferia ter pernas grossas, mas uma musculação pode ajudar). hehehe

O mais engraçado é que essas pessoas vazias nao percebem que enquanto isso, a vida passa e ela nao vive a vida dela e sim a vida que impressiona os outros. Bom, como assumo minha ausência de imparcialidade em relação ao que eu prego, aqui vai mais uma opinião: acho ridículo à supervalorização aos padrões de beleza e às grifes que as pessoas cultuam. Ja conheci um garçom que morava de aluguel, mas tinha tênis de marca daqueles "Shox" de R$ 700,00. O cara não construiu nada na vida e gastava isso tudo em um tênis? é mais um trouxa vítima da mídia. Enquanto isso os donos das empresas e pessoas que trabalham pra valer pra despertar o desejo nos consumidores, ficam ricos. E estão certos! Eu amo publicidade e acho lindo uma marca que constrói conceitos. A Nike por exemplo, não vende tênis, mas o "espírito vencedor". Tem mais que convencer os outros mesmo. O mundo é dos espertos. Sou contra estereótipos e machismo na publicidade. Mas sou louca por campanhas bem boladas ou engraçadas.

Sobre ser esperto, qualquer trabalhador honesto pode ser. Já ouvi falar de história de garçons que foram mais inteligentes: souberam batalhar em busca de outros objetivos, estudaram o mercado, juntaram uma graninha, não priorizaram o Shox, mas o conhecimento, souberam investir e hoje são donos de restaurantes, moram em casa própria, têm muito além de grifes no armário, e, por terem sido pobres, ainda ajudam a pagar o estudo de crianças pobres. Essa é a sacada!

Conselho de uma mulher que gosta de promover a diversidade da beleza: pessoas, sejam bonitas, se valorizem, se gostem e arrumem uma coisinha aqui e outra ali qdo der, mas nao façam disso sua fonte de felicidade. Tenha objetivos, isso traz beleza! Uma pessoa fútil vive em função dos outros. De mostrar o que é por fora, o que tem o que não tem. A vida pode ser muito mais que isso!


Bjos e um excelente dia para quem se ama!

14 de out. de 2009

Idade por Lya Luft


Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.

A fonte da juventude chama-se "mudança".

De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho...

Lya Luft

29 de set. de 2009

Susana Leal no programa do Jô


Quem é Suasana Leal? eu tb não conhecia. É uma mulher que foi entrevistada no Jô esses dias e ganhou minha admiração. Ela é dona de uma marca de lingerie, a "Pselda"que tem uma proposta diferente. Vou dizer alguns motivos:
Ela conseguiu formar uma clientela porque foi um pouco psicóloga além de vendedora, levantando a auto estima das mulheres em qualquer situação independente dela estar nos "padrões". (me refiro a estar magra e ser jovem).

A coleção tem sutiãs de amamentar e cintas com estampas de oncinhas, ou seja, tem o intuito de ser sensual para as mulheres que são mães mas querem ainda ser amantes dos pais dos seus bebês. Sim, pq a mulher ter bebê não siginifica que a partir de agora ela é só mãe, né? achei a idéia o máximo (eu só aperfeiçoaria mais e modificaria os formatos. Vi no site da Fruit de la passion uma calcinha assim que parecia uma cinta, vejam la: http://www.fruitdelapassion.com.br/principal_atelier.htm   As peças significam o adeus às cintas convencionais e a depressão pós parto causada pela falta de tesão que temos em nós mesmas quando nos olhamos no espelho com aquelas peças terríveis.

Outra coisa que achei demais foi quando ela disse que não fosse dona da empresa de lingeire, iria investir numa casa de happy hour para mulheres. Tipo aquelas que tem em São Paulo com lindas garotas semi-nuas para os executivos irem relaxar. Eles não vão só para pagar por uma prostituta, mas para tomar um drink, se reunir com os amigos após o trabalho e ver aquelas mulheres garçonetes lindas e gostosas prontas para fazer massagens ou so para limpar a vista deles. Ja pensou o contrário que legal? As executivas sairem do trabalho e se reunirem em um ambiente assim? cheio de garçom cheiroso, gostoso e semin-nu? só para dar uma aliviada no stress, como eles fazem! Achei a idéia muito boa. "Se eles podem porque nós mulheres não podemos, né?", disse a empresária.

