24 de abr. de 2009

A mulher que desafiou o Islã e a cultura machista

Ayann que é mulher de verdade
Eleita pela revista Time como uma das cem personalidades mais influentes do planeta e premiada por seu trabalho a favor da liberdade de expressão e dos direitos das mulheres, Ayaan teve uma vida de revezes e sofreu na pele as brutalidades do fundamentalismo religioso. Sofreu excisão do clitóris aos cinco anos de idade, na maturidade rompeu com o Islã e fugiu do seu país para a Holanda, onde conseguiu asilo político para não ser casada a força pelo próprio pai. Em 2004, teve seu companheiro de trabalho, o cineasta Theo van Gogh, assassinado por conta do filme Submissão, que ela roteirizou e que criticava a situação da mulher no Islã.

É incrível saber que no mundo ainda se pratica, em alguns países, a circuncisão feminina. Parece coisa do passado, mas o problema ainda é contemporâneo. Na verdade, acho mais apropriado usar o termo mutilação feminina. Circuncisão nos homens é a retirada de uma pele do pênis para ajudar e não para prejudicar o órgão genital. No caso da mulher, há uma retirada total do clitóris, grandes e pequenos lábios. A vagina é costurada, ficando apenas meio cm para a saída da menstruação. Tudo para deixar a mulher completamente submissa ao homem e para garantir sua "virgindade".

No dia da noite de núpcias, e,  para sempre, a mulher sentirá terríveis dores durante o ato sexual.
E ainda tem homem (aqui no Brasil também ñ se iludam) que acredita que o prazer sexual é instintivo e inerente ao homem. (Não, nós mulheres fazemos exclusivamente por amor...jamais por instinto!) Pudera, um mundo onde ainda a submissão é uma realidade, alguns machos da espécie humana só podem crescer pensando isso mesmo. Mas eles deveriam raciocinar que se fosse da natureza só deles nós já teríamos nascido sem o clitóris, não?

No Oeste da África, a prática da circuncisão é mais comum. No Egito, a prática já era proibida, mas só em 2007 a morte de uma garota de 12 anos desencadeou apelos de grupos dos direitos humanos para o governo e médicos para cessá-la.

“Minha mãe e meu pai juntos me seguraram. Eu gritava de dor e me cortavam, cortavam, cortavam. Demorou tanto..." A "operação", em seu caso, foi feita com uma tesoura de alfaiate -normalmente são usadas facas ou lâminas de barbear, sempre sem anestesia. Depoimento de uma mulher submetida à prática de circuncisão na Somália, Nifda Mohammed, 29 anos se referindo a época que sofreu o procedimento, aos 9 anos.

Minhas netas ou bisnetas ficarão horrorizadas quando souberem que isso acontecia no mundo ainda quando eu era viva. Do mesmo jeito que eu fico quando lembro que meu bisavô ainda nasceu na época da escravidão.

A humanidade é mesmo absurda. Enquanto bilionários e corruptos estão usufruindo de uma vida regada a egoísmo, ganância, compra de pessoas e objetos, outras morrem de fome. Mulheres são mutiladas e condenadas à dor, ausência de prazer sexual e vida completamente submissa. Ainda tem gente que acha que ser"nobre"é ter luxo e sobrenome de família rica. Não sou contra ser rico, acho o dinheiro necessário, gosto e viagens e festas dentre outras coisas que o maldito proporciona, mas acredito que tem muita coisa no mundo que poderia ser resolvida se mais pessoas se engajassem nas lutas pelos direitos humanos. A ignorância é o maior mal de todos os tempos.

Ainda bem que no mundo existem pessoas como Ayann Hirsi que não se calam diante da perplexidade de viver uma cultura onde ainda fazem uma prática tão bizarra como esta. Como se explica uma mulher de origem pobre que nasceu na Somália, foi circuncidada aos 5 anos, comeu o pão que o diabo amassou mas mesmo assim desfiou o Islã com seu ativismo político e luta pela insubmissão das mulheres?

No programa Roda Viva que ela participou aqui no Brasil, a repórter comentou que não entende como ela pode ter se transformado numa pessoa tão tranquila sem ter tido nunca nenhum tipo de terapia nem apoio dos pais nem nada.

PS: Enquanto isso, menininhas são criadas mimadas sem saber as coisas reais do mundo. Provavelmente são as que no futuro viverão a base de anti depressivo, terapia, drogas... tudo bem, eu sei que depressão é um problema sério. Mas em muitos casos, as meninas estão atravessando uma fase. Os pais na tentativa de acertar, já ficam nervosos enviando suas crias para psicólogos que nem sempre são competentes. Acredito que muito diálogo e pouco alarme poderiam ser úteis antes de qualquer outra medida. As vezes o problema é simples: as “burguesinhas” vivem num mundo cor de rosa. Quando percebem que é de muitas outras cores entram em choque.

Taí um livro que toda mulher ( homens também, mas se nós mulheres não formos as mais conscientes, nada mudará) devia ler: “Infiel” de Ayann Hirsi Ali.

22 de abr. de 2009

Licença paternidade já!


Uma reflexão sobre licença maternidade



Uma vez eu estava no escritório há uns dois anos e nos corredores o papo era sobre a mudança da lei dos 4 meses de licença maternidade para 6 meses. Eu me meti e disse: sou contra. Todas as mulheres me olharam com aquela cara de repressão. Mas calma, não que eu seja contra porque não acho justo. Acho justo ate demais. Mas so acho quando o pai também puder tirar os 4 ou 6 meses de licença maternidade. Porquê? Porquê enquanto só nós mulheres nos afastarmos do cargo haverá discriminação. Se já não querem contratar por nos afastarmos por 4 meses, que dirá por 6? Me lembro bem que meu pai era empresário há alguns anos e quando estava procurando uma vaga para um certo cargo comentou: “não vamos contratar mulheres, pois quando ficam grávidas têm que se afastar e é aquele pepino”. No ponto de vista empresarial ele têm razão. Até eu pensei assim quando tive minha empresa. Você treina a pessoa, deixa ela apta para o cargo e quando ela está indo bem, puft! Uma gravidez no meio. Não estou sendo preconceituosa, mas sim pragmática e realista. Já fiquei grávida duas vezes e me afastei. Mas pensa bem, é mais prático contratar os homens, não? Quando as mulheres deles ficam grávidas, só elas têm a incumbência de cuidar do baby em casa. Mesmo quando trabalham fora. Isso é justo? A única maneira para se fazer justiça é que ambos se afastem. Assim, na hora de uma empresa contratar qualquer pessoa ela terá direito ao afastamento. Os empresários não terão mais esse argumento como desculpa. Se isso acontecesse, as empresas saberiam que é um direito assegurado por lei dos pais cuidar do bebê e não só da mãe. Quero ver ainda um empresário (a) dizer que homem “é mais prático”.

E por falar em licença maternidade, pelo amor de Deus, que complô foi aquele contra a Claudia Leitte? Maria Paula (aquela la do Casseta e Planeta) andou dizendo por aí que era “desnecessário” o afastamento dela do filho, se referindo ao episódio do carnaval onde a cantora continuou trabalhando após o primeiro mês de vida do seu filho Davi. Segundo a atriz, "foi feio". Quem é ela para achar isso ou aquilo da vida dos outros? Quem é ela para saber o que a cantora ou filho dela precisa? Que mania que as pessoas têm de julgar os outros! O que Claudia Leitte faz ou deixa de fazer não é da conta de ninguém. Cada mulher é de um jeito. Quem se sente segura para trabalhar com um bebê recém nascido trabalha, quem não se sente não trabalha. Simples assim. Ela tem contas para pagar e tem a empresa dela a zelar. O filho dela não sofreu nenhuma maldade, pelo contrário! A cantora se virou para cuidar da criança e não se afastar da profissão. As pessoas da equipe dela tem famílias também e muitos dependem dela. Na minha opinião, ela foi muito responsável e trabalhadora. Uma tal jornalistazinha que falou mal também mereceu a resposta bem dada pela própria Claudia Leitte no blog dela. Eu nem tinha visto essa postagem, e estava comentando exatamente isso com uma amiga (que achava ridículo esse julgamento) e ela mandou o link no qual eu vi a própria artista se defendendo.

Quando tive meu bebê voltei para faculdade após um mês. Podia ficar em casa por lei, mas eu queria assistir aula e eu tinha minha mãe que me ajudou nessa decisão ficando com o bebê. Como não sou famosa, ninguém falou nada. Se falaram não chegou nos meus ouvidos. Mesmo que chegasse eu fteria ficado indignada, assim como a Claudia ficou. Fui porque era uma aula que eu queria. Era uma cadeira de antropologia e eu adorava. Ah vc acha q fiz mal? Quem é vc para me julgar!!! Meu bebê não teve nenhum problema. Aliás sequer sentiu minha falta pois não dava tempo dele sentir. Logo que eu voltava pegava ele nos braços, amamentava e dava muito amor e carinho.

Enquanto escrevo esse post , um amigo entrou no MSN com o seguinte Nick “Campanha pela vida, cada um cuida da sua”. Nessa eu já sou engajada, tô dentro! E, Claudia se um dia você ler meu blog, quero parabenizá-la pela guerreira que és e pela resposta inteligente que deste a jornalistazinha. Não pense que todas as profissionais do meu ramo são assim, hein? Eu não sou. Ah se eu fosse amiga dela... só para ligar e dizer: é isso aí, mulher! Extravasa saúde e competência!

Para quem quiser ler a resposta dela para a jornalista, aqui está o link: http://blogdaclaudinha.claudialeitte.uol.com.br/blog_claudinha/

18 de abr. de 2009

Violência doméstica, tudo a ver com o machismo




Um problema antigo, mas ainda atual.


http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI67936-15223,00-VANESSA+RIBEIRO+MATEUS+UMA+MULHER+APANHA+DENTRO+DE+CASA+NO+BRASIL+A+CADA+SE.html


Será que a violência doméstica está la no fundo enraízada ao machismo? porque será que as mentes doentes dos homens são assim? porque será que é tao comum crime contra a mulher? A revista Época dessa semana (13/04/2009) traz uma reportagem muito interessante sobre esse tema. Eu estava conversando esses dia em uma roda de família, onde meus tios contavam algumas histórias do passado. Um irmão deles tinha um caso com uma mulher casada e se matou depois que soube que sua amante tinha sido morta pelo marido que soube do caso. Eles comentaram que na época ouviu- se muito alguns homens dizerem: "Mulher safada merece morrer mesmo". Como se algo justificasse o crime. Como se só a mulher errase ao trair o marido. O que sei é que ela nao conseguia se desfazer de seu casamento por ter um marido machista e que a ameaçava e foi corajosa assumindo para si mesma seus desejos se entregando para o homem que ela amava. Não sou a favor da traição, porém também não gosto de julgar ninguém. Sabe - e lá naquela época as dificuldades e medo que essa mulher passou. Mas isso nem vem ao caso, independente do porque nada justifica um crime. Acontece que as coisas não mudaram muito. E os crimes dessa natureza geralmente acontecem por homens machistas e que não suportam o fim do relacionamento por saberem que a mulher terá nova vida, novas possibilidades como encontrar um novo homem. Apesar de todos os avanços, a mulher ainda é vista como propriedade do homem. Nao faz tempo e me lembro que minha mãe me dizia: "minha filha vc quer mudar o mundo?" Os homen são diferentes das mulheres, eles são muito mais bichos, é da natureza deles." Isso deve fazer uns 15 anos mais ou menos. Lembro que numa conversa sobre traição ela disse: "porque só existe o termo corno para homem? e não existe corna?" com isso ela queria justificar que a dor no homem era muito maior que na mulher. Minha mãe é uma ótima pessoa. Apenas segue padrões culturais que aprendeu. Já eu nasci com um parafuso a menos...(ou a mais) e estou sempre conversando com minhas amigas e mulheres que conheço sobre o que é ser feminista, pois percebo que na nossa geraçao a coisa ainda está muito atrasada.

Eu me arrisco a dizer que a violência contra a mulher está para o machismo assim como o machismo está para a violência. As bases culturais das sociedades são as grandes culpadas. Vamos dar as mãos e mudar essa situação! Os homens precisam ser reeducados e a nova geração depende de nós.


Lei Maria da Penha neles!!!

17 de abr. de 2009

100% feminina e feminista


É possível ser Feminista e feminina?

Nunca pensei que chegaria aqui no meu blog e colocaria essa pergunta. Parece preconceituosa? Tb acho! Ser feminista é seguir uma ideologia, um movimento anti machista que ainda impera em pleno século XXI, independente de gostar de se arrumar, ser contra o consumismo ou não. Eu particularmente não sou contra porque acho que consumo gera economia. Eu não curto muito grifes caras de roupas, até uso quando amo uma que vejo na vitrine, mas não acho isso a coisa mais importante. Prefiro priorizar meu dinheiro para outros valores como doar, viajar, comprar coisas necessárias para minha casa, livros, investir no meu negocio... realmente não sou de gastar exageradamente com moda e nao tenho essa necessidade de ser linda a todo custo. Mas já comprei algumas coisas induzida pela mídia ou pelo impulso. Não nego. Já fui mais bobinha quando era mais nova. 


Hoje sou consciente que a indústria da beleza vende um padrão utópico e sou contra.Gosto de moda pq acho que moda é arte. Adoro o Ronaldo |Fraga (aliás um estilista que traz sempre reflexões sociais às suas coleções) e outros. Mas nao sigo à risca. Respeito o meus estilo e meu corpo sem silicone (por falta de oportunidade pq assim que eu puder colocarei). Acho que sou uma mulher que se preocupa sim com a aparência, mas que não faz disso o centro de sua vida. Gostaria que mais mulheres pensassem menos nessas coisas e se dedicassem mais à luta pela igualdade. Mas não posso impor nada e nem querer que uma mulher que goste de ser "mulher objeto" deixe de ser.


Luto contra esse estereótipos de feministas que são contra o consumo, a maquiagem e coisas do gênero porque sou contra o preconceito em qualquer situação. A imagem das feministas ainda estão associadas (por alguns ignorantes) à mulher macho ou descuidadas. Não sou contra quem quer ser assim... quem quiser que use cabelo curto, comprido, roxo, vermelho, arrumado, descabelado, gravata ou lenço... não tô nem aí. Mas não acho legal estigmatizar.


Em um dos tópicos de um grupo feminista do orkut, o debate era sobre beleza e eu postei minha opinião: "deixo claro que nem sempre as revistas femininas me agradam, inclusive tenho uma comunidade “eu odeio as crônicas de Danuza Leão” (acho importante esclarecer q odeio as crônicas dela, não ela e nem os livros dela que nunca nem li) Meu motivo de não gostar, como dito anteriormente nesse blog, é por trazer em sua maioria conteúdos machistas. Gosto muito da revista, exceto as crônicas que tenho aversão e sou obrigada a ver a página dela quando folheio uma Claudia. É possível também que eu não me identifique com algumas matérias, mas é normal, claro. Ou as meninas da comunidade acham que eu absorvo tudo que leio?Não, não... sou mais crítica do que leitora incondicional.