A Susana é gordinha, quarentona, ou seja fora dos padrões da mídia, mas uma mulher linda. Me encantei vendo ela falar daquele jeito, tão desenrolada e com idéias tão bacanas. Talvez ela não saiba, mas ela é feminista. Sim, ela nao deve saber que é porquê tem muita mulher por aí que pensa que feminismo é femismo, ou seja o contrário de machismo. Mas não é, hein? (ja falei disso nesse blog, mas como corro o risco de alguém ler só esse post, deixo bem claro aqui de novo).

Ah, ela falou outra coisa que concordo demais. Ela disse que as quarentonas são injustiçadas na sociedade, pois o homem com essa idade ainda é interessante e a mulher já está ficando velha. (Sim, claro que as coisas estão mudando, mas a mídia ainda reflete essa cultura). Olha que nem sou quarentona ainda, mas tomo as dores porque acho injusto mesmo. Agora que estou com meus trinta e pouquinhos que estou começando a ficar mais experiente, confiante... imagina aos 40? estarei melhor ainda!kkkk Vocês perceberam que estou num dia bom hoje, né? Toda mulher tem seu dia de se achar feia ou sem graça. Pode ser a Madonna. duvido que não tenha... mas enfim, voltando ao assunto,adoro ver pessoas como a Susana. De bem com a vida, ama o marido depois de uns 20 anos de casada, está sempre em busca de fazer coisas diferentes em seu casamento para não cair na rotina ( e consegue) e ainda se preocupa em difundir a idéia que qualquer mulher pode ser maravilhosa. É só querer!

Ta aqui o link do site dela: http://www.pselda.com.br/
Obs: mulheres, se comportem! Cuidado com o consumismo exagerado...aqui fica a dica: cuide mais de você por dentro do que por fora!

25 de set. de 2009

Linda, leve e solteira


Jeniffer, linda, leve e solteira.


Uma das principais justificativas para não se investir no casamento é o trabalho remunerado, que ganhou força nas últimas décadas. Apesar de não haver dados precisos sobre o número de mulheres solteiras - o censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos não pesquisa o fato - estudos localizados apontam crescimento no número de mulheres sem "parceiro oficial".
Foi o que mostrou a tese de doutorado de Eliane Gonçalves Vidas no singular: noções sobre "mulheres sós" no Brasil contemporâneo. Segundo a pesquisadora, o senso comum e a mídia ainda pressupõem o casamento como condição privilegiada de saúde e felicidade, mas atualmente as mulheres solteiras não têm nada de solitárias e insatisfeitas.
"Morar sozinha é para elas um sinal de status. Esse estilo de vida as distingue socialmente como mulheres autônomas e donas de si", disse Eliane. Mas, mesmo seguras de sua decisão, as mulheres não escapam a demonstrações de preconceitos.
A secretária bilíngüe Silvana Lupinetti, 46 anos, se sente menosprezada quando contrata serviços para realizar tarefas tidas como exclusivamente masculinas. "Quando preciso fazer algum conserto em casa ou no carro, sempre me perguntam se tenho marido ou namorado, o que acho muito constrangedor", disse. "É como se fosse obrigatória a presença masculina." Recentemente Silvana foi preterida na escolha de madrinha do filho de uma sobrinha por estar solteira. "Ela me falou que preferia um casal. Fiquei muito magoada e me senti defeituosa. Até porque quem garante que o casal vai ficar junto o resto da vida?", disse.

Famosas e solteiras

Algumas celebridades endossam o coro em prol dos benefícios de ser solteira. Sienna Miller, que já namorou os atores Jude Law e Rhys Ifans, declarou recentemente que adora ficar sozinha. "À medida que envelheço, estou mais e mais confortável ficando sozinha. Estou num estágio da minha vida em que as coisas estão mais calmas e mais controladas", disse a atriz de 27 anos à imprensa internacional.

A solteirice de Jennifer Aniston, 40 anos, é um dos principais assuntos sobre a atriz, desde sua separação do ator Brad Pitt, em 2005. Ela fala sobre o assunto na edição de setembro da revista Elle americana. "Se sou o símbolo do que parece ser a garota solitária tocando sua própria vida, que seja", disse.

Hoje, o assunto faz parte até do discurso de adolescentes como a cantora e atriz Miley Cirus. Em julho, ela postou em sua página no Twitter o comentário: "Estou amando estar solteira, a vida é tão tranqüila".



Etiqueta

Não importa se ela leva numa boa ou não. Alguns comentários ou perguntas não devem ser feitos a uma mulher solteira. Veja quais as piores frases:



- Tenho um amigo para lhe apresentar! (Se a pessoa não demonstra nenhum interesse em conhecer alguém ou a frase é colocada totalmente fora de contexto.)