Depois postei na comunidade num tópico sobre beleza a seguinte frase: "o editorial de moda da revista sao os piores, se fosse editiorial da Capricho eu até entenderia as modelos de 15. Mas abro a Marie Claire e estão la roupas que nem combinam com os rostos ninfetos. Nao condiz com a realidade. Qdo será q vai acabar a ditadura da beleza padrão? Sonho com o dia em q terão modelos de todas as idades e todos os tipos". Aí uma mulher respondeu: “Sonho com o dia que não houver modelo de nenhum tipo”. Fico pensando, será q não é melhor começarmos com os pés no chão? O mundo seria muito mais belo se a diversidade e as mulheres mais velhas servissem de modelo, sim. Esse radicalismo de algumas feministas tira minha esperança de poder começar a mudar as coisas. Ela só quer ser feminista na vida? Já pensou no emprego das estilistas? Como elas fariam os desfiles se não existissem modelos? Só acho que as modelos deveriam ser pessoas como nós. Cada uma com sua beleza. A Natura tem um pouco dissso e eu acho que seus anúncios quebram regras. Mais empresas do segmento deveriam repensar isso. Mas sem essa coisa de beleza perfeita. Outra disse que leu meu blog e que o texto a indústria cosmética e os homens se resumia a aplicação de botox em homem e era sem conteúdo. Pelo amor de Deus! Cada um interpreta de um jeito. Respondi o seguinte: “ nao se resume a isso, acho que vc ficou presa à essa interpretação e não leu todo o conteúdo. Eu apenas acredito que o e-mail q eu recebi reforça o machismo e o preconceito com homossexuais. Meu intuito é informar as mulheres que as feministas nao são contra os machos, nao querem ser superiores, apenas visam igualdade. Meu intuito é não formarmos uma geraçao machista dizendo que homens que praticam tal tipo de esporte sao gays. Nada contra os gays, pelo contrario, defendo a igualdade sempre. Meu intuito é quebrar paradigmas e fazer cair os rótulos dos estereótipos.

Depois mais um post e mais uma critica agressiva... a moça me disse q eu deveria desenvolver programas para a classe baixa em vez de pregar nas classes que sabem disso. Como sabem disso? Respondi que grupo minoritário de mulheres de classe média-alta, de nível universitário e carreiras bem-sucedidas (ou nem sempre) ainda ignoram o termo feminismo. Muitas mulheres de uma geração de uma década atras ainda estão presas à conceitos da vovó e ainda estao repassando esses conceitos para as filhas. Isso nao acontece só na favela. Na escola (particular) dos meus filhos, quando vou nas festinhas de dia das mães ainda são feitos aqueles teatrinhos onde a mãe esté em casa fazendo bolo e o pai no trabalho. Acredito que temos que mudar primeiro as classes altas... Não é todo mundo que questiona! É mais fácil seguir as regras do que ir contra.

Fiquei chateada com a grosseria em relação a tudo que eu falava e o ódio que algumas têm aos homens. Uma delas que estava sendo grossa e usou palavras como excluam esse tópico idota” se referindo ao meu tópico. Outra que me criticou, fui ver o perfil dela e ela está numa comunidade “homem é tudo palhaço”. Como assim? Defendemos o feminismo ou o femismo? Femismo sim é o contrário de machismo. Desse jeito, nada mudará. Além de radicais, não têm percepção entre o que as mulheres ainda pregam na sociedade (em sua maioria) independente da classe social.

8 de abr. de 2009

A indústria cosmética e os homens



Existem as regras de graduação para saber se um homem é macho?


Querida, não estou pedindo para vc se vestir masculinizada. Não, também não sou a favor de você abandonar sua coleção de Victoria’s secrets. Pelo contrário, eu como uma boa feminista venho aqui defender os homens. Proponho igualdade nos direitos, certo?

Consumir é tudo de bom. Mas óbvio quando o consumo não é a coisa mais importante da sua vida. Quando comprar é uma prática com uma freuencia saudável. Principalmente se os produtos fossem fabricados por empresas com consciência ecológica e todo mundo colaborasse com a reciclagem. Mas isso é outro assunto, não vou sair do foco.

Esses dias recebi um e-mail cujo título era: “tabela de graduaçao para machos”. Um texto escrito por algum machista em potencial e super preconceituoso. O que mais me intrigou foi a quantidade de mulheres que estavam em cópia no e-mail e que responderam com todos os tipos de risadas daquelas de linguagem de internet. “kkkkkk” “hsuahsuashsua”. Fiquei impressionada com a quantidade de mulher que achou graça. E cada uma que recebia que encaminhava mais para outras.

De acordo com o e-mail, existe uma tabela de graduação para saber se o cara é macho mesmo. O homem que usa sabonete líquido é gay. O que prefee voleyboll em vez de futebol tem tendências fortemente gays. Nunca vi tanta porcaria num e-mail só. O que usa hidratante entao... bichona louca.

Os homens não tem pele? Não precisam de hidratante? Porque as propagandas de cosméticos em sua maioria falam com nós mulheres? Hidratante previne várias doenças como urticárias, cotovelos e joelhos cheios de bolhas devido ao ressecamento e etc. Então qual a graça no e-mail?Teu marido não usa nada disso, coça o saco na tua frente e tu acha o máximo? Jamais ele pinta o cabelo mesmo sendo entupido de fios brancos aos 25 anos? Prefere ficar de cabeça branca aos 30 pois se considera macho mesmo no fundo não achando bonito? Ele também é desses que chamam a vizinha de puta porque ela é solteira e já flagrou ela com homens diferentes pelos elevadores do prédio em menos de um mês?Ele diz que abrir as pernas no primeiro encontro é coisa de puta de maior grau? Saiba, querida amiga, que seu marido é machista. Tudo bem, você gosta dele e não quer fazer confusão. Ok, não precisa brigar com homens antiquados, apenas saber lidar.
Ser homem de verdade é ter personalidade. É assumir o que gosta sem se preocupar com o que os outros vão pensar. É ser homem dentro de casa. É ajudar na criaçao dos filhos e dividir as tarefas com a mulher, mãe, irmã, seja la quem for. É ser honesto consigo mesmo. É ser a favor da licença maternidade para os homens também poderem ajudar em casa. Não tem nada a ver com o tipo de sabonete que ele gosta ou se ele passa creme no corpo, pinta o cabelo ou acha que está na hora de colocar um botox ou fazer uma lipo na pança. Minha luta não é mudar os antigos, é com a maneira que você cria seus filhos para não criarmos uma nova geração machista.

7 de abr. de 2009

Mulher x homem e a mídia

Que diferença da mulher o homem tem?


Mulher ainda é muito diferente de homem. Infelizmente. Mas isso é mais na mídia do que na cabeça das mulheres. Na verdade, a ciência nunca provou nada a esse respeito de quem é mais inteligente, quem pensa mais em sexo, ou quem sente mais isso ou aquilo. Se pararmos para pensar e pesquisar a fundo o assunto, o que existe de concreto mesmo são argumentos culturais. Na última década, muitas meninas (aquelas que não eram tão ingênuas e tinham a cabeça aberta) não tinham coragem de admitir que por volta dos 13,14, 15 anos, virgens, o sonho delas era transar. Que por amor que nada! Para saber como era fazer sexo mesmo. Nessa idade dificilmente elas ja têm seus príncipes e as coisas não acontecem como nas novelas. Só não compravam “playwoman” porque alem de só existir a revista playboy, não faz parte da cultura dizer que a mulher se excita com imagens de homens nus. As pesquisas dizem que nós, mulheres, nos excitamos com um “Eu te amo”. Enquanto os homens se excitam com a imagem de uma mulher bonita nua. Claro que amar é importante e eu sou completamente a favor. Óbvio que transar com amor é mais excitante. Mas acredito que ambos os sexos têm essa preferência, não seria apenas um privilégio da mulher.

Hoje, como todos os dias andei lendo revista e jornal e, é claro, que sempre sou atraída por temas relacionados à cultura feminina. No Diário Catarinense encontei no caderno Dona DC o absurdo tema “ Mulheres da nova geração decidem entre ter filhos ou carreira”. Acho engraçado quem encomenda tais pesquisas. Como se filhos fossem uma responsabilidade de criação apenas da mulher. Depois do nono mês de existência na barriga, o cordão umbilical será cortado e a responsabilidade será dos dois. Sou feminista com orgulho e só admito frases que leio por aí que quando invertemos os sexos, ela cabe perfeitamente. Não imagino: “Homens decidem entre carreira ou filhos”. Se é um direito deles terem filhos e carreira porque não nosso também? Já era a época que só a mãe tinha papel fundamental na criação dos filhos. Independente de com quem os filhos moram, se é com alguém de terno e gravata ou sapato alto. É incumbência dos que os puseram no mundo. Se a mulher ficou com os filhos, o pai que a ajude a manter uma pessoa na casa onde eles estão para auxiliar essa mulher que não pretende interromper sua carreira profissional. Ser mãe não é ir pra cozinha fazer o almoço, nem estar em tempo integral com os filhos. Ser mãe é dedicar qualidade aos poucos momentos que estão juntos. È saber ter todo dia um tempinho para as crianças. Assim como é ser pai também. Nada contra a mulher que resolve ser dona de casa.Contanto que ela tenha optado por isso por prazer. E o pai em casa e a mulher trabalhando fora? Porque não? Não tem nada de feio nisso. É questão de opção.

Já foi o tempo que cozinha era associada ao papel feminino, as universidades de gastronomia estão repletas de homens. Já foi o tempo que a mulheres cuidavam sozinhas da casa porque hoje os homens ajudam. O homem que acha que esse papel é da mulher(mesmo quando ela também trabalha fora) parou no tempo e ta com a cabeça bem atrasadinha... qualquer hora ele será trocado por outro, pois muitas mulheres mudaram e não toleram mais esse tipo. Tomara que existam muitas separações mesmo, caso o motivo seja esse. Quanto mais mulheres agindo contra o machismo, mais teremos chance de mudar o mundo.

7 de set. de 2007

1 e nem mais 1/2 semana de amor (Crônica 4)


Uma e nem mais 1/2 semana de amor


Juliana, 32 anos, é uma mulher independente, cheia de humor, acostumada a não levar a sério homens sarados e simpáticos que beija nas nights da vida. Mas um belo dia cai numa armadilha: em sua vida estava tudo indo bem quando numa despretensiosa balada de sexta feira, encontra um bêbado no bar. Com o coração estranhamente balançado, o encanto é imediato. É final de noite e ela resolve ajudá-lo. Sem saber porquê, não consegue ficar longe daquele homem e oferece carona de volta pra casa. 

São 5 horas da manhã, Juliana estaciona em frente ao hotel que ele está hospedado e por insistência dele, sobe até seu quarto. Cuidadosamente ela o deita na cama, tira seus sapatos. Enquanto ele só pensa em transar, ela o vê com afeto. Sem resistir já estava lá envolvida nos braços daquele homem que mal conhece. A química do álcool + os corpos resultam em um composto desconhecido pela ciência. Amanhece, vai embora de mansinho e deixa o número do seu telefone. No outro dia, o bêbado liga “bom” e sua voz parece uma melodia... aquele alô nao era um simples alô... tinha a música romântica do filme Titanic no fundo. Aquele telefonema era o começo de uma noite cheia de expectativas.

Eduardo aparece...gostoso, cheiroso, bem vestido. Nem parecia aquela figura que ela deixou no hotel. Agora sim, ela sabe quem é o sujeito. Mineiro, 29 anos, capoeirista por paixão e engenheiro agrônomo por profissão. Por obra do destino e transferência da empresa, estava agora ali, na mesma cidade de Juliana. Os dois seguem até a casa dela. Após horas de papo sem um beijo sequer, o fogo toma conta...eles se beijam e logo seguem pro quarto.

De madrugada, o ex-bêbado e agora praticamente homem de sua vida se despede com carinho e olha dentro dos seus olhos com a intenção de deixá-la arriada os 4 pneus. Pela manhã, ainda no estado entre a vida e o sono, embaraça tudo na mente... será que foi um sonho? O despertador toca e sua mente fica 100% ativa. O desafio dela agora era colocar o corpo para produzir anticorpos a fim de desfazer qualquer feitiço. Juliana tinha coisas demais para pensar, estava engajada em um novo negócio, além disso, estava no último ano da universidade. Não era a hora de se apaixonar. Carregava em seu currículo pessoal um casamento fracassado e alguns traumas. Antecipou-se em prever o futuro e já se imaginava dentro de uma novela das oito sem direito a final feliz. No começo tudo seria maravilhoso, mas depois ele a faria sofrer... foi instantâneo, criou a cena dentro da sua mente fértil: eles brigam feio, ele passa na cara dela suas fraquezas, ela chora... e por fim, ela escorrega atrás da porta com cara de Regina Duarte sofredora em novelas.

Por medo de provocar uma evolução no que estava sentindo resolveu dispensá-lo. Mas não era tão simples assim. Aquele homem já estava entranhado no seu travesseiro, dentro da sua gaveta, e por todos os lados.


Durante uma semana, todos os dias ficaram juntos, se falaram e transaram como se o mundo fosse acabar. Chega sexta feira de novo e eles combinam de se ver. Mas o inesperado acontece. Ele manda uma mensagem pro celular dela dizendo que estava cansado e teria que viajar no outro dia. Por coincidência, uma amiga que conhecia o tal mineiro, o vê em um barzinho com outra. Imediatamente ligou para a amiga que se descabelou quando ouviu a bomba.
Minutos depois, mais calma, saiu com as amigas. Afinal por que assumir uma personalidade de sofrenilda? Porque sentiu tanto se nem era o momento certo de se entregar à alguém? Juliana levanta, sacode a poeira e não pensa mais no que deu errado.


Da minissérie de uma e nem mais 1/2 semana de amor que aconteceu em sua vida real, ela fez um review e filtra só os bons momentos . Lembra de como ele a fazia se sentir gostosa. Pensar no lado positivo de ter conhecido um cara como ele era a melhor solução. Por que não? Não deu outra. Optou pelo botão del em vez do enter.


Juliana sabia que poderia exigir mais para sua vida e não seria um casinho qualquer que a faria sofrer. Encarou como uma boa ação, menos um na direção e mais um para dar uma agitada na sua vida sexual. Agiu como seu coração mandou e foi feliz. Lembrou das palavras de sua melhor amiga que tinha um discurso pronto para aumentar a autoestima de qualquer uma: "lembre-se da bóia," aconselhava. A analogia: em um momento de carência, as pessoas tendem a se apegar a qualquer coisa... "é como cair em alto mar e se apegar ao primeiro pedaço velho de bóia sem conseguir enxergar o Iate um pouco mais distante", dizia.