- Vamos sair? Convidei um amigo para te fazer companhia. (Se essa pessoa "extra" não tiver nada a ver com o grupo ou a situação, não invente. Se você acha que sua amiga solteira vai ficar "sobrando", simplesmente não a convide para sair com você.)

- Está passando do tempo para ter filhos! (Não é coisa que se diga em situação alguma, nem para mulheres casadas)


- Você não pensa em casar? (em algum momento ela pode ate pensar, mas a pergunta soa como cobrança da sociedade.)

9 de set. de 2009

"ah, as mulheres não se valorizam mais!"

"ah, as mulheres não se valorizam mais!"

Essa frase já virou clichê. Mas muita mulher confunde se permitir com se valorizar. Sim, pq muitas acham que se valorizar é não dar de primeira, não usar roupa decotada ou curta. Seguir os padrões machistas, orientar a filha a continuar virgem para ser valorizada. É chamar a colega de puta pq ela optou não ter um parceiro fixo e pratica sexo casual.

As pessoas são diferentes e opções sexuais fazem parte do ser humano e não é característica do sexo feminino ou masculino. Tem pessoas que estão afim de curtição ou de namorar, casar ter filhos... conheço historias de homens que são totalmente fiéis e apaixonados e  mulheres infiéis.Tem pessoas que se apaixonam mais fácil, outras não. Tem pessoas que estão em fases. De beijar muito a mesma, varias ou nenhuma. O mais engraçado é a classificação: homens traem por ausência de sexo e mulheres por ausência de carinho... ah me poupe! Se a mulher quer carinho e atenção arruma um amigo/amiga!

Na minha teoria da lógica contra o sexismo, tem PESSOAS que conseguem ser fiéis ou não. Os motivos das traições sao milhões, ate pode ser ausência de afeto isso ou aquilo. Mas para ambos. Cada caso é um caso. Generalizar jamais.

Vi uma sexta dessa no Globo repórter mulheres que foram entrevistadas dando seu relato pq eram infiéis... elas diziam que era falta de carinho do marido...fiquei com a impressão que o programa pegou várias entrevistas e na hora de editar coloca as que mais convém de acordo com a nossa cultura. Ou as pessoas agem de acordo com as convenções...

Esses dias no Caldeirão do Hulk teve um concurso de musa do brasileirão. A vencedora declarou ser virgem em entrevista. Pelo visto, ela auto-rotulou-se. Não vejo problema em ser, vejo problema em declarar algo tão íntimo para auto promoção. A mãe dela também foi entrevistada e disse: “não sou liberal com minha filha, cuido dela direitinho, não deixo ela sair”. Como se prender uma pessoa fosse a solução para protegê-la das maldades do mundo. Acredito que mais vale o diálogo do que a repressão.Tenho receio de estar julgando, mas vasculhei todas as possibilidades do porquê alguém diria que é virgem em rede nacional e só cheguei à uma conclusão: “ser virgem é bonito, ser virgem é correto, ser virgem é ser admirada, ser virgem é ser uma mulher certinha”. Deve ter sido isso que passou na cabeça dela...sim, pois ngm divulga um rapaz famoso como virgem.

Aqui vai um recado para a “ingênua” mocinha: com esse depoimento você só difunde ainda mais o machismo. Eu entendo que ainda não aconteceu uma oportunidade de vc fazer sexo pela primeira vez com alguém que vc julgasse especial ou um momento propício para isso, mas sinceramente, querida, não coloque uma medalha em si mesma por isso. Isso não compete mais valor a você do que outra moça que já tenha tido relações sexuais.

Mulher que não se valoriza para mim é aquela que fica insistindo em um homem que não a quer. É aquela que diz que toda mulher gosta de homem cafajeste. É a que não entende a diferença entre sexo casual e sexo com amor. É a que finge que não percebe quando 'ele simplesmente não está afim de você" e fica romanceando coisas que não existem. É aquela que sente inveja, que quer ir em cima de homens compromissados, só por maldade, mas não toma a iniciativa quando o cara é solteiro. É aquela que acredita que homens são mais capazes de pilotar um avião, dirigir uma empresa, um Estado ou um carro. É a que não pensa em independência emocional e financeira. É a que coloca para fora de casa uma filha ou filho gay. É a que ensina a filha que mulher é diferente de homem.  É a que prefere ser a rainha da futilidade do que lutar por seu objetivos. É a que pensa mais em fazer a unha do que em ser promovida na empresa que trabalha. É a que não sabe sequer o que é feminismo, nem nunca procurou ler, mas está sempre lendo revista de babados dos famosos.