Juliana refletiu e comparou o episódio de 7 dias a um cursinho intensivo. Na semana seguinte o gato manda um e-mail dizendo que está com saudades e Juliana até pensa em se encontrar de novo. Ela acredita que sentir prazer solteira não é exclusividade dos homens (apesar de ter consciência que envolvimentos ou amizades coloridas, para ambos os gêneros, podem causar dependência química).

Passado o momento de carência ao cubo, ela ri sozinha, com cara de tacho olhando pro nada. Se vem iate ou não, Juliana acha que a prioridade é sua vida e não amar alguém. Sai andando pela casa, amando cada pedacinho de si mesma e conclui que um futuro se constrói de pequenos e intensos momentos. Seja com o homem de sua vida, ou com vários.

6 de jun. de 2007

A faxina de Marina


A faxina de Marina


Marina, solteira, administradora de empresas bem sucedida, jurava que era uma mulher muito diferenciada. Mas Marina não estava sozinha. Como ela,  era maioria das solteiras que morava em sua cidade. Achou engraçado quando em um programa de comédia duas amigas dialogam e uma delas está desesperada em busca de um homem. –“ai, amiga, faz as contas: tenho 31, daqui que eu arrume um namorado,32, noivar, 33, casar... quando vou ter filhos?” Marina ria, mas estava tão aflita quanto ela. E agora? 

O que fazer para despontar na frente nesse "mercado tão concorrido"? Ela pensava que um diferencial era ser inteligente, loira, malhada, bem vestida, moça de família e que nunca transaria no primeiro encontro. Ledo engano! A noite, nas "vitrines" onde os solteiros promovem suas imagens, seu perfil era padrão.

Era uma noite de sábado fria, Marina se cobre de roupas caras, perfume importado e vai pra night. Linda, leve e presa à conceitos. Pensa que portar elegância é cobrir-se de grife. Ainda não descobriu que não se amar é um mal que pode afetar até quem veste Prada. Depois de estacionar, a moça desce pensando na conversa que teve com uma colega de trabalho na hora do almoço. A amiga dizia que o Fantástico exibiu uma matéria sobre as diferenças dos sexos. Segundo ela, no mundo animal, as fêmeas sentiam menos desejo sexual que os homens. “faz sentido, pois os homens têm mais facilidade em sentir prazer, trair e transar sem se envolver emocionalmente”, dizia a amiga. Marina nem questionou. Quem era ela para discordar? Uma mulher que seguia à risca tudo que aprendeu e agia de acordo com o manual social.


Entra no barzinho com sua amiga e a noite começa. Bate o olho em um loirão alto. É correspondida. Após meia hora de conversa, rolou o beijo. Marcelo, advogado demonstra interesse total. Os dois compartilham várias coincidências. Já tiveram missões de trabalho na África, nasceram no mesmo ano e pra fechar com chave de ouro, não é que Marcelo mora em um prédio que tem o mesmo nome da chácara do pai dela? Ela acha incrível e logo fantasia a família de comercial de margarina. 

Final de noite. Ele propõe ir para seu apê. Ela não aceita e tem medo da tentação de que a sós suba um fogo que seja maior que seus "valores". Estava decidido, continuar aquela noite era uma possibilidade inexistente. Marina, moça fina, jamais queimaria seu filme. 

Ao deixar sua amiga em casa, ouve um velho conselho: "amiga, não liga, deixa ele te ligar". Marina volta pra casa sonhando em apresentar ele para as pessoas e pensa se seu pai iria gostar dele. Enquanto isso, na sala de justiça, Marcelo faz um sanduba e pensa em uma boa estratégia para levá-la para cama. É domingo e Marina vai almoçar com seus pais. Depois, passa o dia alternando entre assistir programas dominicais do tipo que não acrescentam nada em sua vida e lendo revistas. Anoitece e seu novo affair não ligou e não mandou sequer um torpedo.

Segunda feira Marina sai pra trabalhar, mal humorada e sempre jogando a culpa da sua infelicidade na solidão. Chega o fim de semana. Não está afim de balada e dorme cansada. Sábado aproveita para arrumar suas gavetas e tirar tudo que não usa mais. Depois de jogar fora uma tonelada de tralha, sente-se aliviada. Não satisfeita com as mudanças do quarto, ela vai até a sala e muda todos os móveis de lugar. Por puro preconceito, sempre achou que o sofá não ficaria bem em outra parede. Agora sua casa estava renovada, numa tentativa de refletir uma mudança interna. A noite chegou, mas ela nem cogitou sair. Iria curtir seu cantinho e organizar seus pensamentos. Esvaziou a casa e a mente. Fez uma receita gostosa. Passa a amar sua própria companhia.

Está sob a coberta e a madrugada chega. Sem sono, Marina começa a pensar que tudo que fazia sentido antes começa a não fazer tanto agora. Tinha o hábito de gastar a metade de seu salário com roupas caríssimas. A quem queria impressionar? Ostentava tanta marca que parecia um outdoor ambulante. Ela fez um cálculo e viu que com o que gastava por mês com pedaços de panos para se cobrir era um valor significativo. Olhou para o armário e transformou suas futuras roupas em mensalidades para uma pós graduação em marketing, um desejo antigo.

Trabalhou seu cérebro para sair de um patamar supérfluo. Ela era do tipo que entrava nas lojas e impressionava as vendedoras com seu poder de compra. Gostava do status de sair com mil sacolas na mão. Quanto mais refletia, mais achava essas cenas menos importantes que os valores que começavam a nascer agora. 

Domingo, com a cabeça e o corpo tranquilos, liga pro último gato e o convida para sair. Para sua surpresa, ele aceita. "Porque não fiz isso antes?" pensa. Marina logo bola as técnicas para agradar e segurar o boy. Ensaiou o que falar. Os dois chegam ao restaurante, sentam e conversam numa boa. Marina estava com o espírito leve, a faxina de sua casa a fez jogar fora alguns fluidos negativos junto das tranqueiras. Após o almoço que foi acompanhado de um papo agradável, eles entram no carro. Quando se viu já estava num motel. Resolveu esquecer os conselhos das amigas e chutou o balde. Entrou em transe. Nem lembrava do mundo exterior e se entregou. Jogou fora as regras impregnadas dentro dela e aflorou seus instintos. Atingiu o clímax e sorriu. Pegou uma cerveja no frigobar, acendeu um cigarro e foi pra janela, toda trabalhada no sexy sendo vulgar. Em sua frente havia um homem educado e simpático. Marcelo a deixa em casa sem promessas. Ao se despedir estava com cara de quem comeu e gostou.

Marina vai pra casa e fica impressionada como conseguiu viver apenas o presente com tanto desapego ao futuro. Se ele ia ligar? se era o genro que queria apresentar para seu pai? Se as coincidências eram realmente coisas do destino? Depois da faxina, pensava diferente. Agora quem estava fazendo o sanduíche e prensando na próxima estratégia para transar descompromissada era ela. Oras, mas como estava tão despreocupada e foi tão rápido sentir tudo aquilo na cama se as mulheres precisavam de muito envolvimento emocional segundo aprendeu ao longo da vida? 

Estava intrigada porque o que sentiu, desafiou o sábio "conhecimento científico" que a amiga comentou saber sobre as fêmeas e a tal reportagem do Fantástico. Marina deixou tudo pra lá e entrou numa de se preocupar com o seu equilíbrio. Mais uma semana começa. Em plena segunda feira acorda bem humorada, canta no chuveiro, dá risadas a tôa. Para o amanhã só tinha um plano: solteira ou não, ser simplesmente feliz. 