E puta o que seria? na minha concepção é sinônimo de prostitua, ou seja, mulher que vende o corpo. Nada contra, pelo contrário, sou a favor da prostituição como profissão regularizada. Inclusive acredito que para homens e mulheres, pagar uma pessoa em uma situação de extrema falta de oportunidade de fazer sexo, pode ate ser uma solução emergencial. Melhor do que ficar reclamando que gastou tudo na balada e ela depois " não deu". Ela vai dar se tiver afim, não deposite expectativas e nem tente comprar ninguém, meu caro!

Para os machistas puta é aquela que é “fácil”... mas esses são bem os tipos que pegam ao contrário. Aquela mulher que não foi fácil, fingiu ser quem não era em vários momentos, "deu" depois de meses, mas no fundo tava interessada mesmo era na grana do cara. E daí? Eles também estão interessados na beleza dela. Há uma troca de interesses. A vida é assim! Quer uma mulher por interesse no tamanho da bunda dela? Ela pode até topar, mas pode estar interessada no tamanho de sua conta bancária. Empate no jogo de interesses. Caro, em vez de falar mal, pague logo uma prostituta e deixe de ladainha. Valorize a que assume isso e pronto. Mas não esqueça de assumir também que você é interesseiro e gosta de pagar.

Um homem que rotula e procura como valor primordial em uma mulher quanto tempo ela demorou para “dar” e não procurou prestar atenção no seu conteúdo tem que rever seus conceitos. A mulher que acredita nessa submissão nem se fala...

E para vc? o que é uma mulher se valorizar?

estado civil: feliz!




Vocês já pararam para reparar que a lei é muito antiquada quando o assunto é estado civil? pensa comigo, você é solteira, casa. Não deu certo o casamento, separa volta a ser o que? pela lógica seria solteira, não?

Mas você está condenada à carregar o fardo de divorciada para sempre. Separou-se, amiga, a partir de agora você carrega um registro de que seu casamento não deu certo para o resto da vida. Toda vez que lhe for solicitado um documento, será seu atestado de casamento fracassado que irá valer. Sim, pq que eu saiba, você recebe uma nova certidão de casamento, sendo que com uma observação relatando que houve o divórcio. Não te soa um tanto obsoleto? ou eu sou a única pessoa do mundo a pensar assim?

Tem gente que me diz: então não case! Ah esse pensamento é muito careta! (tão careta quanto ser contra o casamento gay)Terminar um relacionamento é uma fatalidade. Ninguém casa pensando em acabar. Mas se acabar, a pessoa deveria ter a chance de ser uma pessoa solteira again.

Será mesmo que não tem um jeitinho desse negócio ser de outra forma? então já que, por questões burocráticas, não é possível devolverem nossa certidão de nascimento, porque não nos emitem outra de nascimento em vez de casamento, porém com outra numeraçao invalidando a primeira... como se fosse uma segunda via com uma observação embaixo registrando que houve um divórcio. Minha idéia é se livrar do documento onde tem escrito "Certidão de casamento" e nunca mais ver nas fichas aquele bando de opção p marcar um x: casada, divorciada, desquitada, separada, solteira...

Oras, quero preencher minha ficha no cadastro do meu cartão de crédito como solteira. Sabe, a doida de pedra aqui acha que deveria existir apenas dois estados civis: CASADA OU SOLTEIRA. Simplesmente pq ngm tem nada a ver com a vida dos outros...se a pessoa já foi casada ou não. Sinceramente, eu acho que esta questão está mais ligada à cultura do que à burocracia... se a lei se modernizasse e quisesse rever essa questão teria um jeito com certeza de fazer algo legalmente correto mudando essa nomenclatura. Há um tempo li um texto onde dizia que nao faz sentido preencher uma ficha perguntando sua cor (a menos que seja para pesquisa de estatística, sei lá)...eu achei o texto o máximo, agora não lembro onde li. Mas fazendo uma analogia, é mais ou menos isso... que diferença faz se vc é negro, branco, pardo, ruivo, solteiro ou divorciado?
Vi no orkut a comunidade “estado civil: feliz!” e achei móoh legal!
PS: Outra coisa que quero comentar aqui: as pessoas têm uma mania de achar que ser feliz é estar com alguém. Estou namorando há um tempinho e estou feliz, sim. Mas antes de namorar eu não era infeliz. Mas o que recebo de comentários nas fotos que estou com meu namo la no meu orkut  do tipo: “ que bom te ver feliz". Recebi um recado de uma velha amiga que dizia: “sempre achei que ia te ver feliz um dia e é tão bom te ver agora assim...” É óbvio que eu não posso ser grossa e dizer: minha filha,você ta enganada, eu sempre fui feliz! hehehe. Eu diria que estou vivendo uma nova fase da minha vida e que meu namorado me faz feliz sim. E diria que sei que muita gente busca um amor porque é muito bom ter com quem compartilhar planos. Mas passei 8 anos solteira e compartilhei planos comigo mesma, com amigos, viajei sozinha, curti meus filhos. Durante minha solteirice eu fiz coisas que não faria namorando. Assim como hoje faço coisas que não fazia quando estava solteira. As duas condições podem ser boas. Ser feliz não é um estado civil, mas um estado de espírito!