4 de jun. de 2007

Dilema na casa dos 30


Dilema na casa dos 30


Karen fez aniversário e não se conforma que agora é uma mulher na casa dos 30. Depois da festa quase sem graça que promoveu em seu apartamento, e das risadas quase falsas que os amigos conseguiram arrancar de seu rosto, foi dormir. Caiu exausta na cama e também num poço de lembranças e nostalgia.
Lembra-se que a década passada foi ontem. Seus olhos estão fechados e o pensamento que insiste em tomar conta das conexões entre seus neurônios, formam pontes que a cada segundo levam a um torturante mesmo assunto. Sua mente, praticamente, entrou numa espécie de regressão. Vem à tona cada amor vivido, cada erro cometido.

O mais difícil neste momento, é perceber que o tempo passa, mas sua ignorante sensibilidade parece estagnada, esquece de progredir e se comporta como se descobrisse o primeiro amor a cada nova paixão que aparece em sua vida. A preocupação que assola seu interior é que seu coração não evolui conforme sua idade. Karen queria combater aquele sentimento que ela achava ridículo, mas tem consciência, aos 30 anos nada mudou! Ela jurava que essa era a idade limite para passar por isso. Até então, ela continuava em busca de um príncipe e estava completamente apaixonada.

Sente-se uma pessoa que é amor puro. É capaz de sofrer até com a melodia breguérrima sertaneja. Começa a se achar a vítima do mundo! Que triste a sua sina de chegar aos trinta sem saber se vai ter a metade da laranja tão famosa... Sua cabeça meio tonta, conseqüência de um certo exagero na vodca, fica confusa e triste por ter criado tanta expectativa de encontrar seu “pseudo-namorado” que não deu às caras em sua festa de aniversário. Nem um telefonema sequer. Ela sabia que ele não era capaz nem de mandar uma mensagem, mas adorava imaginar que tudo poderia ser diferente

As idéias mais estúpidas passavam pela sua cabeça, quanto gastou no salão fazendo aquela escova progressiva e seu amado nem se interessou em conferir como ela estava linda e radiante naquele dia tão especial. Inteligente, sabia que pensar aquilo era o cúmulo da futilidade. Muitas coisas a aproximavam de tentar descobrir realmente o que é esse estranha droga chamada paixão. A
final o que é esse sentimento que afeta Karen e mais o público feminino inteiro da torcida do Flamengo de um shopping em liquidação? Quando ela está nos braços do bofe chega a ter momentos de êxtase (algo inenarrável, muito maior do que o prazer de ver no telejornal um dia que a ciência descobriu a fórmula do chocolate que não engorda). Mas os encontros são casuais. Quando ela acorda, é sempre igual, o feitiço acaba, ele vai embora sem previsão de estar ali de novo. Talvez na próxima balada ele esteja livre, talvez não. Em dia friozinho, então, ela torcia desesperadamente pra ele aparecer no visor do seu celular, na sua rua ou na sua frente.

Por mais que se esforçasse, não entendia muito bem a frase “Que seja eterno enquanto dure” de Vinícius de Moraes. O que ela achava que era totalmente recíproco, para ele, durava apenas algumas horinhas, ou mesmo minutos, ou quem sabe, segundos... ou melhor, o equivalente à uma ejaculação. Era tudo muito contraditório! Àquela maravilhosa noite de amor com direito a juras e promessas, perdia a validade como um salpicão fora da geladeira.

Karen percebe que não poder compartilhar mais vezes de seu homem é sua maior aflição. Ficava indignada por isso. Precisar de um exemplar da raça masculina não podia ser um principal fator para desencadear sua depressão. Pôs-se a imaginar uma forma de se livrar daqueles loucos pensamentos. O que fazer para recuperar sua total sanidade mental? 
Levanta e vai pra frente do computador mandar um e-mail desaforado para o causador de sua insônia. Imagina que desabafar seria o ideal. Mal puxa a cadeira e logo desiste pois dá de cara com sua verdadeira e cruel realidade: ele nem respondeu o último enviado. Aliás, ele nunca respondeu nem uma mensagenzinha do Facebook. Sentada a beira da cama sob sua própria companhia, o abajour ilumina suas ilusões.

Começa a tentar pensar de outra forma, tem raiva de si mesma e Sente-se culpada por ter ido longe demais no seu imaginário. Aquele homem dava pistas de que não queria nada sério fazia tempo. O fato é que ela mentia pra as amigas e pra si mesma quando contava seu caso de amor. No fundo era só tesão. Ela apimentava suas lembranças. Sentia que se enquadrava mais no universo feminino quando agia assim. Foi esse o motivo que a fez se apaixonar. Estava mesmo era doente, o diagnóstico era algo como: paixonite- aguda-cultural- sem razão.

Confortava-se lembrando das sábias palavras de seu pai que dizia: “Os problemas são muito maiores quando imaginamos do que quando passamos por eles” Então apagou a luz e foi dormir com os fantasmas que não paravam de lhe assombrar. Tudo foi gradativo. Aos poucos a tortura começou a ir embora. Depois do chororô abafado, sentiu uma paz que a invadia. Tentava trabalhar sua mente de que é importante sonhar, sim, mas não se entregar a um sentimento que deseja ser dono do seu corpo.

De manhã tomou vergonha na cara e viu que uma mulher segura, não se deixa abater por nenhum motivo. Finalmente se tocou que o coração poderia não evoluir, mas a mente sim. Aos 30, uma mulher já tem vários carnavais e não seria uma paixão inventada que a derrubaria. Essa era uma das grandes vantagens das 30 velas no seu bolo. Tomou um longo banho, se olhou no espelho e viu uma pessoa diferente. Conseguia enxergar não só sua aparência. O espelho tinha o dom de fazer um raio X : ali aparecia uma mulher nua, sem maquiagem. Pronta pra vida como ela é, sem disfarces.

Estava meio paranóica. Devorou livros de autoestima e buscou no Google sobre o que acontece com o cérebro apaixonado. Tirou suas próprias conclusões: Estar cegamente apaixonada, é entrar em um estado hipnótico profundo, é uma obsessão, nada saudável, nada real. Estava desmistificado o mito... O que essa mulher sentia era a dificuldade de encontrar o amor em si mesma.

Um ano se passou e lá estava Karen abrindo as portas de seu apê para seus amigos festejarem seu aniversário de 31 anos. Era uma nova mulher. Sua risada era verdadeira e seus amigos tinham papos agradabilíssimos que lhe rendiam gargalhadas desprendidas e sinceras. Karen estava solteiríssima. No máximo, pegava uns “freelancer” da vida. Decidida e amando sua sensualidade de mulher de trinta.

O despertar da fera adormecida


O despertar da fera adormecida


Alice vive em sociedade e se comporta de acordo com as convenções. Por isso, quando aquele casamento que já dava sinais de fracasso há bastante tempo se desmoronou, faltou o chão. Seu mundo caiu. Lá se foram 5 anos de seus quarenta. Só a terapeuta poderia ajudar, sua melhor amiga iria lhe dar aqueles conselhos batidos e ultrapassados. Ela abraçou a nova vida como quem abraça um oceano de oportunidades.

Se agarrou numa vantagem grande mas que no momento de tristeza parecia pequena. Agora, apesar da solidão, não sentiria mais a angústia da espera e a dor de cabeça quando seu marido saía para beber com os amigos. Ela, na condição de mulher, sempre sofria mais e perdoava mais os erros do seu homem que era o rei do deslize.

Lá estava ela folheando revista de celebridade no consultório quando sua mãe liga preocupada para saber como anda seu coração atormentado. Sua mãe era contra a separação, pois pensava em seu bem estar, em como seria a vida de sua filha, agora divorciada e mãe de dois filhos pequenos. Alice não hesitou em responder que estava bem para não deixá-la preocupada. Mas no fundo temia o novo mundo. Sua maior fraqueza era saber que até gostaria de ter muito mais homens , viajar e baladear. A questão que mais a assombrava volta e meia seria a mesma. Como as pessoas julgam as outras. Ela achava que uma mulher tem que se comportar porque apesar de toda ascenção da espécie, as pessoas cobram um comportamento que ainda não evoluiu muito. A análise não rendeu muito, ela até que achou legal, mas achou mais legal ainda chegar em casa ter o espaço só pra ela, fazer uma comida gostosa e se enrolar no edredon para assistir Jô Soares. Sem marido chato para atazanar e querer assistir jogo. A entrevista era com uma sexóloga, e caiu como uma luva. A especialista dizia que a mulher gostava tanto de sexo quanto o homem e que a questão cultural era que a fazia, muitas vezes, pensar diferente.

Alice pensou, pensou e acabou juntando as palavras daquela mulher tão decidida falando tão naturalmente sobre sexo, com a sua conversa na terapeuta. Primeiro a psicóloga disse-lhe que a felicidade não está depositada nos outros e sim em si mesma. Alice achou aquilo contra tudo que aprendeu. Era uma mulher moderna, mas os ensinamentos de sua mãe e de sua vó ainda estavam na sua cabeça. E ela, apaixonada pelo marido fazia dele sua fonte de felicidade e esperava o dia que ele fosse mudar e ser um bom marido. Só agora percebia uma nova pessoa brotando de dentro do seu corpo. Enquanto isso a sexóloga defendia que uma mulher pode e deve ter prazer. Para isso, precisava se permitir.

Ali nascia uma nova mulher. Despertou para a vida e decidiu ser linda, independente, inteligente e não esperar mais nada de ninguém. Não que condenasse o casamento e achasse que sexo resolvia tudo, mas havia uma nova estrutura cerebral, uma nova ordem mundial interna. Começou a agitar a sua vida. Conheceu novos homens que nem eram da sua vida, mas que lhe deram momentos agradáveis. Conheceu dissabores também como a solidão, mas muitas vezes sentia que ainda era menor do que já sentiu mesmo estando casada. Experimentou novas amizades, fez novos planos.

Agora, anda dando desculpas a terapeuta e está faltando dia sim e outro também. Prefere com o dinheirão que gastava com ela, fazer uma poupança pra viajar com as amigas. Depois de três décadas de vida, estava resgatando desejos do fundo da alma e pensando como ela queria e não como os outros. 


Depois que descobriu a fera que havia dentro de si, e que a fonte de sua felicidade só estava adormecida e foi reativada, melhorou seu desempenho profissional e foi até promovida no trabalho. Agora queria viver e curtir as delícias da solteirisse e do sexo casual. Desprendida de velhos conceitos, só vai se entregar para viver a dois (se é que vai se entregar) se por acaso, e não tão primordial, conhecer alguém muito, mas muuuito especial.

Na sala sem Danuza

Hoje, estava eu lendo a revista Claudia (maio/2007) e vendo a coluna da Danuza Leão. Vc não tem nada contra e acha o máximo os textos dela? pois eu vou dizer minha opinião: tenho tudo contra e acho as palavras dela tão importante quanto a função do apêndice no corpo humano...
Os textos dessa senhora apenas reforçam a idéia de que, nós mulheres, somos seres muitíssimos diferentes e sempre seremos. Pensar diferente, tudo bem... odeio futebol e adoro um salto alto. Isso é cultural também, mas seria sem graça se não distinguissemos as aparências dos homens e mulheres. Adoro um salto alto...mas não se assemelhar no aspecto "ser humano" eu discordo.
Podemos, assim como eles, não pensar em felicidade associada à um casamento, podemos ser tão competentes quanto eles na política e na vida profissional (vc sabe disso e acha bonagem o que estou falando? e porque ainda somos minoria nesses terrotórios?) e podemos nos presentear com sexo sem compromisso também. E para ser feliz, não sou obrigada a seguir o modelinho padrão de que toda mulher só se realiza quando acha seu homem. Não faço apologia à promiscuidade ou putaria, muito menos sou contra o casamento. Apenas acho que esses modelos de vida tem que ser repensados. Queremos ser felizes, e não só nos padrões impostos pela sociedade.
É por meio desse blog que vou tentar, com minhas crônicas, mostrar vários tipos de mulheres e comportamentos. Mulheres, confusas, desequilibradas, casadas, solteiras, de guerra e de paz. Mas todas unidas em prol da autoestima sem utilizar os parâmetros da sociedade. Homens solteiros e bem sucedidos pensam primeiro neles e são felizes e aproveitam bem a vida estando solteiros. O que não acontece com muitas mulheres que só pensam em arrumar um homem como se ele fosse o protetor, o centro de tudo e a fonte da felicidade.
Danuza disse em uma das crônicas que nós somos muito diferentes e colocamos o amor acima de tudo!! Ahhh não é assim, Danusa! Têm mulheres que pensam mais em seu amor próprio, seus objetivos, seus projetos, sua vida profissional. Eu sou uma. Conhecendo ou não o homem da minha vida, eu sou feliz!
Para quem discorda de mim, passe para outro blog. Ou me critique. Esse blog é um espaço democrático e eu adoro debater esse tema. Ou então filltre tudo que você já viu e ouviu. Aguce seus desejos, curta sensações, recicle suas percepções. Para quem se interessou, bem vindo ao mundo encantado do blog Universo Mulherio. Coloque uma placa no novo chip do seu cérebro: aqui jaz uma mulher cheia de idéias pré estabelecidas (vulgo preconceito mesmo), normas, pudores e lendas.
Gosto de ver coisas inovadoras e não retrógradas como a coluna de Danuza. Outro dia li nessa na Claudia tb um blog muitoooo legal: as mamães modernas ganharam um nome, duas publicitárias criaram o Blog das "Motherns", fusão de Mother com modern... A acessibilidade foi tão alta que foram entrevistadas em vários veículos e até lançaram livros. Muito criativo, muito massa!!! Aí sim vale a pena. Elas falam da mãe moderna, dentre muitos assuntos, daquela que um belo dia vai na balada exagera na bebida e no outro dia acorda de ressaca. Nãooo, não é isso, o blog não é a favor de mulheres alcoolatras! Fala sobre as mamães do novo tempo, das modernas. Acabou essa idéia de passar pro filho a imagem da mãe comandando uma batedeira.
Uma coisa é certa: classificando ou não cada grupo ideológico, estaremos colhendo o que semeamos. Senão agora, com o passar dos anos...então só depende de nós da maneira que estamos criando nossos filhos e ensinando o que é ou não "ser macho" ou "mocinha de família". Vamos ensiná-los a buscar a felicidade com responsabilidade, limites mas sem padrões ultrapassados. Vamos produzir uma nova geração!

Entre, a casa é sua. É permitido repensar.