29 de ago. de 2009

Amor e sexo, segundo a Rede Globo


Amor e sexo o novo programa da Globo. Alguém viu alguma novidade? Ate que eu achei engraçadinho, mas ta mais para entretenimento do que informação contemporânea. Pegaram uma sexóloga daquelas do tempo da minha mãe que não se atualiza faz pelo menos uns dez anos. Tudo que ela disse foram aqueles velhos conceitos que todos conhecem. Ela falou o que tenho mais pavor em relação ao machismo sexual: “ mulher é mais ouvido, homem é mais visual... homem basta ver um corpo nu, a mulher não...”

Ainda bem que pelo menos escutei uma coisa bem moderninha do Alexandre Borges, que era convidado do programa. Perguntaram para ele se ele acha vulgar a mulher a mulher que "dá" na 1º noite. Ele respondeu: " o cara sai com a mulher, tem uma noite maravilhosa, transa numa boa com ela e depois fala mal? para mim o cara que pensa assim é um mau caráter". Bravo! A partir daí achei que valia a pena ter esperanças. Amo pensamento de alguns artistas. Eles são super pra frente! Tem obrigação de ser! São eles os formadores de opinião.

 Mas voltando a sexóloga, ai, ngm merece viver antes de sua época. É dose você ver tudo isso na mídia e não poder fazer nada. Queridos leitores, existe uma sexóloga maravilhosa a laura Muller que sempre está no Altas Horas. Ela é uma mulher atualíssima e sempre deixa claro essa questão cultural a frente da questão “visual”. Sempre rola esse tipo de comentário quando o assunto é sexo. Ja vi ela explicando que isso não existe de que os homens são animais mais institivos que a mulher. Não só isso, ela é o máximo.... uma vez ela falou que nas pesquisas as mulheres dizem que transam a metade do que transam de verdade e os homens dizem o dobro... entao a partir daí que saem os resultados.

Logo se vê que não são verdadeiros... ou seja, só servem para perpetuar a mentira que sustenta o machismo. Ai, que assunto repetitivo nesse blog,não? Confesso que até eu acho um saco falar tanto nisso. Mas é que me sinto tão enfraquecida quando vejo que a luta das feministas ainda tem tanto chão contra o da mídia ... Eu realmente me incomodo em deixar as pessoas tomarem baldes de lavagem cerebral e aceitarem coisas sem lógica no ponto de vista biológico. Simplesmente porque sei que as verdades tidas como verdades durante um tempo só são verdades até quando são contestadas. Foi assim que descobriram Ainstein, Isaac Newton... O que mais me incomoda são as generalizações: homens são assim, mulheres são assado. Mas o povo adora! É tanto que os livros mais vendidos são: Mulheres são de Venus, homens são de Marte... Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? Por que os homens jogam e as mulheres compram sapatos? QUANTA PORCARIA! E para fechar com chave enferrujada (sim, não é chave de ouro kkk) "O que as mulheres inteligentes devem saber..." este último, sem comentário... a ditadura da cultura feminina está explícita nele com machismo implícito. Tipo: comporte-se de tal forma e assim agrada um macho...

Aaaaaaaaaaaaaaaa preciso de uma máquina do tempo...

queridas tataranetas,

Tudo bem? Queria saber se além de existir turismo na lua, a mulher e o homem têm os mesmos direitos... a tataravó gostaria muito de poder ser transportada numa máquina do tempo e ir fazer uma visitinha aí por 2080. Tenho certeza que vocês vivem tempos mais justos para nosso gênero. Dediquem-se, sejam grandes mulheres, abominem o machismo no mundo, riam do passado, aproveitem para semear justiça social de todos os gêneros... lutem e nunca esqueçam que eu fui uma das mulheres que contribuiu para a erradicação do machismo no Brasil! Já dizia, Marthin Luther King... "Se cada um for a semente que o vento espalha..."

Bjs da vovózona prafrentex,

Liana