Mulher também é (quase) tudo igual. Só muda cor, nome e endereço. O tipo mais comum é a que fica reclamando dos homens mas não se esforça pra ter sua liberdade e sua própria verdade. E ainda contribui para a continuação da cultura machista que ainda perdura em pleno século XXI. Claro que com a emancipação da mulher e com o panorama histórico desde à revolução francesa e etc e tal, muita coisa mudou. Mas estou falando de outra coisa, do seu íntimo, de se permitir. Não precisamos ser seres desprendidos de sentimentos, mas temos direito à vida (óbvio) e seus prazeres (não muito óbvio).
Imagino como será a cabeça da mulher daqui há 20, 30 anos. Então me antecipo em tentar evoluir.(Ou será que tem algo errado comigo?). Porque sei das diferenças entre fêmeas e machos, mas tenho em mente que não são da "natureza" como dizem alguns machões e algumas mulheres meio machistas. Sim, mulheres machistas... em plena era moderna... Depois de tantas conquistas! Não entendo porque as pessoas saem generalizando...eu não sou como os textos dizem e nem como os psicólogos dizem que uma mulher pensa... Eu devo ser uma mulher de outro planeta, e nem sei se sou de vênus. Há controvérsias, eu sou eu...e você, acha tudo normal? não discorda de nada que já leu por aí sobre os nossos estigmas?

O que elas gostariam... ( texto enviado por uma leitora)





Ai, ai...aqui estou, numa sexta-feira a noite, em casa. Se eu pudesse, neste momento estaria num boteco, bebendo uma cerveja “Original” e ouvindo uma musiquinha ao vivo. Beeeem satisfeita. Que coisa.Gostaria de ser homem neste momento, pra poder sair sozinha sem ninguém ficar olhando ou falando. Poder, eu posso, eu sei, e sei que é ridículo se importar com o quê os outros pensam, e blá, blá, blá...mas não é disso que quero falar.Quero expor minha indignação. Devíamos possuir as mesmas facilidades que os homens possuem, sem sermos taxadas de vagabundas, loucas, e por aí vai. Gostaríamos de poder tirar a camiseta na rua, num dia de calor (muitos marmanjos devem estar lendo isto agora e dizendo: “Por mim pode tirar, vou até gostar!”. Babaca!!!). Gostaríamos de poder fazer xixi em qualquer lugar, com a mesma praticidade. Gostaríamos de poder “comer” vários homens sem ganhar fama de vagabunda. Gostaríamos de poder beber todas, sair engatinhando da balada, e isto não parecer tããão vulgar assim. Gostaríamos de poder trair o namorado várias vezes, e sermos admiradas por isso. Gostaríamos de conseguir um emprego somente pelo nosso talento, e não porque somos lindas, bundudas, loiras ou morenas. Gostaríamos de conseguir com mais frieza transar por transar, não se envolver, não misturar as coisas. Gostaríamos de poder entrar num bar qualquer, pedir um martelinho e virá-lo num gole só, batendo com o copinho no balcão e dizendo bem alto: “Calibra, chefia!”, sem que ninguém ficasse nos olhando como se a polícia andasse atrás da gente. Gostaríamos de comprar camisinhas na farmácia sem que o balconista nos olhasse com aquela cara de: “Hummm, hoje tem!”. Gostaríamos de ficar esparramadas no sofá vendo “Sex and the City”, enquanto a louça está sendo lavada, a roupa passada e a janta feita pelo maridão, e ainda “dar aquela” antes de dormir. Gostaríamos de ter a capacidade de dizer “te ligo amanhã”, e depois sumir do mapa, sem nos sentirmos nem um pouquinho culpadas por isso.Enfim, pra fechar com o motivo pelo qual me inspirei pra escrever este texto – e agora falo só por mim, porque sei que existem mulheres que conseguem fazer isto (e não são poucas), gostaria de me arrumar bem linda e cheirosa e, solita, ir pra uma festa lotada, dançar a noite inteira no meio da pista bebendo um whisky com energético, passear pra lá e pra cá, falando com uns e com outros, me sentindo linda, leve, solta e muito segura de mim, sem que isso parecesse, no mínimo, moderno demais. Que fosse a coisa mais natural do mundo. Sem hipocrisia, sem rótulos, sem “famas”.E enquanto acabo este texto, me pego pensando: “e por que é que eu não fiz isto, caramba???”P.S. Você aí, amiga leitora, que lembrou de mais algum “gostaríamos...”, comente por favor...devo ter esquecido de algo! E se você não concordou com nada (ou quase nada) do que eu escrevi, comente também!


(Esse texto foi enviado por uma leitora. Quem quiser mandar fique à vontade, esse blog é um espaço democrático e tem o intuito de trazer reflexões sobre o Universo feminino. )

Achei legal o texto e diria que muitas coisas ali do texto dela eu já pratico. Quanto a tirar a blusa não acho necessário. Nós mulheres temos tantas opções de blusinhas levinhas ou vestidinhos soltinhos de alcinha para usar no verão... dá para ser confortável usando roupas femininas sim, pois temos seios e eles não têm. Quanto a se igualar na cafajestisse também não sou a favor. Quero me igualar na posição política, social e na liberdade sexual de nao ser taxada por transar por puro interesse sexual. Não quero ser femISTA (contrário de machISTA) e sim feMINISTA. Acho que o texto é um pouco femISTA. Mas me diverti lendo. De qq forma é uma reflexão sobre nossos desejos reprimidos.
Gostaria de acrescentar um "queríamos". Sou mãe de dois menininhos lindos. E eu queria que fizesse parte da nossa cultura, que eles mijassem sentados. Isso mesmo, não se assustem, caros leitores. Não tem nada a ver com a sexualidade deles. Mas se eles fizessem xixi sentados, tudo seria muito mais higiênico, prático e limpo.Já tentei instituir essa prática em casa, mas eles morrem de achar graça e eu fico com cara de palerma perguntando:" que é, qual o problema de mijar sentado?" e eles só respondem:" quáquáquáquá!!!" Lá vem a história do preconceito de novo... nãó é fácil mudar velhos costumes.
Desisto de lutar sozinha. Agora só volto a luta depois que algumas seguidoras forem comigo fazer um manifesto na rua com a faixa: "Homens, mijem sentados, por um mundo mais justo." Agora se vc é homem, não concorda e está rindo das minhas loucas teorias anti-culturais e a favor da lógica, lanço um desafio. Já que vcs são machos de verdade, defequem em pé também seus cabras da peste!!! (hahaha me desculpem, sou de escorpião, sou impulsiva e falo o que vem na telha quando fico irritada. E mijo na tampa me tira do sério!!! (por favor, não abandonem meu blog...não, não sai daí!! Homens vcs são bem vindos aqui, eu estou na TPM, é isso! Assim que eu sair dessa, juro que reescrevo essa proposta de mijar sentado de maneira mais carinhosa.Também não precisam lembrar de mim quando olharem pro vaso, tá?) Espero não ter decepcionado meus milhões de leitores!!!
Aliás desconfio que esse blog é tão pouco visitado porque muitas mulheres gostam das condições que lhe são impostas pelos machos e pela cultura!!! Sou um grão de areia nessa multidão... nem minhas amigas dão bola pro que eu escrevo.Vivo perguntando se já viram meu blog e elas sempre desconversam. Fiquei tão feliz quando um cara que me achou na net e eu nem conheço deixou um comentario em uma de minhas crônicas... e um blogueiro super inteligente que escreve super bem. Desconfio que minhas conhecidas devem achar tudo bobagem. Tomara que alguém importante me ache . kkkk Mas a cultura machista uma praga no mundo todo. O Japão que é uma potencia mundial, ser mulher lá é suuuper antiquado! Elas ficam em casa enuquanto os maridos ganham dinheiro e ser bem sucedida lá é arrumar um bom casamento! Vi uma reportagem na Marie Claire que me deixou chocada. Afeganistão e África me chocam em primeiro lugar, claro, mas o Japão que é um país tão avançado... nem combina! Leiam a Marie Claire deste mês junho/2007 e entenderão do que eu estou falando! Agora estou sem tempo para escrever, mas depois volto aqui para refletir mais sobre esse assunto com vocês!! Bjos e até mais!